Uma breve história do Islã – Brigitte Gabriel

(09/03/2026)

“Aqueles que não aprendem com a história estão condenados a repeti-la.”

Para vocês poderem entender como a civilização ocidental é muito diferente do mundo islâmico, é necessário compreender a história do Islã. Quando Maomé supostamente tornou pública sua “revelação” do anjo Gabriel, de que ele seria o último dos profetas, no início dos anos 600, ele começou a pregar em sua própria cidade, Mecca.

Ele tentou recrutar amigos e seguidores para poder espalhar a religião dele. Ele tentou por 12 anos e falhou. Após 12 anos, ele só conseguiu recrutar sua família imediata e amigos. Então, decidiu que, se fosse para Medina, que era o centro judaico da Arábia, o centro comercial, onde os judeus viviam, se fosse para lá e pregasse sua religião para eles, se eles o aceitassem, isso lhe traria respeito e prestígio entre seu próprio povo, e eles o aceitariam.

Então, Maomé começou a pegar emprestado muito do Antigo Testamento para tornar sua religião mais palpável para os judeus, para torná-la muito semelhante. É por isso que você vê muitas semelhanças entre o judaísmo e o islã.

Por exemplo, os judeus não comem porco, os muçulmanos não comem porco. Judeus rezam algumas vezes por dia, muçulmanos rezam algumas vezes por dia. Judeus jejuam no Yom Kippur. muçulmanos jejuam no Ramadã. É por isso que você começa a ver muitos textos bons no início do Corão. Quando Maomé estava dizendo todas as coisas boas sobre o “Povo do Livro” (Judeus e Cristãos).

Ele pegou sua mensagem e foi para Medina tentar recrutar os judeus. Falando sobre o “Povo do Livro”, falando sobre como as duas religiões são semelhantes. Quando eles se recusaram a aceitá-lo e segui-lo como o último dos profetas, foi quando ele se voltou contra eles e começou a matá-los e começou a expulsá-los. Foi quando o Islã passou de um movimento espiritual nos primeiros 12 anos do Islã para um movimento político disfarçado de religião.

Após o ano da “Hijra”, depois que Maomé foi para Medina e os judeus não o aceitaram, ele se tornou um guerreiro militar, declarou guerra contra eles e começou a expulsá-los. Judeus e cristãos se tornaram “dhimmi” ou cidadãos de segunda classe. Eles só podiam permanecer vivos e não serem mortos, somente pagando a “Jizya” o “taxa de proteção”. Então, eles tinham uma escolha: converter-se ao Islã ou se quisessem permanecer vivos, pagar a “jizya”, vivendo como dhimmi na nação islâmica.

Cristãos não podiam tocar os sinos da igreja. Judeus não podiam tocar o “shofar”. Não podiam rezar em público. Cristãos e judeus não podiam reunir-se ou construir novas igrejas ou nova sinagogas.

E a forma como pagavam a jizya, era numa cerimônia mensal, em que se reuniam no centro da cidade e os judeus se ajoelhavam e entregavam os seus bens ao mulá, que pegava os bens como pagamento pela compra da proteção. E, em muitas áreas, judeus e cristãos recebiam colares para usar como recibo de que haviam pago sua jizya ou imposto de proteção.

Judeus eram considerados “najis” no Islã. Najis é fluido corporal. Najis é lixo. Najis são cães. Najis é sujeira. Assim, cristãos e judeus eram tratados como cidadãos de segunda classe.

O Islã continuou a crescer. À medida que o Islã crescia, mais pessoas se tornavam dhimmi ou cidadãos de segunda classe. Judeus e cristãos recebiam roupas identificáveis. A estrela amarela, que foi dada aos judeus e que a maioria das pessoas pensa ser uma invenção dos nazistas. Na verdade, foi uma invenção islâmica no século 9, no Iraque, pelo segundo califa, Khalif Al Mutawakil, do Iraque, que inventou a estrela amarela para que os judeus fossem identificados quando andavam pela rua.

Como os judeus eram considerados najis, se um homem muçulmano e um judeu andasse do mesmo lado da rua, o judeu tinha que atravessar para o outro lado, para o homem muçulmano pudesse caminhar sem ser contaminado pela “imundície” do judeu.

Aos cristãos foi dado o zunnaar, o cinto que a maioria de vocês, homens, está usando agora. Essa foi uma invenção islâmica para os cristãos.

O Islã continuou a crescer. Eles foram até Jerusalém. Conquistaram Jerusalém. Cristãos não podiam tocar os sinos das igrejas em Jerusalém. O Papa, em Roma, em 1090, disse aos cristãos:

“Como vocês podem ficar parados e permitir que seus irmãos sofram, que sofram assim na Terra Santa? Vocês precisam ir libertar os cristãos. Vocês precisam ir ajudar os cristãos.”

É por isso que as Cruzadas foram lançadas. As Cruzadas não foram lançadas porque eles simplesmente acordaram uma manhã e decidiram converter um monte de muçulmanos ou decapitá-los. As Cruzadas foram lançadas para libertar Jerusalém. E conseguiram libertar Jerusalém por menos de 100 anos, antes que Salahdin al Ayyubi, Saladin, a reconquistasse.

E Jerusalém permaneceu sob controle islâmico até 1967, quando o Estado de Israel libertou Jerusalém, onde cristãos, judeus e muçulmanos podiam orar sob o mesmo céu.

Os Cruzados continuaram lutando contra o Islã. Por 300 anos eles tentaram e falharam. Por volta de 1300, os Cruzados desapareceram, porque não conseguiram vencer o Islã.

O Islã continuou a se expandir. Eles foram até a Europa Central. Foram até a China, foram até a Índia. Eles conquistaram a Espanha, mudaram o nome da Espanha para Andaluzia. À medida que avançavam, conquistavam mais nações, mais pessoas pagavam a jizya ou o imposto de proteção.

Foi assim que o império islâmico cresceu.

Ele avançou até ser detido às portas de Viena, em 11 de setembro de 1683. 11 de setembro não é uma data que Osama Bin Laden escolheu da cabeça dele. 11 de setembro é uma data simbólica no calendário islâmico. Lá pelos anos 1600, o Islã cobria mais da superfície da Terra do que o Império Romano em seu auge.

Entre os anos de 1600 e 1800, os europeus estavam vivendo a revolução industrial europeia, na qual os europeus foram capazes de inventar produtos em linhas de fábrica, onde podiam ganhar dinheiro e vender produtos, o que lhes deu recursos para construir um exército forte, para combater os muçulmanos. E foi assim que conseguiram detê-los às portas de Viena em 11 de setembro de 1683.

Os europeus começaram empurrar de volta o Islã. Eles os expulsaram da Europa, os empurraram para o Oriente Médio e o Norte da África. Em 1924, o califado islâmico chegou ao fim na Turquia pelas ações de Mustafa Kemal Atatürk, que era secularista. Ele acabou com o império islâmico e deu às mulheres o direito de votar. Ele concedeu às mulheres o direito à educação, o direito ao trabalho e o direito de escolher um marido. Ele proibiu as mulheres de usar o hijab e baniu o uso obrigatório de barba para os homens.

Os muçulmanos o odeiam tanto que o consideram um agente judeu, pois acreditam que a mãe dele e os antepassados dela eram descendentes de judeus. E essa foi a influência sobre Ataturk.

Quando o califado islâmico em 1924, o califado islâmico existia há 1300 anos. Terminou há menos de 100 anos. Quando o califado islâmico chegou ao fim em 1924, mais de 270 milhões de pessoas em todo o mundo foram mortas pelo Islã. 270 milhões! E não havia armas de destruição em massa e não havia armas nucleares. Todas essas pessoas foram mortas, massacradas pela espada.

As pessoas no mundo, há menos de 100 anos. Quantas pessoas sabiam dessa história?

Nós, na América, falhamos em educar nossos filhos sobre história. Nós, na América, falhamos em educar nossa população sobre história. Pegue qualquer jovem de 16, 17,  18 ou anos e pergunte a eles sobre a Segunda Guerra Mundial. Eles nem sabem dizer o que aconteceu na Segunda Guerra Mundial. Para eles, é história antiga e ainda temos nossos veteranos da Segunda Guerra Mundial caminhando entre nós. É assim que sabemos tão pouco sobre história.

O califado islâmico terminou em 1924 e pensavam que o califado nunca seria ressuscitado. O califado nunca voltaria. Mas 2 coisas aconteceram no Oriente Médio no século passado, que fizeram com que os islâmicos fossem capazes de ressuscitar o califado.

A primeira foi a descoberta de petróleo na Arábia Saudita.

E a segunda coisa que aconteceu foi a chegada ao poder do Ayatollah Khomeini no Irã, em 1979. Isso deu aos islamistas o dinheiro e também a cobertura espiritual para explodirem no cenário mundial. E as pessoas dizem:

“Bem, os Wahhabis exportaram sua religião radical wahhabi”.

Os wahhabis são o nome de Wahhab. Eles não são uma seita diferente do Islã. Eles seguem a pregação autêntica de Maomé, da maneira como Maomé viveu e praticou sua religião. É por isso que nem você nem eu ou qualquer infiel pode pisar em Mecca, porque, para eles, somos imundos. E, como imundos infiéis, não temos permissão para pisar lá. Nem o presidente dos Estados Unidos, nem qualquer outra pessoa não muçulmana.

Na verdade, a Al Qaeda costumava usar a Arábia Saudita e seu sucesso como argumento para recrutar membros, como exemplo para mostrar a eles de como Allah abençoou a Arábia Saudita por causa da maneira como eles seguem os princípios do Islã.

E hoje falamos sobre o Estado Islâmico. O ISIS não é uma invenção nova. O ISIS ressuscitou o califado que terminou há menos de 100 anos. Só que somos muito ignorantes e desinformados para entender o que o ISIS está fazendo e por que o ISIS está tendo sucesso.

Há duas coisas que você precisa entender sobre o Islã e os princípios da guerra no Islã.

Uma é a lei da Taqiyya, que significa mentir e enganar. Significa que um muçulmano pode colocar a mão sobre o Corão e jurar que está dizendo a verdade, sabendo que está mentindo, mas também sabendo que o Corão o perdoará porque ele está promovendo a causa do Islã.

A segunda coisa que você precisa saber é que o “Tratado de al-Hudaybiya”, que é um princípio islâmico de guerra e um modelo de como enganar seu inimigo quando você tem que assinar tratados de paz com seus inimigos. E é baseado em um exemplo de Maomé.

Maomé estava atacando os meccanos e as caravanas deles, quando vivia em Medina. Um dia, ele os atacou, porque era assim que ele conseguia os bens. Ele os atacava, roubava-os e distribuía os bens entre seus homens. E era assim que ele conseguia recrutar, porque era assim que as pessoas ganhavam dinheiro sem trabalhar.

Então, ele atacava as caravanas de Mecca. Quando percebeu que não era capaz de derrotar os meccanos, assinou um tratado de 10 anos com eles, num vilarejo chamado al-Hudaybiya, que dizia que ele não os atacaria, que manteria a paz com eles, que não lhes declararia guerra.

Maomé usou o tratado por 2 anos, para construir seu exército, fortalecer seu exército e, quando percebeu que estava forte o suficiente para atacar seus inimigos quando eles menos esperavam, porque pensavam que tinham um tratado de paz com Maomé, ele quebrou o tratado, atacou-os 2 anos depois e Mecca caiu em 24 horas, porque não esperavam o ataque.

E isso se tornou um princípio de guerra no Islã.

É por isso que qualquer coisa assinada com o Irã nada significa para eles. E para dar um exemplo de como essa lei foi aplicada na história recente. Yasser Arafat, que não é islamista, mas é muçulmano, se reuniu com os israelenses e assinou o “Acordo de Oslo”, em 1993. Lembram de todos os apertos de mão gramado da Casa Branca?

Yasser Arafat usou o Acordo de Oslo com Israel, para fazer com que Israel o trouxesse de volta e lhe devolvesse seu território, financiasse seus militares, treinasse sua polícia e desse armas para sua polícia.

Yasser Arafat quebrou o Acordo de Oslo 8 anos depois, nem mesmo esperou 10 anos, e declarou a segunda Intifada em 2000, quando o inferno se instalou. Ele usou o mesmo tratado para enganar e vencer seus inimigos.

Depois que Yasser Arafat assinou o Acordo de Oslo com Israel e a imprensa egípcia entrevistavam Yasser Arafat, eles perguntavam:

“Como você pôde assinar um tratado de paz com o diabo? Como você pode assinar um tratado de paz com os judeus?”

Yasser Arafat respondia:

“Lembrem-se de al-Hudaybiya”.

Era tudo o que ele precisava dizer. Todo o mundo muçulmano sabia exatamente do que Yasser Arafat estava falando. Nós, no Ocidente, e os judeus em Israel, não entendíamos nada. Ninguém compreendia a que al-Hudaybiya se referia.

E esse é o tipo de enganação com que estamos lidando. Então, quando o Irã assina um tratado de paz com os Estados Unidos por 10 anos, eles estão nos usando como idiotas úteis, como pessoas crédulas e ignorantes que estão assinando um tratado de paz com o diabo para que o Irã continue fazendo o que quer.

É por isso que é tão importante sermos sensatos sobre quem vamos colocar na Casa Branca no ano que vem, em 2016.

Brigitte Gabriel

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NOTA

O texto acima foi extraído das legendas deste vídeo de um discurso realizado por Brigitte Gabriel, em setembro de 2015, publicado no Bitchute e no Youtube (neste link).

Luigi Benesilvi

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