As duas fases do Corão: uma fase é pacífica e a outra é muito violenta – Raymond Ibrahim
(01/04/2026)
Numa entrevista recente, meu entrevistador, Peter Boghossian, comentou que quando visitou um museu islâmico, notou que há muitas frases escritas por toda a parede, todos elas usando palavras de pacifismo, manifestando convivência e tolerância.

Acontece que no Corão há uma regra chamada de “ab-rogação”, que é uma parte muito importante para quem está lendo esse livro muito complicado. É basicamente a ideia de que o Corão deve ser acreditado como tendo sido recitado por Maomé. É isso que a palavra Corão significa:
“Recitar de acordo com o que o anjo Gabriel disse para Maomé recitar.”
E supostamente se baseia, literalmente, nas palavras de Allah. Maomé supostamente recebeu sua primeira revelação por volta do ano 610 e elas continuam até o ano 632, quando ele morreu.
Essas recitações foram reunidas mais tarde num livro chamado de “O Corão”. As partes do livro foram organizadas por seu tamanho. Uma “sura” é essencialmente um capítulo e eles simplesmente colocaram o capítulo mais longo no início do livro e o mais curto bem no final. Se você ler assim, literalmente não faz sentido. Na melhor das hipóteses, é poesia e você nem sabe o que está acontecendo. O que é outra razão pela qual o “Hadith” é tão importante.
O Hadith é uma coleção de livros que tratam de eventos da vida da Maomé, que os muçulmanos associam ao que está sendo escrito no Corão e assim tentam dar sentido a isso.
Mas há contradições dentro do Corão. Então, os apologistas costumam dizer com frequência, coisas como:
“O Corão diz que não há compulsão na religião. Você tem sua religião, eu tenho a minha.”

Isso está no Corão. Mas é o seguinte: Na carreira de Maomé, quando começou a pregar e recitar o Corão por volta de 610, ele vivia em Mecca. E assim, os eruditos islâmicos diferenciam duas fases. Há as revelações, os versos que surgiram quando ele estava em Mecca, os mais antigos e há as revelações que surgiram quando ele foi para Medina.
Quando ele estava em Mecca, estava em minoria, era fraco. Tinha, no máximo, algo como 100 seguidores. E estava sendo intimidado e maltratado pela tribo pagã Quraish. Foi então que ele disse:
“Você tem sua religião, eu tenho a minha. Vamos todos nos respeitar. Vamos aprender a coexistir. Não há compulsão na religião.” – (Corão 109:6)
Então, em 622, ele fez a “Hijra” e ele e seus seguidores foram para Medina. E agora e se tornou um “Senhor da Guerra” tribal. Ele ficou forte, tinha seguidores. E então, de repente, Allah começou a lhe dar versos mais militantes, mais agressivos, ofensivos, indo para a ofensiva. E esses estão no final do Corão, nas revelações mais tardias.
A lei da ab-rogação está no Corão:
“Nós te damos algo, mas quando algo melhor surgir, Nós te daremos isso.” – (Corão 16:101)
A ideia é que Allah está dando a Maomé essas regras à medida que ele avança, mas à medida que as circunstâncias de Maomé mudam, Allah dá a ele uma regra diferente, um “modus operandi” diferente a seguir. Então, se Maomé está fraco e os adversários estão fortes, então Allah obviamente está dizendo a ele:
“Bem, não agite o barco, diga que todos vivemos juntos em harmonia”
Bem, agora, então os versos que mencionei, 9:29 e 9:5. Esses são os versos mais tardios da Sura 9. Esses são os versos mais militantes. São aqueles que dizem:
“Para combater o Povo do Livro até que paguem tributo ou morram.” – (Corão 9:29)

O 9:5 é ainda mais direto. Ele apenas diz:
“Fiquem à espreita dos pagãos. Onde quer que os encontrem, matem-nos, embosquem-nos e tomem-nos como escravos.” – (Corão 9:5)
Esses versos são muito posteriores. Essa é a palavra final. Então, agora é visto entre os muçulmanos que essa é a palavra final de Allah. Ele lhes deu os versos mais tolerantes anteriormente porque era necessário.
E a outra visão, que na verdade é ainda mais perigosa, é a dos muçulmanos que dizem isso e já vi isso muitas vezes. Eles dizem:
“Sim, ambas as versões, o Corão de Mecca e o de Medina, ainda são perfeitamente aplicáveis.”
E isso depende de onde o muçulmano se encontra na sociedade. Então, se ele se encontra numa posição mais fraca, deve pregar as versões pacíficas
“Você tem sua religião, eu tenho a minha.”
Se ele se encontra em posição de força, então também deve partir para a ofensiva. Vou compartilhar com você uma última história cômica, que envolve um somali. Isso aconteceu na Biblioteca do Congresso, onde eu trabalhava. E ele era um muçulmano devoto eu, na verdade, gostava dele e o respeitava. Sei que, no fim das contas, não compartilhamos a mesma teologia e filosofia. Mas, ele era sem frescuras, um cara de família, e muito tradicional. E porém nós tínhamos debates teológicos. Ele era uma espécie de patriarca do seu clã. Mencionei tudo isso porque ele me dizia:
“Não, você está errado, o Islã é de paz. Não é violento.”

Então, uma vez na cafeteria, eu continuei pressionando ele, contando a história e eu ficava dizendo:
“Bem, e quanto aos versos de Mecca versus a ab-rogação?”.
“Em Mecca é quando Maomé está fraco”.
E ele finalmente ficou frustrado e disse:
“Bem, o que você quer de mim? Eu estou em ‘Mecca’.”
Quer dizer, em Washington (EUA), significa que está em minoria, cercado de “infiéis”. É claro que tem que dizer isso.
Peter perguntou se eu achava que os muçulmanos ocidentais pacíficos estão praticando a “Taqiyya”, que significa mentir para enganar os infiéis.
Acredito que muitos deles podem estar praticando a “Taqiyya”. E sei que muitos deles foram pegos fazendo isso. Há histórias sobre isso. Lembro-me de ter escrito sobre uma história na Turquia, onde os cristãos são minoria, em que um grupo de muçulmanos foi a uma igreja e conheceram o pastor e a família dele.
Fingiram interesse e alguns deles foram batizados. Mas eles foram desmascarados e presos, antes de realizar o grande plano deles, que era para assassinar o pastor e a família dele.

Esse é tipo de coisa que eles chegam a fazer só para conseguir eliminar infiéis. A enganação, no Islã é algo permitido, especialmente no contexto da Taqiyya. Mas apenas a serviço da expansão do Islã, com o enfraquecimento dos adversários. O que acontece com a Taqiyya é que sua expressão mais autêntica é quando algum muçulmano está sendo perseguido. Então é muito diferente do cristianismo. Se eu, um cristão se aproximar de um muçulmano, apontar uma espada para sua cabeça e disser:
“Quero que você renuncie a Maomé”.
Tradicionalmente um mártir cristão diz não e morre. Mas no Islã, o próprio Maomé, na verdade, defendia isso, orientando os seguidores:
“Renuncie a mim, renuncie ao Islã e depois faça o que for preciso”.
Então, é uma abordagem muito pragmática. Mas, sim, a Taqiyya, ou a enganação, em geral, é uma coisa real. Eu não diria que todos os muçulmanos estão fazendo isso. Acho que muitos muçulmanos de verdade, na verdade, estão insatisfeitos com o Islã e acho que eles o abandonariam se pudessem fazer isso, sem sofrer repercussões. Então, acho que alguns deles também podem estar sendo sinceros.
Li sobre terroristas muçulmanos sendo presos e, em seguida, passando por um “programa de reabilitação” no Reino Unido, onde lhes dão versões moderadas e os fazem jogar ping-pong. Então eles são aprovados com louvor e vão embora. E uma semana depois eles os soltam eles vão lá e cometem outro crime terrorista.
Então, isso é lamentável, porque a enganação islâmica, misturada com a estupidez ocidental e a ingenuidade, é uma combinação realmente péssima.
Raymond Ibrahim
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NOTA
O texto acima foi extraído das legendas deste vídeo publicado no Youtube.
As imagens foram feitas usando o Grok e o Gemini.
Luigi Benesilvi
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