A diferença da pregação da violência do Islã e do Cristianismo – Raymond Ibrahim

(06/04/2026)

Meu entrevistador perguntou como é que podemos saber que o Islã é inerentemente violento.

E se nos basearmos apenas nas escrituras, isso deve valer também para os cristãos, se a própria Bíblia, em Mateus 10:34, diz:

“Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas a espada.”

Respondi que a diferença é que você tem as escrituras, mas não se trata apenas das escrituras. Você tem os apelos à violência no Corão. Depois, você tem o que o “Hadith”, os ensinamentos de Maomé, considerado para sempre o exemplo perfeito para toda a humanidade.

“Certamente, tendes no Mensageiro de Allah um excelente exemplo para quem tem esperança em Allah e no Dia do Juízo Final e menciona Allah com frequência.” – (Corão 33:21)

Todo muçulmano deve seguir o exemplo dele, tanto no que ele disse, fez ou no que disserem como ele se comportou. E o Hadith, você sabe, ou a Sunnah, que é o exemplo do profeta, derivado do Hadith, é essencialmente, junto com o Corão, um dos dois pilares da epistemologia islâmica.

E isso está repleto de violência e intolerância. Então, tanto o Corão quanto o Hadith e mais ainda os juristas islâmicos, que são considerados os “Ulamas” (sábios), como são chamados, destilam a lei islâmica com base nesses dois textos. E eles concluem que coisas como “a prática da jihad é absolutamente obrigatória”.

“Não obedeçam aos infiéis, mas façam jihad contra eles, com o Corão e com grande empenho.” – (Corão 25:52

Todo o bom muçulmano tem que ir lutar, conquistar e difundir o Islã e, assim, subjugar os infiéis. Tem que colocar os “dhimmi” (vassalos), num status de segunda classe.

“Combatei aqueles que não creem em Allah, nem no Dia do Juízo Final, nem proíbem o que Allah e o Seu Mensageiro proibiram, nem professam a religião da verdade, dentre aqueles que receberam o Livro [judeus e cristãos], até que paguem a jizya (imposto) de suas próprias mãos, sentindo-se subjugados (dhimmis).” – (Corão 9:29)

Então, isso é o Islã. Está no texto, está na lei deles. E olho ao redor, nos países muçulmanos e vejo que isso ainda está acontecendo. Então, há uma razão para que, quando você olha para as 50 piores nações onde os cristãos estão sendo perseguidos, 37 sejam muçulmanas. Então, entendemos isso.

Agora, vamos falar do cristianismo. O Antigo Testamento certamente promovia a violência. O Novo Testamento, você está certo. Eu mesmo sou um defensor disso. Escrevi um livro chamado “As Duas Espadas de Cristo“, onde faço referência a Jesus, no evangelho de Lucas 22:36, onde ele diz aos seus discípulos:

“Quem não tiver uma espada, venda a sua túnica e compre uma espada”.

Eles dizem:

“Olha, Senhor, aqui estão duas espadas. E aqui, isso é o suficiente.”

Agora, para os cristãos modernos, é claro, eles alegorizam isso até perder o sentido. Não significa nada. Para cristãos pré-modernos, especialmente medievais, o significado das “duas espadas” era:

 “Uma é uma espada espiritual, contra inimigos espirituais”,

o que os cristãos modernos, eu acho, ainda reconhecem.

“Mas a segunda espada é uma espada secular contra inimigos materiais”

E é isso que eles não reconhecem.

Então, eu mesmo acredito que o Novo Testamento certamente abre espaço para a guerra justa. A diferença fundamental é essa. Eu mencionei os textos e, em seguida, mencionei os ensinamentos e a codificação propriamente ditos. Não conheço qualquer teólogo cristão que diga:

“Temos que fazer uma Guerra Santa até que o mundo todo se converta ao cristianismo.”

Porque os textos não sustentam isso. Eles sustentam a autodefesa, a defesa dos inocentes, da viúva, do órfão. E há mais um aspecto nisso que, na verdade, no Antigo Testamento a violência que Deus, Jeová, Yahweh, convoca os hebreus a praticar, é sempre dirigida contra pessoas finitas e temporais que têm um nome e uma identidade.

Na verdade, matar os Jebuseus e os Hebusitas e outros inimigos. Essas pessoas já não existem. Portanto, mesmo que eu esteja lendo a exortação e queira executá-la, essas nem sequer são pessoas reais, isso está localizado a um grupo finito no tempo.

O Corão não faz isso. É uma linguagem muito aberta. Diz apenas que “devem combater os não muçulmanos”.

Mesmo que, na época, os não muçulmanos pudessem ter sido persas, zoroastristas ou bizantinos. Portanto, assume uma lógica transcendente e eterna. Sim, os hebreus estavam lutando contra alguns povos daquela região e acabou. Então, acho que essa é uma grande diferença, na minha opinião.

Raymond Ibrahim

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NOTA

O texto acima foi extraído das legendas deste vídeo publicando no Youtube.

Acrescentei as referências completas das citações dos textos sagrados das duas religiões, que não foram mencionadas pelos protagonistas durante a entrevista.

Luigi Benesilvi

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