Pesquisadores contestam a narrativa padrão sobre a origem do Islã – Luigi Benesilvi

(05/02/2024)

A narrativa islâmica padrão estabelece que Maomé nasceu no ano de 570 depois de Cristo, na grande cidade de Mecca, no sudoeste da atual  Arábia Saudita, fundou o Islã em 610, emigrou para Medina em 622 e morreu em 632.

Essa narrativa permaneceu incontestada por cerca de 1400 anos, pois esses eventos teriam ocorrido na Arábia Saudita, um país muito fechado a não muçulmanos. Até hoje não é permitida a entrada de não muçulmanos nas cidades sagradas de Mecca e Medina.

A partir da década de 1990, com o surgimento de novas tecnologias de pesquisa, como imagem de satélites, internet, mapas do Google, telefones celulares e outras tecnologias modernas, começaram a surgir indícios de que a história da origem do Islã pode não ter sido do jeito que está escrito em seus principais livros sagrados (Corão, Sira e Hadith).

Outro evento muito importante foi que uma considerável quantidade de muçulmanos, que haviam estado em Mecca e Medina, abandonaram o Islã e fizeram revelações sobre as características daquelas cidades.

Um pesquisador chamado Dan Gibson viveu muito tempo nas regiões de Israel, Jordânia, Síria, Iraque e Arábia Saudita e descreve que começou a notar várias discrepâncias entre a narrativa islâmica e as descrições de fontes não islâmicas sobre alguns eventos ocorridos naquela região na época da fundação do Islã.

O que ele revela ter descoberto em suas pesquisas abala a crença de que Maomé nasceu e viveu em Mecca seus primeiros 40 anos de vida, antes de emigrar para Medina.

Dan Gibson propõe que, na verdade, Maomé era um mercador nabateu, que nasceu e viveu seus primeiros anos em Petra, no sul da Jordânia, onde fundou o Islã, lá pelo ano de 610 depois de Cristo.

Gibson fundamenta sua proposição nos resultados de sua pesquisa sobre a direção da oração (Qibla) de algumas centenas de ruínas de mesquitas construídas nos primeiros 200 anos do Islã.

Constatou que nos primeiros 100 anos, todas as mesquitas tinham suas Qiblas voltadas para Petra, mas depois, parte delas tinham as Qiblas apontando para um local bem no meio do caminho entre Petra e Mecca e as Qiblas das mesquitas da Espanha e norte da África apontavam para uma linha paralela ao trajeto entre Petra e Mecca.

Todas as mesquitas construídas depois de 200 anos da fundação do Islã tinham suas Qiblas voltadas para Mecca, no sudoeste da atual Arábia Saudita.

A explicação que Gibson provê é que o governador de Petra, Ibn al-Zubayr, liderou uma revolta contra o também muçulmano Mu’āwiyah, por este ter escolhido Damasco como capital de seu reino, em vez de Petra, uma cidade mais importante para o Islã.

Ao ser atacado pelas forças de Damasco, comandadas pelo general Al-Ḥajjāj, Zubayr enviou parte de seus seguidores para longe de Petra, para algum lugar seguro ao sul da Arábia, levando com eles a Pedra Negra Sagrada, que estava na Kaaba de Petra.

Os defensores de Petra foram derrotados, a Kaaba foi destruída pelo exército de Damasco e Zubayr foi morto numa das batalhas.

Algum tempo depois, um grande terremoto devastou Petra e a cidade foi definitivamente abandonada, enquanto Mecca, no sul da Arábia, crescia, porque estava sendo objeto de peregrinações, por causa da pedra negra sagrada e da nova Kaaba construída lá.

A pedra negra está atualmente num dos cantos da Kaaba de Mecca e os muçulmanos a beijam para obter perdão de seus pecados. Dizem que a pedra originalmente era branca, mas ficou preta de tanto absorver os pecados das pessoas.

Gibson escreve que também notou não haver referências a uma cidade chamada Mecca, no sudoeste da Arábia em quaisquer mapas da região e em anais históricos de países vizinhos, antes do século oitavo depois de Cristo, mais de 100 anos depois da fundação do Islã.

Se Mecca era tão antiga e importante quanto afirmam os muçulmanos, devia estar citada por países vizinhos, pois cidades menos importantes daquela região são mencionadas em mapas e anais desses mesmo países.

Mecca sequer está na rota das caravanas comerciais, que vinham do Iêmen em direção aos países do norte da península.

Com o tempo, Petra foi esquecida e tudo o que houve no início do Islã, passou a ser atribuído apenas à Mecca, no sudoeste da Arábia.

Na verdade, segundo Gibson, a existência de Petra pode ter sido deliberadamente ocultada pelos muçulmanos Abbasids, de Kufa, no Iraque, uma das 3 importantes cidades do início do Islã, além de Damasco e Petra.

A história que Gibson descreve é que os primeiros 4 califas, que assumiram o Islã logo depois de morte de Maomé, foram Abu Bakr, Umar, Uthman e Ali, governaram a partir de Petra, durante o chamado período “Rashidun”.

No ano 661 a sede do império do Islã passou para Damasco, no chamado período conservador “Umayyad”, derrotado pelos reformistas muçulmanos “Abbasids”, de Kufa, no Iraque, que dominaram o Islã a partir de 750 depois de Cristo, até o século 13.

O Islã ficou fragmentado até o século 16, quando foi criado o grande Império Otomano, com sede em Istambul, na Turquia, que durou até 1922, quando foi substituído pelo governo secular de Kemal Attaturk.

Atualmente os muçulmanos estão divididos em dois grandes grupos: os Sunitas, liderado pela Arábia Saudita, constituem 85% de todos os muçulmanos e os Xiitas, liderados pelo Irã, que são maioria apenas no próprio Irã e no Iraque.

Outro motivo que Dan Gibson menciona é que quando Maomé foi atacado em Medina, na famosa “Batalha da Trincheira”, os atacantes fizeram isso vindo pelo norte, o que confirmaria terem vindo de Petra, que fica no norte e não de Mecca, que fica no sul.

Um resumo da fundamentação da teoria de Dan Gibson pode ser assistido neste vídeo, legendado. A história completa das pesquisas dele, foi publicada em vários livros, disponíveis em pdf, que podem ser lidos ou baixados gratuitamente no site dele neste link.

O outro pesquisador que trata do mesmo assunto é Jay Smith, que, além de questionar a localização da Cidade Sagrada do Islã original, refuta partes da vida de Maomé e a eterna preservação do Corão, hipótese muito alardeada pelos muçulmanos.

Jay Smith alega não ter sido encontrado qualquer manuscrito do Corão, datado de menos de 200 anos depois da morte de Maomé e que, mesmo os manuscritos posteriores, são fragmentos juntados de diversas versões da Torá, Talmude e Bíblia, com diversas supressões e acréscimos nas primeiras versões em árabe..

Revelou que os primeiros Corões foram escritos no idioma aramaico, usado pelos nabateus de Petra, cidade onde Maomé teria realmente nascido e crescido.

Discorre sobre o fato da palavra Maomé (Muhammad) ser um título honorífico, atribuído a muitas personalidades proeminentes da época e significa “O Louvado”, “O Honorável” ou “O Abençoado”, sendo que o nome verdadeiro de Maomé seria Outham.

Também mostra que Mecca sequer estava no trajeto das caravanas de mercadores, que vinham do Iêmen e subiam pelo planalto arábico em direção ao mar Mediterrâneo.

Na verdade, ele alega que a maior parte do comércio era feito por via marítima, com paradas em portos da costa africana do Mar Vermelho, pois a costa arábica era muito árida e inóspita, não sendo provida de água potável e produtos agrícolas, necessários para alimentar e abastecer as tripulações dos navios.

Cita vários portos da costa africana, onde as tripulações dos navios pernoitavam, se alimentavam e se reabasteciam, em contraste com a ausência de portos na costa arábica.

Também menciona a ausência de Mecca nos mapas antigos e dos anais das nações vizinhas, enquanto cidades de menor expressão constam em mapas e citações dessas mesmas nações.

Um resumo das bases para as alegações de Jay Smith pode ser assistido neste vídeo legendado.

As alegações de Dan Gibson e Jay Smith me surpreenderam, pois nos mais de 10 anos que trato desse assunto, sempre aceitei a narrativa dos muçulmanos de que Maomé, havia nascido em Mecca, no sul da Arábia Saudita, onde teria fundado sua religião.

No entanto, os argumentos desses dois pesquisadores são muito bem fundamentados e não tem como ignorá-los.

Assisti vários outros vídeos desses pesquisadores, alguns deles em debates com muçulmanos e em nenhum deles foram mostradas evidências robustas de que Mecca, na Arábia é o verdadeiro local original da fundação do Islã..

Assim, parece que a segunda maior religião do mundo pode estar sendo sustentada sobre pés de barro.

Luigi Benesilvi

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NOTA

Como mencionou o saudoso Papa Bento XV, em sua Aula Magna na Universidade de Regensburg, em setembro de 2006:

“Mostre-me também o que Maomé trouxe de novo e encontrarás apenas coisas más e desumanas, como a sua ordem de difundir através da espada a fé que ele pregava”.

Luigi Benesilvi

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