Motivo do Islã permitir aos muçulmanos mentirem para enganar infiéis – Raymond Ibrahim

(06/03/2026)

Muçulmanos podem fazer o juramento de fidelidade aos Estados Unidos e realmente cumprir isso?

Pergunto isso porque, por um lado, os recentes acontecimentos parecem questionar o lugar do Islã na América, e com razão. Por outro lado, esses acontecimentos estão revelando quão ignorante é a maioria das pessoas sobre o Islã.

Muitos americanos continuam a fazer uma distinção artificial entre o Islã e a lei Sharia. Eles veem o Islã como apenas mais uma religião, bem-vinda nos Estados Unidos, uma nação que se orgulha de sua liberdade religiosa. A Sharia, por outro lado, é vista como um estranho e antiquado, código legal, vagamente, mas não necessariamente, ligado ao Islã. Códigos praticados apenas por muçulmanos radicais ou extremistas, que representam uma minoria dentro da “Umma” (Comunidade supracional muçulmana).

Na realidade, o Islã e a Sharia estão intimamente ligados. São dois lados da mesma moeda. O Islã é o nome descritivo da religião. A Sharia é sua aplicação prescritiva. Um observante, praticante ou piedoso muçulmano, é, por definição, um muçulmano aderente à Sharia.

Essa distinção sem diferença, uma falácia que prejudica a forma como os americanos entendem o Islã, é apenas um de seus muitos pontos cegos. Um dos mais importantes, porque é mais fundamental, diz respeito ao Juramento de Fidelidade que todos os cidadãos naturalizados dos Estados Unidos são obrigados a fazer.

A maioria dos americanos considera natural que esse juramento não represente qualquer dificuldade e pode ser facilmente feito por pessoas de todas as religiões ou sem religião, inclusive por muçulmanos.

Mas será que é assim?

Vamos ver. Vamos examinar o Juramento de Fidelidade, linha por linha e comparar suas exigências aos muçulmanos que desejam ser cidadãos americanos, com as exigências da Sharia aos muçulmanos, que desejam ser, bem, muçulmanos. Aqueles que, por definição, se rendem à vontade de Allah. O Juramento de Fidelidade aos Estados Unidos que os muçulmanos, como todos os cidadãos naturalizados dos EUA, devem fazer, começa com estas palavras:

“Eu aqui, declaro sob juramento, que renuncio e abjuro absoluta e totalmente toda a lealdade e fidelidade a qualquer príncipe estrangeiro, potentado, estado ou soberania, dos quais eu tenha sido até agora súdito ou cidadão.”

Ora, acontece que essa promessa inicial contraria diretamente uma das regras mais fundamentais do Islã. Os muçulmanos devem ser sempre leais e apenas aos seus irmãos muçulmanos. Isso inclui indivíduos muçulmanos, grupos, entidades e nações. Numa palavra, a “Umma”. Essa importante palavra arábica, que significa “Nação”, refere-se à “nação” islâmica supranacional, que transcende identidades nacionais, fronteiras e línguas.

Muitos são os versos do Corão e Hadith, que apoiam essa posição. O Corão 5:55 informa simplesmente aos muçulmanos que:

“Vossos únicos amigos e aliados são Allah, o Seu Mensageiro e os seus irmãos crentes.”

 O Juramento de Fidelidade continua:

“Aqui, eu declaro sob juramento, que apoiarei e defenderei a Constituição e as leis dos Estados Unidos da América, contra todos os inimigos, estrangeiros e internos e que serei fiel e leal a essas mesmas leis.”

Bem, agora, depois de jurar que renunciaram a todas as lealdades anteriores, os muçulmanos também são obrigados a jurar lealdade aos Estados Unidos da América e suas leis seculares, criadas pelo homem, e a protegê-las contra todos os inimigos, incluindo os estrangeiros, o que naturalmente inclui outros muçulmanos.

Mais uma vez, todo esse juramento contraria completamente alguns dos ensinamentos mais fundamentais do Islã. Longe de serem autorizados a jurar lealdade a qualquer pessoa não muçulmana, entidade ou país não muçulmano, os muçulmanos são, na verdade, obrigados, sempre que as circunstâncias forem favoráveis, a travar guerra (Jihad) e subjugar todos os não muçulmanos, incluindo, é claro, cooperar com muçulmanos estrangeiros, que, como membros da Comunidade, são os únicos irmãos verdadeiros de todos os muçulmanos, mesmo que sejam de diferentes raças, nações e línguas, como acabamos de ver.

Muitos são os versos do Corão que apoiam essa doutrina divisiva. O Corão 5:51 adverte os muçulmanos contra:

 “Fazer amizade e alianças com judeus e cristãos. Quem entre vós os tomar como amigos e aliados, certamente será um deles.”

Em outras palavras, qualquer muçulmano que faça amizade ou aliança com qualquer americano, cristão ou judeu torna-se um infiel, um inimigo do Islã. Existem muitos outros versos do Corão que promovem esse tipo de tribalismo religioso, como o 3:28, 4:89,4:144, 5:54, 6:40 e 9:23. O Corão 58:22 chega ao ponto de declarar que verdadeiros muçulmanos nunca fazem amizade com não muçulmanos:

“…mesmo que sejam seus pais, filhos, irmãos ou parentes.”

Aqui está uma curiosidade: De acordo com a exegese islâmica, vários desses versos foram “revelados”, para justificar e elogiar alguns dos companheiros mais próximos de Maomé, que renunciaram e até massacraram seus próprios parentes não muçulmanos como demonstração de sua lealdade a Allah e aos crentes. Um matou o pai dele, outro seu irmão. Um terceiro, Abu Bakr, o primeiro califa, tentou matar seu próprio filho, e Omar, o segundo califa, massacrou vários parentes.

Não basta rejeitar os não muçulmanos. O Corão exorta os muçulmanos a odiar todos os não muçulmanos, com base no exemplo do profeta Ibrahim, que é uma perversão do Abraão da Bíblia. Na tradição islâmica, antes de se separar de seus parentes descrentes, Ibrahim teria dito:

 “Nós renunciamos a vocês. A inimizade e o ódio reinarão para sempre entre nós até que acreditem somente em Allah.”

Isso, diz o Corão, é um excelente exemplo a ser seguido por todos os muçulmanos, para odiar todos aqueles que se recusam a se submeter a Allah. Veja Corão 60:4, por exemplo:

“De fato, houve um excelente exemplo para vocês com Abraão e aqueles com que estão com ele, quando disseram ao seu povo: Em verdade, estamos livres de vocês e de tudo o que vocês adoram além de Allah: nós os rejeitamos, e a hostilidade e o ódio reinarão entre nós e vocês para sempre, até que vocês acreditem só em Allah.

É por isso que um clérigo muito respeitado insiste que, embora os homens muçulmanos tenham permissão para casar e desfrutar sexualmente de mulheres cristãs e judias (Ahl al-Kitab), eles também devem odiar e mostrar que odeiam essas mulheres infiéis.

Obviamente, a maioria dos muçulmanos se recusa a admitir, diante dos não muçulmanos e aos caros americanos, que esse ensinamento odioso é realmente parte da religião deles. O Estado Islâmico é uma exceção. Num artigo intitulado

“Por que nós os odiamos e por que lutamos contra vocês”,

o ISIS informou honestamente ao Ocidente:

“Nós odiamos vocês, em primeiro lugar e principalmente, porque vocês são descrentes.

Com base em tudo o que foi dito até agora, e para aqueles que sabem, tudo o que tenho feito é descrever a doutrina muçulmana dominante de “al-wala’ w’al bara’“, também conhecida como “lealdade e inimizade”, ou “amor e ódio” em nome de Allah.

Depois de tudo isso, como um muçulmano praticante pode fazer o juramento de lealdade aos Estados Unidos?

A resposta é muito simples. Apesar de sua reputação draconiana, a Sharia oferece aos muçulmanos muitas e variadas dispensas, especialmente contra os infiéis, incluindo a liberdade de mentir, quando necessário. Assim, se um muçulmano se encontrar sob a autoridade de não muçulmanos, por exemplo, como um potencial cidadão dos EUA, ele tem permissão para jurar lealdade a eles, mesmo ao ponto de amaldiçoar e renunciar ao Islã.

Há amplos precedentes históricos para esse tipo de comportamento hipócrita. O Corão 3:28 é um dos versos mais citados que justifica demonstrações insinceras de lealdade a não muçulmanos. Ele diz:

“Que os crentes não tomem como amigos e aliados os não crentes em vez dos crentes, e quem fizer isso não terá mais relação com Allah, a não ser que vocês se protejam contra eles, tomando precauções”.

As palavras traduzidas aqui como “proteger-se” e “precaução” derivam da palavra árabe “taqu”, que por sua vez forma a raiz da famosa palavra “Taqiyya”, a doutrina islâmica que permite aos muçulmanos enganar os não muçulmanos sempre que estiverem sob autoridade deles.

Ibn Kathir, autor de um dos comentários mais autorizados sobre o Corão, diz sobre esse verso 3:28,

“Quem, em qualquer momento ou lugar, temer o mal dos não muçulmanos, pode proteger-se através de uma demonstração exterior”.

Como prova, ele cita um dos companheiros próximos de Maomé, Abu Darda, que disse:

“Vamos sorrir para algumas pessoas enquanto nossos corações as amaldiçoam”.

Muhammad al-Tabari, autor de outro comentário célebre sobre o Corão, interpreta o verso 3:28, dizendo:

“Se vocês, muçulmanos, estiverem sob a autoridade de não muçulmanos, e temerem por si mesmos, comportem-se lealmente com eles, com a língua, enquanto nutrem animosidade interior por eles. Saibam que Allah proibiu os crentes de serem amigáveis ou íntimos com os não crentes em vez dos crentes, exceto quando os infiéis estão acima deles em autoridade. Se for esse o caso, que ajam de forma amigável com eles, preservando sua religião.”

Aliás, e ao contrário do que defendem os apologistas islâmicos, os muçulmanos têm permissão para enganar os não muçulmanos por razões que vão além da autopreservação. Eles são encorajados, por exemplo, a usar o engano, incluindo até o ponto de amaldiçoar e renunciar a Maomé para obter uma vitória contra os infiéis.

Considere o relato do caso poeta judeu Ka’b bin Al-Ashraf. De acordo com o biógrafo oficial do Profeta, Ibn Ishaq, Ka’ b insultou Maomé com sua poesia, a ponto de Maomé exclamar:

“Quem vai matar esse homem, que feriu Allah e seu Profeta? Um jovem muçulmano chamado Muhammad ibn Maslama, se ofereceu como voluntário com a condição de que, para se aproximar o suficiente para assassinar Ka’b, lhe fosse permitido mentir ao poeta. O Profeta permitiu-lhe fazê-lo. Ibn Maslama viajou para se encontrar com Ka’b e começou a queixar-se de Maomé, até que a sua insatisfação com o Islã se tornou tão convincente, que Ka’b acabou por baixar a guarda e se tornou amigo dele.

Ka’b ficou convencido de que ele já não era seguidor de Maomé. Depois de se comportar como seu amigo por algum tempo, Ibn Maslama acabou aparecendo com outros muçulmanos secretos. Então, enquanto a guarda do confiante Ka’b estava abaixada, eles o atacaram e o massacraram, levando cabeça dele a Maomé ao som de gritos triunfantes de Allahu Akbar.”

Acho que tudo isso ajuda muito a explicar como os muçulmanos podem facilmente fazer o juramento de lealdade aos Estados Unidos sem, de forma alguma, serem sinceros no que estão fazendo.

Ok, já falamos bastante, então vamos encerrar por aqui, porque, acredite ou não, uma das contradições mais gritantes com os ensinamentos islâmicos ainda está por vir.

Raymond Ibrahim

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NOTA

O texto acima foi extraído das legendas deste vídeo publicado no Bitchute e também no Youtube (neste link).

Luigi Benesilvi

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