Tawriya é a estranha doutrina que permite que os muçulmanos mintam para enganar outras pessoas – Raymond Ibrahim

(21/03/2026)

Vamos falar um pouco sobre a doutrina da Tawriya, outra das famosas doutrinas da mentira do Islã.

Ela mostra a liberdade que os muçulmanos sentem que têm quando se trata de mentir. Então, a definição clássica que costumo dar sobre a Tawriya e como essa forma de mentir funciona, é a seguinte:

“Desde que a palavra que eu diga, seja lá o que for o que sair da minha boca, se encaixe no significado pretendido, embora na realidade signifiquem outra coisa, então não é mentira.”

Então o exemplo clássico é se alguém me pergunta:

“Ei, você pode me emprestar 20 dólares?”

E eu digo:

“Não tenho um único centavo no bolso”.

Qualquer pessoa normal vai entender que “não tenho um único centavo no bolso” é a minha maneira de dizer “Não tenho dinheiro algum”. Mas posso até ter uma nota de 20 dólares no bolso. Eu simplesmente não tenho, literalmente, um único centavo no bolso. Isso eu sei. Então, eu não menti. Pense nisso.

De acordo com os ensinamentos islâmicos, eu não menti, porque apenas disse a verdade. Eu disse:

“Não tenho um único centavo no bolso. E eu não tenho mesmo. Não menti para você. Não é problema meu que você tenha interpretado isso como se eu não tivesse dinheiro algum.”

Vou dar outros exemplos. E há tantos exemplos de caras do passado e do presente, incluindo alguns muito influentes. Outro famoso caso que vejo com frequência e existem clérigos, em gravações, que dizem isso. Eles dizem que se você estiver no Ocidente e encontrar cristãos que estão celebrando o Natal, você pode realmente dizer a eles:

“Desejo o melhor para vocês”.

Isso é bonito. Mas então ele esclarece, ele diz para você acreditar que, por dizer “Desejo o melhor para você”, mas na mente dele, o melhor para você é que você se torne muçulmano. Então eu realmente desejo o melhor para você. É claro que o cristão ingênuo vai pensar:

“Ah, ele está comemorando o Natal comigo. Então ele deve ser um muçulmano moderado”.

Mas, é isso aí. É isso que significa. Então, como de costume, a Tawriya remonta a Maomé, “o exemplo perfeito para toda a humanidade“.

Aqui está outro. De Othman al-Khamis. Ele diz que Maomé costumava usar a Tawriya. Está registrado que Maomé disse e Othman al-Khamis menciona esses hadiths, onde Maomé diz:

 “Allah me ordenou que eu seja ambíguo entre as pessoas, tanto quanto me ordenou que estabelecesse obrigações religiosas”.

E também lhe disse que Maomé afirmou:

“Fui enviado com ofuscação e quem viver sua vida na dissimulação ou Taqiyya morrerá como mártir”.

E tudo isso, aliás, eu traduzi do livro de Sami Mukaram, “Taqiyya in Islam“. Como lhe disse, é um tesouro de informações sobre isso, uma doutrina pouco conhecida, e sobre a enganação em geral.

Taqiyya é mentira pura. Um líder muçulmano pode assinar um tratado de paz com algum líder de um país não muçulmano, sabendo que não vai cumpri-lo.

Agora vem uma boa. E isso está no livro. Num hadith canônico, Maomé disse:

 “Se algum de vocês soltar um pum ou se sujar durante as orações e portanto, quebrar o wudu (purificação), deve tapar o nariz e sair”.

Agora, e isso está no hadith 134, em Sunan Abu Dawud.

Então, o que isso significa?

Bem, como explicam os clérigos, tapar o nariz e sair implica sentir algo ofensivo, o que é verdade. Embora a maioria das pessoas vá pensar que foi outra pessoa que causou o mau cheiro e a ofensa. Então isso é para “salvar sua cara” e você está envergonhado. Você soltou um pum ou se sujou, enquanto está se curvando e se prostrando e você precisa ir se limpar. Então basta tapar o nariz e livrar sua cara, como dizendo que “Não fui eu. Foi outra pessoa”. Você está saindo tapando o nariz porque fede, mas você não disse que foi outra pessoa. Mas é assim que as pessoas vão interpretar. Aí está o seu profeta.

Agora, aqui está o imã Ahmed ibn Hanbal, fundador de uma das 4 escolas de jurisprudência, que é praticada na Arábia Saudita. Certa vez, enquanto ele dava aula, alguém bateu à porta e essa pessoa que batia perguntou por um de seus alunos. Então, esse grande imã, Ahmed Ibn Hanbal, disse de trás da porta: “Ele não está aqui”. O que ele estaria fazendo aqui?” E o homem foi embora.

O tempo todo Ibn Hanbal estava segurando a mão e apontando para ela, dizendo: “Ele não está aqui. O que ele estaria fazendo aqui?” Então, isso não é mentira, você vê? Porque ele estava dizendo: “Ele não está na minha mão.” Bem, não é culpa dele, que o cara não consegue ver que ele está apontando para sua mão. Mas suas palavras se encaixam no significado. Ele não está aqui. O que ele estaria fazendo aqui?

Então o homem foi embora. Esse é o fundador de uma das principais escolas de direito islâmico. É assim que ele é respeitado.

Temos também Sufyan al-Thawri, outro importante pensador islâmico dos primeiros tempos. Ele foi levado uma vez perante o califa Mahdi e o califa se recusou a deixá-lo ir embora, por um motivo qualquer, até que Sufyan al-Thawri jurou que voltaria. Jurou por Allah. E então o califa disse: “Tudo bem, você pode ir”. Então, ao sair, Thawri, disfarçadamente, deixou suas sandálias escondidas perto da porta e partiu. E depois de alguns minutos, ele voltou, pegou suas sandálias e partiu. Partiu para sempre. Veja bem, ele não mentiu quando saiu da primeira vez, porque ele disse: “Vou voltar” e voltou para pegar suas sandálias e então partiu. E isso tecnicamente não é uma mentira.

Na verdade, isso é incentivado no Islã, porque é muito inteligente. E eu sei que isso está começando a soar como algo saído do conto das “Mil e Uma Noites”.

Mas deixe-me citar algumas autoridades muçulmanas mais modernas. Então, aqui está o xeique Mohamed Hassan, o famoso clérigo, que diz que o Islã proíbe os muçulmanos de sorrir para os infiéis, exceto quando for vantajoso. E ele realmente disse isso. E Abdullah el-Shakir, que justificou isso. Ambos dão esse exemplo de alguém batendo à sua porta, e você não quer vê-lo. Então, um familiar atende a porta, dizendo: “Ele não está aqui”. Mas, por “aqui”, eles querem dizer o cômodo imediato, o que é verdade, já que você está se escondendo em outro cômodo. Então, seu parente não mentiu. Porque “aqui” significa “aqui” e a pessoa procurada está em outro cômodo.

Da mesma forma, no popular website, que eu costumava frequentar bastante, o “Islam Web”, onde muçulmanos fazem perguntas e basicamente recebem uma “fatwa” (recomendação jurídica religiosa). Uma garota expôs seu dilema moral, que era que seu pai dizia a ela que, sempre que o telefone tocasse, ela devia responder: “Ele não está aqui”. E então a “fatwa” online resolve o problema dela. Diz:

“Você está livre para mentir, mas quando disser ‘ele não está aqui’, você deve significar que ele não está na mesma sala ou diretamente na sua frente”.

E aqui está a questão. Muito disso pode ser divertido e engraçado e muitas pessoas podem dizer:

“Ok, isso é apenas justificar mentiras inocentes”.

Mas aqui está uma citação importante do xeique Al Munajid. Ele diz:

“A Tawriya é permitida, se isso for necessário ou se servir a um interesse da sharia”.

Então voltamos à formulação original. O Islã está em guerra contra os infiéis. Essa guerra é enganação. E o que é um interesse da Sharia? Bem, dar poder à Sharia sobre os não muçulmanos; portanto, a Tawriya é completamente aceitável e recomendável para os muçulmanos.

E os muçulmanos, mais uma vez, têm carta branca para mentir.

Raymond Ibrahim

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NOTA

O texto acima foi extraído das legendas deste vídeo publicado no Youtube.

Em relação à “Taqiyya”, tem este artigo, explicando como essa mentira é aplicada para enganar os não muçulmanos.

Luigi Benesilvi

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