Motivo principal da guerra da Rússia contra a OTAN na Ucrânia – Viktor Orbán
(04/04/2026)
Então, sobre como essa guerra eclodiu?

A resposta simples é que a Rússia atacou a Ucrânia, o que realmente aconteceu.
Mas qual era a realidade por trás disso?
A realidade era que a estrutura do sistema de segurança na Europa se baseava em alguns pontos de consenso.
Primeiro:
A OTAN foi ampliada pelos países da Europa Central ao longo dos anos 90, o que ia contra a intenção da Rússia e os compromissos assumidos pela OTAN em 1991, que não se expandiria e ficaria com apenas os 13 países integrantes da Organização. Mas a Rússia estava fraca e teve que aceitar isso. Não porque gostasse.
Polônia, Hungria, Romênia, Bulgária, se tornaram membros da OTAN. Era contra os interesses da Rússia, mas eles estavam fracos. E estavam tão fracos que não conseguiram impedir isso. Então isso aconteceu. E agora os russos percebem que têm que conviver com isso.

Assim, entre a OTAN e a Rússia restam apenas dois países, a Bielorrússia e a Ucrânia. E então os ocidentais começaram a mudar de ideia e a dizer que essa espécie de zona tampão, que era a Ucrânia, devia aderir também à OTAN e também à União Europeia. E os russos disseram:
“Gente, não estamos mais tão fracos quanto estávamos. Agora somos fortes. Se se aproximarem das nossas fronteiras, consideraremos isso uma questão de segurança. Não consideramos a questão da liberdade de uma nação ou a soberania de uma nação. É uma questão de segurança russa.”
E eles disseram claramente:
“Se vocês rearmarem os ucranianos, envolvendo-os de fato ou de direito na OTAN, não haverá outra opção para a Rússia a não ser atacar.”
Então, eles falam sobre isso há anos, e nós dizíamos:
“Não, não, não, não, é só um blefe”.
E então os russos fizeram o que fizeram. Portanto, a questão para o futuro é se essa zona de território chamada Ucrânia, pertence ao Ocidente, se permanece ou se volta ao status anterior de zona tampão.
Se compreendermos que não podemos aceitar a Ucrânia como membro da OTAN, nem da União Europeia, porque haveria guerra imediatamente, entre a Rússia e a Europa, o único movimento razoável, seria reconsiderar nossa estratégia e dizer:
“OK, a Ucrânia é novamente uma zona tampão”.
Se formos capazes de fazer isso, podemos consolidar a situação. Podemos fazer negócios com os russos. Podemos fazer acordos sobre segurança, comércio, energia e todas as outras questões. E então poderia haver uma razoável e mutuamente proveitosa relação entre a Rússia e a Europa.

Se não formos capazes de fazer isso e insistirmos que a Ucrânia faz parte do Ocidente, a situação de guerra, independentemente do que esteja acontecendo hoje e amanhã, mas numa perspectiva histórica adequada, esse tipo de fonte de guerra permanecerá lá. E entraremos em conflito repetidamente. É uma fronteira com mais de 1.000 km de extensão.
Viktor Orbán
Primeiro-Ministro da Hungria
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NOTA
O texto acima foi extraído das legendas deste vídeo publicado no Bitchute.
O acordo celebrado em 1991 entre a OTAN e a Rússia estabeleceu que a extinção total do Pacto de Varsóvia, da antiga União Soviética e a manutenção da OTAN a apenas os 13 países que a compunham naquela data.
O Pacto de Varsóvia foi extinto, mas a OTAN foi expandindo seu número de países, chegando a 27, com previsão de chegar a 32 nos próximos anos, o que ocasionou a reação da Rússia, como descreve Viktor Orbán no texto acima.
Neste link tem um artigo do jornalista italiano, Marco Travaglio, explicando detalhadamente como foi que a OTAN nunca cumpriu o acordo firmado com a Rússia em 1991.
Luigi Benesilvi
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