Os principais símbolos do Islã estão sendo questionados – Luigi Benesilvi

(23/03/2026)

A narrativa islâmica relata que Maomé teria nascido lá pelo ano 570, em Mecca, uma cidade do sudoeste da atual Arábia Saudita. O pai dele, Abdullah ibn Abd al-Muttalib, faleceu antes dele nascer e a mãe dele morreu quando ele tinha uns 5 anos de idade.

A narrativa apresenta Mecca como uma grande cidade, localizada na rota do comércio da região do Hejaz. Afirmam inclusive que Abraão teria estado lá, onde teria construído um altar em louvor a Allah.

Com a morte da mãe, Maomé passou a ser criado pelo avô, Abd al-Muttalib, por alguns anos, mas este também morreu, tendo passado aos cuidados do tio dele, Abu Talib ibn Abd al-Muttalib, um comerciante, que fazia viagens frequentes até a Síria, levando o jovem Maomé com ele.

Nessas viagens, Maomé teve contatos com judeus e cristãos e teve conhecimento do livro sagrado deles, conhecido como “O Livro”.

Aos 25 anos Maomé casou com uma viúva rica, chamada Khadija bint Khuwaylid, 15 anos mais velha que ele, com quem teve 4 filhas,Zaynab, Ruqayya, Umm Kulthum e Fatima.

Dessas filhas, apenas Fatima teve registros históricos, sendo a ancestral de todos os descendentes dos filhos dela, que registram sua linhagem direta com Maomé ao ostentarem o turbante preto, que eles podem usar.

Com a vida confortável, Maomé costumava fazer excursões pelas redondezas de Mecca e meditar numa caverna de uma das montanhas.

Aos 40 anos de idade, começou a ter visões e teria recebido revelações de uma figura que disse ser o anjo Gabriel. Foi reconhecido como profeta e passou a pregar sua nova religião monoteísta em Mecca, durante 13 anos, onde só conseguiu agregar apenas algumas dezenas de seguidores, a maior parte deles pertencentes à sua família e de sua tribo, os Quraish, que era uma das mais poderosas da região.

A religião que Maomé pregava era muito parecida com o judaísmo, algumas partes do cristianismo e um pouco de paganismo. Maomé pregava tolerância e pacifismo, afirmando que cada pessoa podia seguir sua própria religião, sem sofrer qualquer forma de coação ou discriminação.

“Ó incrédulos, não adoro o que adorais, nem vós adorais o que adoro. E jamais adorarei o que adorais, nem vós adorareis o que adoro. Vós tendes a vossa religião e eu tenho a minha.” (Corão 109:1-6)

A esposa dele, Khadija, faleceu no ano de 619.

Em Mecca havia um lugar sagrado, em forma de cubo, chamado Kaaba, no qual eram armazenadas as imagens dos deuses adorados pelos politeístas, com os quais Maomé se indispôs, tendo sido forçado a se mudar para uma cidade mais norte, então chamada Yatrib.

No ano de 622, aos 53 anos de idade, o viúvo Maomé e seus poucos seguidores se mudaram para Yatrib, onde ele usou sua habilidade para intermediar conflitos que surgiam entre politeístas, judeus e cristãos, o que lhe trouxe mais um considerável número de seguidores.

Ainda em 622, casou com uma menina de 6 anos de idade, chamada Aisha, filha de Abu Bakr e consumou o casamento quando ela tinha 9 anos.

Com o crescimento do número de seguidores, Maomé teve que obter meios para sustentá-los. Foi quando decidiu engendrar um pretexto para assaltar as caravanas dos politeístas de Mecca, que se dirigiam para o norte.

Depois de perder os bens de algumas caravanas, os Meccanos decidiram fazê-las acompanhar por um considerável número de soldados. Quando os assaltantes de Maomé chegaram, foram recebidos pelos defensores, mas conseguiram vencê-los num local chamado Badr, lá pelo ano 624.

Algum tempo depois, vendo que estava ficando difícil derrotar os Meccanos, Maomé assinou um tratado de paz com eles, estabelecendo uma trégua de 10 anos, durante os quais não atacaria as caravanas e os meccanos não o atacariam.

Maomé usou o tempo para fortalecer seu exército, usando as riquezas obtidas com as conquistas de cidades próximas a Yatrib e 2 anos depois do tratado de paz com os meccanos, atacou-os de surpresa, conquistando a cidade, quase sem resistência, pois eles acreditaram que Maomé cumpriria o tratado de paz.

Esse tratado, chamado de “Tratado de al-Hudaybiya”, é usado até hoje pelos muçulmanos, sempre que assinam algum tratado com os não muçulmanos e não se sentem na obrigação de cumpri-los.

A partir dessa data, Maomé e seu exército passaram a atacar outras cidades da península, tendo expulsado, exilado ou matado a maior parte de seus opositores.

Os versos do Corão “revelados” em Yatrib se tornaram violentamente contra todos os não muçulmanos e punia severamente os fiéis que abandonavam o Islã.

“Foi narrado que Ibn ‘Abbâs disse: O Mensageiro de Allah disse: Quem mudar de religião, mate-o.” (Sahih al-Bukhari 6922)

Em 628, o exército de Maomé atacou e conquistou uma rica cidade de judeus, ao norte de Yatrib, chamada Khaybar. Depois da batalha participou de um banquete, na qual foi servido um pernil de carneiro, preparado por uma mulher judia, cuja família tinha sido assassinada pelos soldados de Maomé.

Depois do banquete, Maomé se sentiu mal e a saúde dele foi piorando, até a agonizante morte dele em 632, quando tinha 62 anos de idade. Algum tempo depois da morte de Maomé, a cidade de Yatrib passou a chamar-se Medina, que significa “cidade do profeta”.

Os 4 primeiros sucessores de Maomé, os califas Abu Bakr, Umar, Uthman e Ali, expandiram o domínio do Islã para toda a península arábica, oriente médio e norte da África.

Essa narrativa perdurou até os anos de 1960, pois as críticas e questionamentos eram punidos severamente, por contrariarem os livros sagrados.

No hadith 4037 de Sahih al-Bukhari, é narrado o fato de Maomé ter mandado assassinar o judeu Ka’b bin al-Ashraf, que costumava criticá-lo e como Maomé é o perfeito exemplo de vida para a humanidade, essa prática é usada até os dias de hoje.

A narrativa também afirma que o livro mais sagrado do Islã, o Corão, teria origem divina e foi preservado para sempre, numa única versão perfeita, palavra por palavra, letra por letra.

AS PRIMEIRAS CRÍTICAS PÚBLICAS AO ISLÃ

A ausência de críticas perdurou até os livros sagrados serem traduzidos para outras línguas, onde passaram a ser escrutinados por eruditos ocidentais.

Um dos primeiros críticos públicos ao Islã foi o pastor Jay Smith, que a partir da década de 1990, estudou as traduções e constatou não haver quaisquer referências a uma grande cidade chamada Mecca, antes do século sétimo depois de Cristo, tanto em mapas antigos e também nos anais históricos das nações vizinhas. Dessa forma, Maomé não poderia ter nascido naquela localidade no século sexto.

Naquela época, o local onde está a Mecca atual, tinha apenas um pequeno poço, usado pelos poucos viajantes, que faziam o trajeto entre o planalto do Hejaz e a costa do Mar Vermelho.

Algum tempo depois, o arqueólogo Dan Gibson constatou que as mesquitas construídas durante o século sétimo, não apontavam a direção das preces para Mecca e sim para localidades mais ao norte, como Petra e Jerusalém.

Os dois pesquisadores também não encontraram quaisquer referências a ruínas antigas na atual cidade de Mecca, durante escavações para construção de modernos arranha-céus naquela moderna cidade.

Registraram que a antiga localidade onde está a atual Mecca não tinha água potável suficiente para suprir uma grande população na época de Maomé, tanto é que atualmente toda a água potável consumida em Mecca é proveniente de gigantescas usinas de dessalinização construídas na cidade de Jeddah, localizada às margens do Mar Vermelho.

Assim, foram lançadas dúvidas sobre a verdadeira localidade onde o Islã teria sido fundado e também à existência de um profeta nascido em Mecca, chamado Maomé.

O erudito Jay Smith e outros começaram a lançar dúvidas sobre o próprio nome de Maomé, pois no século sétimo o idioma arábico ainda não possuía letras vogais e os nomes eram escritos apenas pelas consoantes. Assim,  a palavra Maomé (Muhammad, em inglês) era escrito apenas como MHMD, podendo haver variações na sua pronúncia, como Mehmed, Mohmed, Muhmed e outros.

Além disso, a palavra MHMD era um título honorífico que significava “O Ungido”, “O Honorável” ou “O Bem Amado”, tendo sido aplicado a inúmeras pessoas proeminentes da antiguidade, inclusive ao próprio Jesus Cristo. O nome próprio de um profeta da época, que poderia corresponder ao Maomé teria sido “Outhan”.

O artigo que faz referência a Jay Smith e Dan Gibson, pode ser lido neste link, onde existem outros links de outros artigos deles e de um documentário sobre a hipótese do Islã ter sido criado em Petra ou Jerusalém e não em Mecca. Se quiser assistir o documentário “A Cidade Sagrada” (legendado), ele está publicado no Bitchute, neste link ou no Youtube, neste link.

Tem outro artigo desses especialistas chamadoPesquisadores contestam a narrativa padrão sobre a origem do Islã”, que pode ser lido neste link.

Por fim, a própria existência do Corão original está sendo questionada, pois não foram revelados vestígios da existência de um Corão original no século sétimo ou oitavo. Exemplares parciais ou mais completos do Corão, só estão sendo descobertos exemplares escritos vários séculos depois da época de Maomé.

Devemos lembrar que Maomé era completamente analfabeto e as revelações que ele dizia ter recebido, eram ditadas para seus companheiros, que as decoravam e as recitavam durante as preces.

Eu mesmo procurei um exemplar do Corão em português para consulta e pude ver diferenças significativas entre as três edições que pesquisei e todas as três têm versos muito suavizados, fazendo parecer que Allah é o mesmo Deus de Abraão. Quando comparei com as várias versões que tenho em inglês, então as diferenças são maiores ainda.

O artigo que escrevi sobre esse assunto, no qual fiz e publiquei um resumo dos artigos do Dr. Jay Smith, neste link, onde ele mostra a existência de dezenas de versões diferentes do Corão, com diferenças na quantidade e significado de um sem número de versos do livro.

Uma hipótese atualmente difundida é que o Islã teria sido originado por uma rixa entre cristãos trinitaristas e unitaristas, sendo que os unitaristas venceram os trinitaristas, representados pelos romanos bizantinos e fundado uma religião monoteístas que não reconhecia a Divindade de Jesus Cristo e como consequência a própria Santíssima Trindade, composta Pai, Filho e Espírito Santo.

Em resumo: A Mecca original pode não ter sido a Mecca do sudoeste da atual Arábia Saudita. O profeta chamado Maomé, pode não ter tido esse nome na época que ele existiu e pode não ter nascido em Mecca. O livro mais sagrado do Islã, que os apologistas afirmam ter sido perfeitamente preservado, palavra por palavra e letra por letra, pode não ter sido aquele originalmente atribuído a Maomé e sim uma compilação feita vários séculos depois.

Por fim, o Islã pode ter se originado por uma dissidência herética do cristianismo.

Luigi Benesilvi

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NOTA

Quando comecei a tratar desse assunto, lá por 2009, era muito difícil encontrar material relacionado a ele, mesmo em inglês.

Depois de algum tempo começaram aparecer publicações de vários estudiosos e língua inglesa, tais como: Bill Warner, Robert Spencer, Raymond Ibrahim, Jay Smith (PfanderFilms), Al Fadi (Cira International), David Wood (Apologetic Roadshow), Ridvan Aydemir (Apostate Prophet) e outros.

Só lá por 2017 é que comecei a encontrar algumas publicações em português, como a Lei Islâmica em Ação (InfielAtento.org) e Mulheres Brasileiras Contra a Sharia (Mulheres Brasileiras Contra a Sharia).

Luigi Benesilvi

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