Como Foi Que a ONU Virou Tão Antissemita?
(09/03/2018)

Ao saber que a Arábia Saudita foi eleita para compor a Comissão de Direitos das Mulheres da ONU para o período de 2018 a 2022, não pude deixar de refletir sobre o que a Organização das Nações Unidas se tornou.

ONU AntissemitaDa missão original de sua criação, a “manutenção da paz entre as nações”, a ONU expandiu sua atuação em outras áreas, como a UNICEF – Fundo das Nações Unidas para a Infância, FAO – Agricultura e Alimentação, UNESCO – Educação, Ciência e Cultura, UNWRA – Agência de Assistência a Refugiados.

Em 1945 a ONU foi fundada e tinha 51 países membros. Em 2018 conta com 193 países, sendo que 82 são regimes não democráticos e desses, 57 são teocracias muçulmanas.

Possui várias Comissões e Conselhos para tratar dos mais variados assuntos, entre os quais encontram-se o Conselho de Direitos Humanos e a Comissão dos Direitos das Mulheres. A composição das Comissões e Conselhos é feita por votação entre os 193 países membros.

A única exceção é a do Conselho de Segurança, onde apenas 10 membros são eleitos. Os outros cinco membros permanentes, com poder de veto, são os Estados Unidos, Inglaterra, Rússia, China e França. Qualquer assunto submetido ao Conselho de Segurança só é aprovado se nenhum membro permanente se opuser.

No caso do Conselho de Direitos Humanos, Entre os 47 membros eleitos fazem parte Cuba (ditadura), Egito (islâmico), Bangladesh (islâmico), China (ditadura), Índia (sistema de castas), Indonésia (islâmico), Iraque (islâmico), Qatar (islâmico), Arábia Saudita (islâmico), Emirados Árabes Unidos (islâmico).

Ditaduras sanguinárias fazerem parte do Conselho de Direitos Humanos é uma coisa difícil de aceitar, mas pior ainda é ter países islâmicos fazendo parte desse Conselho. Em países islâmicos vigora a Lei Islâmica “Sharia”, que considera os não muçulmanos como cidadãos de 2ª classe e estabelece punições inaceitáveis pela cultura ocidental.

Fazem parte das punições previstas na Sharia e aplicadas em muitos países islâmicos, a decapitação, enforcamento, açoite, decepamento de mãos e pés, apedrejamento entre outros. O abandono da religião é considerado crime gravíssimo, sendo passível de qualquer uma das punições citadas, inclusive a morte.

 castigo-pc3a9-e-mc3a3o “A punição para aqueles que fazem guerra contra Allah e Seu Mensageiro, e assolam com força e desordem na região é, execução, ou crucificação, ou amputação das mãos e pés em lados opostos, ou o exílio da região; essas são suas desgraças neste mundo, e suas pesadas punição são seus de agora e para sempre”. (Corão 5:33)

“A um ladrão, macho ou fêmea, corte seus pés ou suas mãos, para servir de exemplo, de Allah, por seus crimes, e Allah é Exaltado em seu poder”. (Corão 5:38)

No caso da Comissão dos Direitos das Mulheres, entre os 41 membros eleitos, encontram-se Bahrain (islâmico), Egito (islâmico), Bangladesh (islâmico), Índia (sistema de castas), Irã (islâmico), Cazaquistão (islâmico), Kuwait (islâmico), Qatar (islâmico), Tajiquistão (islâmico) e a Arábia Saudita (islâmico).

Em países islâmicos, as mulheres são consideradas propriedade do pai, irmão ou marido, não tendo quaisquer direitos, com tratamento pior do que os cidadãos de 2ª classe.

Mulheres Muçulmanas Vestidas de Preto

 “Homens são responsáveis por suas mulheres por direito que Allah lhes concedeu uns sobre as outras e o que gastam para manterem-se de suas posses. Então, as mulheres virtuosas são devotamente obedientes, guardando na ausência do marido o que Allah deu a elas para guardar. Mas aquelas esposas nas quais temem serem arrogantes – primeiro advirta-as; então se persistirem, não deitem com elas; e finalmente, espanquem-nas”. (Corão 4:34)

O pior é ver eleito para a Comissão dos Direitos das Mulheres, um país como a Arábia Saudita, onde a Sharia é aplicada com maior rigor e onde mulheres sequer podem dirigir automóveis, sair à rua desacompanhadas ou com o rosto descoberto.

O jornalista Danny Ayalon, no artigo “Algumas Verdades Sobre a ONU”, explica como aquela organização, criada para “manter a paz entre as nações” tornou-se uma mera promotora da agenda socialista e islâmica. Transcrevo alguns parágrafos:

“Vamos começar do início: Em 1945, ao final da Segunda Guerra Mundial, as nações que derrotaram o fascismo, fundaram a Organização das Nações Unidas (ONU), para evitar que tais devastações humanas ocorressem novamente.

A Carta de Criação da ONU estabelece os Direitos Humanos e a Igualdade de Direitos para todos os homens, mulheres e países. Com o passar dos anos, muitos outros países tornaram-se membros, mas apenas alguns deles são democráticos. Direitos Humanos e Igualdade foram abandonados em favor de interesses políticos.

A partir daí Israel ficou em desvantagem. Países muçulmanos e árabes superaram os apoiadores e tentam isolar Israel, ameaçando seus aliados com embargos.

Como se não bastasse, árabes, muçulmanos e países “não alinhados” do terceiro mundo, uniram-se num poderoso bloco de votação, formando uma maioria automática. Seu objetivo comum é de desacreditar os Estados Unidos e deslegitimar Israel.

Como tem sido visto, esse bloco de votação, pode aprovar uma resolução estabelecendo que a terra é plana e que Israel não existe. O mesmo bloco impede ações contra regimes opressores, pois muitos deles são exatamente os regimes opressores.”

Como pode ser visto neste vídeo da Embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Nikki Haley, há uma conspiração ostensiva contra Israel, único país realmente democrático do Oriente Médio.

No Corão existem muitos versos específicos contra os Judeus, como estes:

“Por esta razão Nós determinamos aos filhos de Israel que quem mata uma alma, a não ser por massacre ou por descaminho na localidade, é como se assassinasse todos os homens; e quem as mantém vivas é visto como se mantivesse vivos todos os homens; e certamente Nossos apóstolos virão a eles com argumentos claros, mesmo depois que muitos deles agirem de forma errada na localidade. (Corão 5:32)

A punição para aqueles que fazem guerra contra Allah e Seu apóstolo e se empenham em fazer desordens na localidade é só isto, que eles sejam mortos ou crucificados ou que suas mãos e seus pés sejam decepados em lados opostos ou eles sejam aprisionados; isto seria como a desgraça para eles neste mundo e de agora em diante haverá dolorosas punições”. (Corão 5:33)

Quanto mais países islâmicos e simpatizantes do Islã fazem parte de órgãos importantes da ONU, tanto mais ela se volta contra os Judeus e Israel.

Luigi B. Silvi

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