Tem algo muito errado com os estacionamentos de Brasília – Luigi Benesilvi

(27/08/2025)

O trânsito em Brasília é muito bom, se o comparamos com o trânsito das demais grandes cidades brasileiras. Ele fica ruim só quando o Detran resolve complicá-lo, o que tem acontecido com alguma frequência.

O maior problema que temos se refere às poucas vagas dos estacionamentos existentes, o que o governo já começou a “resolver”, passando a estabelecer a cobrança nos estacionamentos públicos, como na região central, principalmente no Conjunto Nacional, Conic, Setor Comercial e Setor Bancário, que são locais bastante frequentados.

Em vez de permitir que empresas construam novos estacionamentos em edifícios-garagem, aumentando a quantidade de vagas, o governo concede às empresas a exploração dos estacionamentos públicos, acrescentando zero vagas para automóveis.

Essa reportagem do Correio Braziliense mostra como está sendo feita essa “criativa” cessão de áreas públicas, sem nada acrescentar para os cidadãos, além de impedir que trabalhadores usem automóveis para irem ao trabalho, por ser proibitivo deixar o carro o dia inteiro num estacionamento pago.

Quanto mais mexem, mais pioram a vida dos moradores.

Nunca entendi porque Brasília é uma das poucas grandes cidades brasileiras que não tem sequer um edifício-garagem nas regiões mais frequentadas. E olha que a cidade foi construída para ter locomoção rápida de veículos, com vias largas e desimpedidas.

Só que quando a gente chega nos locais desejados, seja na região central ou nas quadras comerciais, não há estacionamento para acomodar os carros dos frequentadores.

Tenho a impressão que essa ausência de estacionamentos pode ser proposital, para forçar as pessoas a usarem o serviço de transporte público, táxi ou cooperativas de transporte por aplicativos, tipo Uber, 99 e outros.

Ouvi dizer que por ser uma cidade incluída na lista de “Patrimônio da Humanidade”, existem algumas restrições que impedem a realização de vários tipos de obras, para as quais é necessário solicitar autorização da UNESCO, o órgão das Nações Unidades que confere essa “honraria”. Ainda não descobri qual é o benefício compensador para a cidade por ter esse título simbólico.

O interessante é que algumas obras destruidoras, que favorecem as metas da Agenda 2030 da ONU são autorizadas, mesmo que requerem a destruição de ambientes naturais típicos da região ou monumentos históricos.

Em 2014, o jornalista Chico Santana publicou este artigo, no qual listou algumas obras destruidoras da natureza, realizadas pelo governo, sem que tenha havido qualquer clamor dos “ambientalistas” de plantão. Em 2017, eu mesmo publiquei este artigo sobre os problemas dos estacionamentos de Brasília e de lá para cá o problema só piora.

Aliás, parece que o único estacionamento que foi ampliado em Brasília desde a inauguração da cidade foi o do aeroporto de Brasília. Essa ampliação implicou na destruição de uma linda praça chamada “Praça Santos Dumont”, na qual havia um espelho d’água, palmeiras, flores e plantas nativas do cerrado e um busto de Santos Dumont, colocado sobre um grande pedestal bem no centro da praça.

A praça foi destruída em 2013 e o busto de Santos Dumont foi removido e colocado no canteiro da rua que margeia o estacionamento, perto do terminal de passageiros do aeroporto.

Como a destruição da praça e a remoção do busto de Santos Dumont ajuda a promover a desnacionalização do país, é claro que a mídia globalista e os ambientalistas não reclamaram sobre a destruição da praça e a colocação do busto do nosso pioneiro da aviação em local onde quase passa despercebido.

A figura abaixo mostra como estava o busto de Santos Dumont na antiga praça e para onde foi depois da destruição da praça.

Se a praça tivesse o nome de alguém que morreu por overdose ou tivesse praticado atos terroristas em nome da utopia marxista, não teria sido destruída, por causa do “clamor popular” de preservação da natureza e a cultuação de nossos ídolos do passado.

Como foi o “simplório” Santos Dumont, não tiveram qualquer consideração e arrasaram o local.

Parece não haver limites no que pode ser feito para promover a Agenda 2030 da ONU, em cujas belas frases, se encontra escondida a desnacionalização dos países e a destruição das famílias.

Luigi Benesilvi

-o-o-o-

NOTA

Sobre a nefasta interferência da ONU no assuntos internos dos países, patrocinada pelas elites globalistas, tem este artigo, com mais detalhes sobre esse assunto.

Luigi Benesilvi

-o-o-o-

Ir para a Página Principal do Blog
Bitchute: https://www.bitchute.com/channel/ZfQcA8z7Ld2O/

Youtube: http://www.youtube.com/c/LuigiBSilvi

Rumble: https://rumble.com/user/Benesilvi

Twitter (X): @spacelad43

Contato: spacelad43@gmail.com