Professor explica quais são as principais diferenças entre “islamofobia” e antissemitismo – Luigi Benesilvi
(15/01/2025)
O apresentador britânico Piers Morgan, notório apologista do Islã, entrevistou o psicólogo judeu canadense Gad Saad e começou falando sobre a existência de forte “islamofobia” no Reino Unido.

Para provar o que afirma, mostrou alguns vídeos do ativista inglês Tommy Robinson, nos quais este faz veementes críticas à ideologia islâmica.
Tommy Robinson fala num dos vídeos:
“Uniremos todas as comunidades contra a hostilidade e o barbarismo do Islã. Não sou racista. Desprezo o racismo. O Islã não é uma raça. O Islã é uma ideologia fascista e violenta que se disfarça de religião. Nós acolhemos esses imigrantes muçulmanos que vêm para nosso país e os adulamos. O problema é que esses imigrantes islâmicos vêm para nosso país e declaram guerra contra ele”.
Gad Saad replica:
“O diabo está nos detalhes”.
Se eu disser que os judeus são inerentemente doentios, degenerados, malignos e parasitas, isso seria antissemitismo. Se eu disser que há ensinamentos na Torá que são abomináveis, considerando os códigos morais atuais, isso não seria antissemitismo. Assim, se você faz declarações de caráter individual sobre muçulmanos, isso seria viés “islamofóbico”. Mas se você fala o que quer que seja sobre o conteúdo codificado do Islã, então, por definição, isso não é islamofóbico.
Apenas desde 11 de setembro de 2001, houve mais de 46.000 ataques terroristas, cometidos em cerca de 70 países, por terroristas islâmicos. Isso é um fato absoluto, apesar do fato de que dos quase 2 bilhões de muçulmanos, a maioria deles não cometeu atos terroristas.

Portanto, podemos apontar para o ataque terrorista de 7 de julho de 2005, que vitimou centenas de pessoas em Londres e dizer que ele foi motivado pela ideologia islâmica e, ao mesmo tempo, falar pelo outro lado da boca que quase todos os muçulmanos são pacíficos.
Essas duas afirmações são verdadeiras.
Piers segue afirmando que a maioria dos muçulmanos é composta por pessoas pacíficas e argumenta que o problema seria o fato de alguns poucos violentos fundamentalistas muçulmanos interpretarem de forma distorcida a ideologia islâmica.
Gad replica que Isso não é verdadeiro e segue:
A maioria dos judeus come presunto e também camarão, mas eles não estão praticando uma forma mais branda da lei “Kosher”. Eles simplesmente ignoram o fato de que a lei “Kosher” determina que não se coma camarão e que não se coma presunto. Eu como presunto. Sou judeu. Não estou praticando uma versão mais pacífica do judaísmo. Eu simplesmente estou ignorando o que não quero aplicar.
A maioria dos muçulmanos não comete atos terroristas porque são pessoas gentis e decentes, que decidem ignorar qualquer coisa que não querem seguir de seus textos sagrados. Mas será que o Islã contém inúmeras citações, inúmeros decretos que são profundamente problemáticos para os “infiéis”?
A resposta é um retumbante SIM.
Daí Piers puxa o velho argumento que o Novo Testamento da Bíblia também contém segmentos violentos contra os não cristãos e, portanto, Gad teria que ter a mesma interpretação contra os cristãos.
Gad responde:
Bem, se os cristãos estivessem por aí agora citando passagens do Novo Testamento e cometendo mais de 46.000 ataques terroristas em quase 70 países, apenas desde o 11 de setembro de 2001, então eu diria que precisamos nos preocupar com esses textos.
O Antigo Testamento tem muitas coisas desagradáveis, tipo “Procure os amalequitas e mate-os”. Mas não sei de judeus atualmente por andando por aí, à procura de amalequitas para matá-los.
Então, o bom senso é importante, certo?
A maioria dos muçulmanos são adoráveis. Isso não exclui o fato de que há um retumbante problema com o terrorismo islâmico.
Ambas as afirmações são verdadeiras.
Christopher Hitchens tem uma oratória eloquente, com um belo sotaque britânico e um grande vocabulário. Ele pode dizer coisas que são, em termos de conteúdo, praticamente indistinguíveis de qualquer coisa que Tommy Robinson diz.

Mas o estilo de Tommy Robinson, com seu sotaque popular ríspido, parece uma agressão estética para pessoas progressistas refinadas. E, assim, as pessoas reagem a Tommy Robinson por causa de seu estilo rude de falar.
Elon Musk tem uma maneira direta de falar, que não é tão eloquente quanto a de Christopher Hitchens, mas isso não significa, de forma alguma, que o que ele está dizendo não seja verídico.
Portanto, temos que diferenciar entre a substância e o conteúdo.
Eu fui acusado de ser o orquestrador da matança de crianças de Gaza. Sou um professor de 60 anos em Montreal, Canadá, que faz pesquisas sobre psicologia evolucionária. Nada tenho a ver com a matança de qualquer pessoa em Gaza. No entanto, para muitos, eu sou o “assassino genocida” de bebês palestinos.
Portanto, é claro que tenho empatia com os argumentos que você está apresentando. E é por isso que eu disse que, às vezes, Elon Musk pode ser muito direto na forma como diz o que diz, mas o conteúdo do que ele está dizendo e a irritação que ele tem, na verdade, vêm de um bom lugar.
A Grã-Bretanha sofre de uma forma orgiástica de empatia suicida, porque estão muito mais desejosos de proteger as sensibilidades de sua população muçulmana, do que se preocupar com a integridade de suas crianças. Esse não é um bom cálculo de se ter. Acho que foi isso que provocou a ira de Elon Musk
Defensivamente, Piers argumenta que não está dizendo que qualquer crítica aos muçulmanos ou ao Islã seja errada ou inaceitável. Segue colocando a culpa na cultura “woke” (consciente), que teria sido um fator contribuidor para esses posicionamentos negativos, fazendo com que as pessoas não falem sobre esses assuntos, com medo de serem atacadas.

Gad responde:
O relativismo cultural é uma ideia patogênica, porque afirma que nós não temos que julgar as práticas culturais e religiosas de outras culturas. Assim, se outra cultura quer cortar o clitóris de meninas de 5 anos de idade, quem somos nós para julgar isso?
Não!
Estou aqui para julgar, sim.
Existem princípios morais absolutos e deontológicos, que qualquer pessoa decente deve respeitar. Cortar o clitóris de meninas nunca é aceitável.
E, portanto, você tem toda a razão, quando diz que o acoplamento dessas ideias parasitárias “woke”, com o reflexo da empatia suicida, resulta num coquetel que nos leva ao abismo da loucura infinita.
Embora não tenha sido mencionado no debate, apresento a seguir, apenas alguns versos dos livros sagrados do Islã, que podem explicar a razão de tanto ódio que os muçulmanos têm dos Judeus e Cristãos.
“A hora do julgamento não chegará enquanto os muçulmanos estiverem combatendo os judeus e terminem por matá-los e mesmo que os judeus se abriguem por detrás de árvores e pedras, cada árvore e cada pedra gritará: Oh! Muçulmano, Oh! Servo de Allah, há um judeu atrás de mim, venha e mate-o; exceto se for a árvore Gharqad, porque ela é uma árvore dos judeus.” – (Sahih Bukhari, volume 4, livro 52, número 176)
“Lutem contra eles até que a perseguição não exista mais e a religião seja toda para Allah..” – (Corão 8:39)
“Façam Guerra contra aqueles que receberam as Escrituras [Judeus e Cristãos] mas não acreditam em Allah ou no Último Dia. Eles não proíbem o que Allah e Seu Mensageiro proibiram. Os Cristãos e Judeus não seguem a religião da verdade até que eles se submetam e paguem a taxa [Jizya] e eles se sintam humilhados”. (Corão 9:29)

Versos como esses acima existem às centenas nos principais livros sagrados do Islã (Corão, Hadith e Sira) e são ensinados aos muçulmanos desde a primeira infância, não sendo assim de estranhar que exista tanto ódio nas cabeças deles.
O estudioso Bill Warner explica, no artigo chamado “Síndrome do Cão Maltratado”, a razão pela qual existem tantos ocidentais, como Piers Morgan, fazendo apologia ao Islã.
Luigi Benesilvi
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NOTA
O vídeo, legendado, da entrevista pode ser assistido neste link do Bitchute.
Luigi Benesilvi
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