O cerne dos conflitos no Oriente Médio – Benjamin Netanyahu

(21/02/2025)

O conflito que temos no Oriente Médio é múltiplo.

Costumava-se dizer que o cerne do CONFLITO, no singular, no Oriente Médio é o conflito israelense-palestino.

Bem, isso foi jogado pela janela.

Quando se vê o Iraque em colapso, a Síria em colapso, o Iêmen em colapso, a Líbia em colapso e tudo o mais em tumulto, nada tem a ver conosco.

O cerne dos CONFLITOS no Oriente Médio é a batalha entre a modernidade e o medievalismo primitivo. Esse é o cerne dos conflitos.

O cerne do conflito específico entre Israel e os palestinos é a persistente recusa palestina em reconhecer um Estado Judeu, em qualquer limite. É por isso que esse conflito persiste por 50 anos, desde antes que houvesse um Estado Judeu, antes que houvesse territórios, antes que houvesse assentamentos.

Se os assentamentos fossem o cerne do conflito, por que ele ocorreu quando meu avô desembarcou em Jaffa em 1920?

Judeus foram assassinados naquela época, pelo quê?

Não havia a Margem Ocidental. Não havia assentamentos. Agora isso continuou em 1921, 1929, 1936, 1939, 1948, 1967 (Guerra dos 6 dias).

Qual foi o motivo de tudo isso?

Por quase meio século, estamos sendo atacados, porque há uma recusa persistente em nos aceitar em qualquer situação.

Bem, entramos nesses territórios como resultado do conflito. E o que a propaganda árabe tem feito, por meio de repetição interminável, é transformar o resultado do conflito como sendo sua causa.

Agora, como você sabe que esse é o caso?

Porque saímos de Gaza em 2005, completamente, até o último centímetro. E eles ainda estão disparando foguetes contra nós de Gaza.

E quando você pergunta a eles, por que vocês estão fazendo isso?

É para liberar a Margem Ocidental?

E eles dizem:

Sim, claro, isso também, mas agora é para liberar a Palestina.

Você sabe, as localidades de Akko, Haifa, Jaffa. Eles as querem e sempre voltam a falar de Jaffa.

Então agora eu retorno para os outros caras, para a Autoridade Palestina (na Margem Ocidental ou Cisjordânia ou Judeia e Samaria).

Pelo menos eles não praticam a violência, o que é importante.

E eu disse:

Bem, e quanto a vocês?

Estão dispostos a reconhecer o Estado Judeu?

Estão dispostos a reconhecer o fato de que terão um Estado nacional para o povo palestino?

Que tal um Estado nacional para o povo judeu?

Afinal, estamos lá há quase 4.000 anos e reconhecemos que há dois povos lá. Estamos dispostos a fazer o acordo.

Vocês estão dispostos a fazer o acordo?

Estão dispostos a reconhecer o Estado Judeu?

Porque não faz sentido criar outro Estado palestino, outro Estado árabe, que vai continuar a batalha por melhoria de posição contra o Estado Judeu.

Vocês estão dispostos a encerrar o conflito e desistir da reivindicação do chamado “direito de retorno” e fazer a pazes?

E sabe o que acontece quando você pergunta isso a eles?

Eles se mexem e dizem,

“Ó, bem, estamos dispostos a reconhecer Israel”?

Mas eu não perguntei sobre “Israel”. Eu disse:

Vocês estão dispostos a encerrar todas as reivindicações do Estado Judeu? Vocês não terão Jaffa, não nos inundarão com refugiados. Vocês estão dispostos a fazer isso?

E a resposta é que “não estão”.

Teremos paz quando os palestinos nos concederem o que eles nos pedem para conceder a eles. Estamos dispostos a permitir que eles tenham seu próprio Estado. Eles precisam se reconciliar com o fato de que nós temos um Estado próprio e que ele veio para ficar.

Esse é o cerne do problema no Oriente Médio:

Modernidade versus medievalismo, Israel e os palestinos.

A persistente recusa em reconhecer um Estado Judeu, em qualquer limite.

Espero que isso mude.

Mas estou determinado a garantir, que até que isso mude, que sim, trabalhemos as economias para criar pelo menos uma esperança econômica no futuro.

Se os palestinos seguirem as prescrições que dei aqui para o desenvolvimento do mercado, eles estarão em melhor situação econômica e também estaremos dois passos mais próximos da paz.

Benjamin Netanyahu

Primeiro-Ministro de Israel

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NOTA

O texto acima foi extraído deste vídeo publicado no Rumble.

Quando Netanyahu cita “medievalismo”, está se referindo à ideologia islâmica, que surgiu na península arábica, no século sétimo e conquistou quase todo o Oriente Médio, até os anos de 1920, quando foi instituído o Mandato Britânico e os judeus exilados começaram a retornar para sua terra natal ancestral.

O cerne dos conflitos está contido nos ensinamentos existentes nas escrituras islâmicas, como:

“Expulse-os de onde eles expulsaram você”. – (Corão 2:191)

Esse verso significa que todas as terras que uma vez foram governadas por muçulmanos, pertencem aos muçulmanos para sempre e devem ser reconquistadas a qualquer custo.

“A hora do julgamento não chegará enquanto os muçulmanos estiverem combatendo os judeus e terminem por mata-los e mesmo que os judeus se abriguem por detrás de árvores e pedras, cada árvore e cada pedra gritará: Oh! Muçulmano, Oh! Servo de Allah, há um judeu atrás de mim, venha e mate-o; exceto se for a árvore Gharqad, porque ela é uma árvore dos judeus.” –  (Sahih Bukhari, volume 4, livro 52, número 176)

O hadith (tradição) acima foi emitido quando Maomé tentava fazer aliança com os cristãos para juntos eliminarem os judeus da cidade de Medina e arredores.

Façam Guerra contra aqueles que receberam as Escrituras [Judeus e Cristãos] mas não acreditam em Allah ou no Último Dia. Eles não proíbem o que Allah e Seu Mensageiro proibiram. Os Cristãos e Judeus não seguem a religião da verdade até que eles se submetam e paguem a taxa [Jizya] e eles se sintam humilhados”. (Corão 9:29)

Esse outro verso foi “revelado” logo depois que os cristãos recusaram fazer alianças com Maomé para perseguir os judeus.

O verso abaixo explica porque os jihadistas muçulmanos são tão combativos e devotos à morte.

“Aquele que luta pela causa de Allah, seja ele morto ou vitorioso, a ele nós lhe daremos uma grande recompensa.” – (Corão 4:74)

Esse outro hadith abaixo revela que os muçulmanos têm o dever de combater todos os infiéis (judeus, cristãos, muçulmanos, budistas, ateus) até que todos eles se convertam aos islamismo.

Maomé disse: “Eu fui comandado a combater contra as pessoas até que todas elas declarem não haver outros deuses a não ser Allah.” – (Sahih Muslim 30)

Então, não é de estranhar que muitos muçulmanos devotos combatam contra todos os não muçulmanos, pois são comandados a fazer isso pelos ensinamentos de seu profeta, considerado ser um excelente exemplo de vida a ser seguido por toda a humanidade.

Luigi Benesilvi

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