Verdadeiro motivo de tantos muçulmanos virem para países ocidentais – Luigi Benesilvi
(30/01/2025)
O jornalista Douglas Murray publicou este vídeo no qual revela achar que o motivo de tantos muçulmanos quererem vir para países ocidentais é apenas porque desejam buscar uma vida melhor.

Segundo o jornalista, os governos dos países muçulmanos não permitem o exercício da liberdade de expressão, liberdade de culto e livre empreendimento.
Segundo ele, países ricos em petróleo como o Catar e a Arábia Saudita, estariam se encaminhando para prover algumas dessas liberdades.
Além disso, os muçulmanos estariam ressentidos por terem “a suprema religião” e não terem os níveis de vida e liberdades que têm os cidadãos dos países ocidentais.
Ele resume suas premissas citando um aspecto psicológico profundo em grande parte do mundo muçulmano, cujos cidadãos estariam se perguntando:
“Nós pensamos que éramos os vencedores teológicos, afinal fomos nós que recebemos a revelação final de Allah. Como é que eles estão se saindo melhor do que nós, quando sempre nos disseram que nós éramos os melhores”?
Ele acha que isso causa uma séria dissonância cognitiva e que essa seria uma das razões principais que estaria causando um certo colapso no mundo islâmico.
Certamente, parte dos muçulmanos não devotos, vêm para o ocidente pelas razões apontadas por Douglas Murray, mas isso não acontece com os muçulmanos mais fervorosos na prática de sua religião.
Douglas Murray é um excelente jornalista. Esteve em Israel, Líbano e Gaza, durante os conflitos que estão ocorrendo naquela região desde 7 de outubro de 2023, quando os terroristas do Hamas invadiram Israel, assassinaram mais de 1400 pessoas e levaram para Gaza mais de 250 pessoas, para fazê-las de reféns na negociação de libertação de terroristas presos e a retirada das tropas israelenses.
Ele, como muitos outros ocidentais, veem o conflito como uma disputa local entre vizinho que não se dão bem, sem qualquer ligação com eventos de nível global, como explica Robert Spencer neste artigo.

Se eles vêm para o ocidente apenas para obter uma vida melhor, como afirma Douglas, por que estão sempre incendiando igrejas, esfaqueando pessoas e praticando atentados terroristas violentos, enquanto gritam Allahu Akbar (Allah é o Supremo)?
Certamente Douglas não se interessou em aprofundar seu conhecimento sobre a Jihad (luta pela causa de Allah), que dirige todas as movimentações dos muçulmanos em todo o mundo.
Seguem adiante apenas alguns trechos dos livros sagrados islâmicos, que podem explicar bem a amplitude da guerra ideológica que está sendo travada em nível global.
“Quem emigra pela causa de Allah encontrará muito refúgio e abundância na terra e quem desiste de sua casa para ser um refugiado por Allah e seu mensageiro, a morte o transcende e sua recompensa é garantida por Allah, o sempre perdoador e misericordioso.” – (Corão 4:100)
“A hora do julgamento não chegará enquanto os muçulmanos estiverem combatendo os judeus e terminem por mata-los e mesmo que os judeus se abriguem por detrás de árvores e pedras, cada árvore e cada pedra gritará: Oh! Muçulmano, Oh! Servo de Allah, há um judeu atrás de mim, venha e mate-o; exceto se for a árvore Gharqad, porque ela é uma árvore dos judeus.” – (Sahih Bukhari, volume 4, livro 52, número 176)

“Lutem contra eles até que a perseguição não exista mais e a religião seja toda para Allah.” – (Corão 8:39)
Maomé disse: “Fui comandado a combater as pessoas até que todas elas digam: ‘La ilaha illallah’ (ninguém tem o direito de adorar outros deuses a não ser Allah); e quem disser ‘La ilaha illallah’, Allah protegerá sua vida.” – (Sahih al-Bukhari 6924)
“Aquele que luta pela causa de Allah, seja ele morto ou vitorioso, a ele nós lhe daremos uma grande recompensa.” – (Corão 4:74)(
“Expulse-os de onde eles expulsaram você”. – (Corão 2:191)
Este último verso do Corão, expressa um comando sagrado aos muçulmanos para que retomem todas as terras que no passado já foram governadas por muçulmanos. Assim, a Península Ibérica, Israel, Grécia e outras terras que já estiveram sob domínio muçulmano devem ser retomadas. E isso é um dever sagrado para os fervorosos muçulmanos.
Muçulmanos são ensinados desde a infância até a morte, que os ensinamentos do profeta devem ser seguidos à risca, sob pena de não obterem a recompensa no paraíso.
Isso explica o motivo dos conflitos existentes em várias partes do mundo, como o território da Caxemira, entre a Índia e Paquistão, a insurgência no sul das Filipinas, o conflito no Oriente Médio, os choques em várias partes da África, em locais limítrofes de regiões dominadas por muçulmanos com terras ainda em poder do não muçulmanos.

Para os muçulmanos, o mundo é dividido em apenas duas partes: a parte que o islã já governa, chamada Dar alisam (Terra do Islã) e a parte que o Islã ainda não governa, chamada de Dar al-Harb (Terra da Guerra). Simples assim.
Existe uma expressão famosa, atribuída ao Estado Islâmico, que diz:
“O islã não tem fronteiras, mas sim frentes de combate”.
Douglas Murray está precisando prestar atenção no fato dos “moderados” muçulmanos pouco se manifestam contra os violentos jihadistas, que apenas estão obedecendo os comandos de seu profeta e modelo de conduta.
Luigi Benesilvi
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