A quantidade de Prêmios Nobel da Paz seria uma boa medida de quão pacífica é uma religião? – Luigi Benesilvi

(06/02/2026)

Quando traduzi este artigo sobre a “Idade de Ouro” do Islã, aproveitei para pesquisar quantos muçulmanos, cristãos e judeus venceram prêmios Nobel.

Desde 1895, quando foi criado o Prêmio Nobel, pessoas cristãs ganharam mais de 600 vezes (98% em ciências), os judeus cerca de 220 (95% de ciências) e os muçulmanos 16 vezes (9 de Paz, 3 de química, 3 de literatura e 1 de física).

Podemos pensar que por terem ganho percentual tão alto de Prêmios Nobel da Paz, isso faria dos maometanos pessoas amantes da paz, mas só que não, como se pode ver pelos motivos de terem ganho tantos prêmios na área da paz e as consequências para os ganhadores.

2023Narges Mohammadi, do Irã

“Pela luta contra a opressão das mulheres e promoção dos direitos humanos na República Islâmica do Irã.”

Sofreu violência física grave, foi espancada com cassetetes na cabeça e pescoço durante prisão em 2025. Ela enfrenta ameaças constantes no Irã, com prisões e maus-tratos.

2018Nadia Murad, do Iraque,

“Pelos esforços para acabar com a violência sexual como arma de guerra contra o povo Yazidi.”

Sobreviveu ao genocídio do Estado Islâmico contra os yazidis em 2014, durante o qual sua família foi massacrada e ela tornada escrava sexual dos jihadistas islâmicos. Houve persistentes ameaças de morte pelo Estado Islâmico após sua fuga do cativeiro.

2014 Malala Yousafzai, do Paquistão

“Luta pelo direito à educação das meninas muçulmanas.”

Em 2009, quando tinha 12 anos de idade, deu entrevistas a jornalistas estrangeiros, reclamando da proibição das meninas muçulmanas estudares, motivo pelo qual foi baleada no rosto por um “irmão muçulmano”, contrário a esse direito. Mudou-se para a Inglaterra com a família, para tratamento do ferimento e nunca mais houve notícia dela defender publicamente o direito das meninas muçulmanas ou ter doado parte do prêmio de um milhão de dólares para algum movimento de defesa das meninas muçulmanas. Sempre continuou afirmando que o “Islã é uma religião de paz”. Esteve no Brasil em 2018 para um ato do movimento “Marielle Vive” e fez declarações favoráveis ao comunismo.

2011Tawakkol Karman, do Iêmen

“Luta pela segurança e direitos humanos das mulheres muçulmanas iemenitas.”

Enfrentou ameaças de morte, tentativas de esfaqueamento e foi salva por apoiadores. Invadiram a casa dela durante a Primavera Árabe no Iêmen, em 2011. Houve relatos de tentativas de assassinato.

2006 Muhammad Yunus, de Bangladesh

“Criação do microcrédito e desenvolvimento social.”

Enfrentou perseguição política, prisões e acusações do governo muçulmano de Bangladesh

2005Mohamed El-Baradei, do Egito

“Pelos esforços para impedir o uso militar da energia nuclear. Participou das inspeções das instalações nucleares da República Islâmica do Irã durante os acordos de 2014 para prevenção da fabricação de armas nucleares pelo Irã.”

Houve menções a tramas descobertas de assassinato contra ele em 2013 no Egito, ligadas a jihadistas islâmicos.

2003Shirin Ebadi, do Irã

“Luta pela democracia e direitos humanos das mulheres e crianças na República Islâmica do Irã.”

Recebeu ameaças graves de morte, incluindo ordem de assassinato, descoberta em transcrição judicial e sofreu ataques a sua casa e escritório

1994Yasser Arafat, do Egito, representando a Organização de Libertação da Palestina

“Esforços para a paz no Oriente Médio. Assinou os Acordos de Oslo, que nunca cumpriu.”

Não há registros de ameaças à sua vida. Morreu em 2004, aos 75 anos, enquanto fazia tratamento de saúde na França. Seu corpo foi exumado em 2012 e especulou-se que teria sido envenenado pela substância radioativa Polônio-210, nas nada foi conclusivamente comprovado.

1978Anwar Sadat, do Egito

“Assinou um acordo de paz com Israel e reconheceu o direito de existência do Estado de Israel em 1978.”

Foi assassinado em 1981, por seus irmãos muçulmanos, contrários ao direito de existência de Israel, por ter sido considerado traidor da causa islâmica.

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Como se pode ver acima, exceto Yasser Arafat, que fazia parte da elite muçulmana, todos os outros vencedores do Prêmio Nobel da Paz, sofreram assédios e ameaças de morte.

Alguns sofreram violências físicas e perseguição política por parte de governos muçulmanos. Outros tiveram que fugir de seus países para preservar suas vidas e de seus familiares.

É interessante notar que, exceto Yasser Arafat, considerado terrorista pelo governos de Israel, todos os demais foram ameaçados, assediados e perseguidos por “irmãos muçulmanos” ou pelos próprios governos muçulmanos.

A explicação sobre o motivo dos muçulmanos atacarem quem critica algum aspecto da cultura islâmica é que ela é considerada um insulto ao próprio Maomé e quem faz criticas está agindo como fazem os não muçulmanos.

O verso Corão 4:101 diz:

“Ó fiéis, não interrogueis acerca de coisas que, se vos fossem reveladas, atribular-vos-iam.”

E o verso do Corão 15:9 diz:

“Verdadeiramente, fomos Nós que enviamos a Mensagem (Corão, Bíblia e Torah) e, certamente a protegeremos da corrupção”

Então, principalmente nos países de maioria muçulmana, os irmãos de fé tratam de fazer calar aqueles que põem em dúvida as atividades do governo e o conteúdo dos livros sagrados do Islã.

Luigi Benesilvi

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