Culto que adora uma pedra negra na Kaaba de Mecca – Artefactum

(06/06/2025)

Eles a chamam de “Pedra do Céu”.

Milhões de pessoas viajam para Mecca todos os anos apenas para tocá-la, beijá-la e circular em torno dela. Mas aqui está a pergunta que ninguém quer fazer:

“Por que o Islã, uma religião que afirma rejeitar a idolatria, centraliza um de seus rituais mais sagrados em torno de uma pedra?

Essa não é uma acusação sem base. A pedra negra está no coração da tradição islâmica.

Mas quando se investiga sua história, suas origens pagãs e o que os textos islâmicos realmente dizem, a verdade se torna desconfortável, muito desconfortável.

Hoje estamos descobrindo o que a pedra negra realmente é, de onde ela veio e porque ela levanta sérias questões sobre o núcleo da adoração islâmica. A pedra negra, conhecida em árabe como “Al-Hajar al-Aswad”, está localizada no canto leste da Kaaba, a estrutura em forma de cubo, no centro da Grande Mesquita em Mecca.

Muçulmanos de todo o mundo ficam voltados para a Kaaba durante as preces e aqueles que realizam a peregrinação são instruídos a caminhar ao redor dela 7 vezes.

Porém, mais do que apenas um ponto de referência, a pedra negra tem status sagrado. Muçulmanos acreditam que ela desceu do paraíso, originalmente era toda branca, mas que se tornou negra devido aos pecados da humanidade. Ela tem o tamanho aproximado de um melão, partida em vários pedaços e mantida unida por uma moldura de prata.

Durante os rituais do “Hajj” e da “Umrah” (peregrinações), os peregrinos tentam beijar ou tocar a pedra, imitando o profeta Maomé.

De onde veio esse ritual?

De acordo com as narrações de Sahih al-Bukhari 1610 e Sahih Muslim 1270, Maomé beijou pessoalmente a pedra negra. Esse ato tornou-se parte dos rituais de peregrinação islâmica.

Tradições posteriores, como a de Jami’ at-Tirmidhi 961, registram que a pedra negra vai aparecer no Dia da Ressurreição, com 2 olhos, com os quais enxerga e uma língua, com a qual falará. E ela testemunhará em favor de todos que a tocaram com fé.

Isso não é uma metáfora.

De acordo com a crença islâmica, essa pedra literalmente falará no dia do Juízo Final. Até mesmo Umar Ibn al-Khattab, o segundo califa do Islã, é citado em Sahih al-Bukhari 1597, como dizendo:

“Por Allah, sei que você é apenas uma pedra e não pode prejudicar nem beneficiar ninguém. Se não tivesse visto o profeta beijando você, eu não a beijaria.”

Isso não é folclore marginal. Essas são fontes islâmicas fundamentais. Esse ritual é realizado por milhões de pessoas, todos os anos. A pedra negra é venerada, beijada e honrada, não por higiene, nem por história, mas por suposto mérito espiritual.

Adoradores da Pedra Negra

Mas aqui está a tensão.

Se o Islã condena a idolatria, por que uma rocha inanimada, colocada num cubo, que já esteve cheio de ídolos pagãos, está sendo tocada, beijada e lhe é prometido um papel no julgamento divino?

E é aí que começa o problema mais profundo.

Muito antes de Maomé nascer, a Kaaba era um centro de adoração pagã na Arábia. Não era um santuário monoteísta. Era um centro politeísta repleto de ídolos de deuses tribais e espíritos. A própria tradição islâmica admite esse fato. De acordo com o Sahih al-Bukhari 2478, a Kaaba já abrigou 360 ídolos, um para cada dia do ano lunar.

E a pedra negra não foi introduzida por Maomé. Ela já era venerada por tribos pagãs há séculos. A pedra provavelmente servia como um “Baetyl” (meteoro divino), uma rocha sagrada, que acreditavam abrigar a presença de uma divindade. Um objeto comum de adoração na Arábia pré-islâmica e em todo o antigo Oriente Próximo.

Os primeiros pagãos árabes circundavam a Kaaba, ofereciam preces e realizavam rituais, muitos dos quais Maomé manteve, apenas reenquadrando-os numa narrativa islâmica.

O historiador islâmico Al-Azraqi, em sua obra “Akbar Makkah” (A Honrada Mecca), confirma que a pedra negra era honrada e tocada pelos pagãos, durante suas peregrinações. E até mesmo a colocação da pedra na parede da Kaaba, foi feita durante o período inicial da vida de Maomé, antes dele se tornar profeta. Quando as tribos “Quraysh” reformaram o santuário, Maomé ajudou a colocá-la no lugar. Mas a tradição e a reverência já estavam estabelecidas.

O que isso significa?

Significa que o núcleo de um dos rituais mais sagrados do Islã, beijar a pedra negra e circundar a Kaaba, tem origem no paganismo, não no monoteísmo.

Esses não eram mandamentos divinos revelados do céu. Eram práticas religiosas existentes, reaproveitadas, com novo significado. E não se trata apenas de influência. Trata-se de continuidade. A mesma rocha, o mesmo local, os mesmos rituais físicos mantidos vivos sob um rótulo teológico diferente, mas o objeto permanece o mesmo.

O Islã afirma ser a forma mais pura de monoteísmo, intransigente em sua rejeição de ídolos, imagens ou objetos físicos, na adoração. O Corão é claro:

 “Não há nada semelhante a ele”. (Corão 42:11)

“Não invoqueis, além de Allah, nada que não possa beneficiá-lo nem prejudicá-lo.”  (Corão 10:106)

No entanto, milhões de muçulmanos fazem fila para beijar uma pedra, que não pode falar nem agir, até que supostamente ela receba uma língua no Dia do Juízo Final.

O Islã condena ferozmente a reverência cristã pela cruz, acusando-a de idolatria. Mas como é beijar uma pedra que acreditam ter vindo do paraíso que vai testemunhar no Dia do Julgamento pode ser algo diferente?

Como uma pedra pode ser venerada pelo profeta, circundada durante rituais sagrados, que acreditam ter poder de julgamento, e ainda assim não ser um objeto de devoção religiosa?

Quando você tira os rótulos e olha para o comportamento, a realidade fica clara. Isso é idolatria funcional. As ações espelham a veneração pagã de pedras tão de intimamente, que se torna quase impossível separar as duas coisas.

O Islã insiste que Deus está além da forma, mas coloca o status divino numa pedra negra com olhos e uma voz, prometendo intercessão. Isso não é monoteísmo. Isso é mitologia envolta em teologia.

A Bíblia não deixa espaço para debate, quando se trata da adoração ou veneração de objetos físicos. Desde o início, Deus deixou bem clara sua posição em relação à idolatria.

“Não farás para ti imagem esculpida, nem semelhança alguma de coisa alguma. Não se prostrará diante delas, nem as servirá.”  (Exodus 20:45)

Deus não apenas proíbe apenas a adoração de falsos deuses. Ele proíbe até mesmo o uso de objetos físicos em atos de devoção. Nada de ícones esculpidos, nada de pedras sagradas, nada de relíquias para tocar ou beijar para obter mérito espiritual. A adoração deve ser dirigida somente a Deus, sem símbolos, estátuas ou intermediários.

Em todo o Antigo Testamento, Israel foi julgado severamente, quando se voltou para a adoração de ídolos, mesmo quando o objeto era originalmente parte do plano de Deus. Por quê?

Porque mesmo algo que começou com um propósito divino, torna-se idolatria, quando as pessoas começam a lhe atribuir poder, venerá-lo ou centralizar rituais em torno dele.

E Jesus?

Jesus nunca beijou pedras. Ele nunca disse a ninguém para andar em círculos ao redor de edificações sagradas. Ele limpou o templo de todos os símbolos da religião criada pelo homem. Seu apelo era simples. Deus é espírito e aqueles que o adoram, devem adorá-lo em espírito e verdade.

A pedra negra não o salvará, mas Jesus Cristo pode salvar você. Ele não pede rituais. Ele deu a própria vida. Ele não mora num cubo. Ele venceu a sepultura. A verdadeira pedra angular da fé não é feita de prata. Ele andou entre nós, morreu por nós e ressuscitou. Então, pergunte a si mesmo:

“Você está se curvando para uma pedra ou construindo sua vida sobre a verdade?

Artefactum

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NOTA

O texto acima foi extraído das legendas deste vídeo publicado no Bitchute.

Luigi Benesilvi

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