As Cruzadas são plenamente justificadas pelo que estava acontecendo naquela época – Raymond Ibrahim
(16/05/2026)
Quase sempre que se fala nas Cruzadas, logo vêm à mente aquilo que aparece em muitos filmes, mostrando cavaleiros Cristãos indo para o Oriente Médio libertar Jerusalém e atacando no caminho grupos de árabes, no que é apresentado com sendo atos de agressão.

Na verdade tudo aquilo fazia parte da teoria da guerra justa. Porque os Cruzados e a Igreja sabiam que aquela terra, a Terra Santa, era originalmente cristã e tinha sido conquistada pela espada pelos muçulmanos. Além disso, eles sabiam o que estava acontecendo, todos os ataques e violências, durante várias décadas antes da Primeira Cruzada.
Antes dos turcos otomanos, havia os turcos muçulmanos seljúcidas. E foram eles que precipitaram a Primeira Cruzada, porque o que estavam fazendo era realmente horrível. De acordo com contemporâneas fontes de testemunhas oculares, eles estavam massacrando dezenas de milhares de cristãos na Ásia Menor, principalmente armênios, georgianos e gregos.
E, ao mesmo tempo, sempre havia peregrinos da Europa indo para a Terra Santa, desde que Constantino, o Grande, construiu o Santo Sepulcro, em Jerusalém e todos esses outros locais que sempre foram visitados, mesmo depois da conquista islâmica, que ocorreu no século 7.
E dependendo de quem era o governante, bastava pagar com dinheiro e era possível visitar os locais sagrados cristãos. Mas às vezes os peregrinos eram atacados. Durante esse período, logo antes da Primeira Cruzada, os turcos estavam causando estragos e as coisas que eles faziam com os peregrinos eram indescritíveis.
Pessoas viajavam milhares de quilômetros e, quando chegavam aos portões de Jerusalém, eles exigiam dinheiro, pegavam o dinheiro e batiam nelas, chicoteavam-nas e as expulsavam.

Há uma história muito notável sobre uma peregrinação alemã que foi até lá. Isso aconteceu em 1064. Testemunhas oculares dizem que eles mataram todos. Entre eles havia uma freira linda e eles a estupraram coletivamente até a morte. E há outras histórias sobre quando eles invadiam igrejas e as profanavam completamente. E costumavam estripar padres e os decapitavam. Arrancavam as entranhas dos cristãos e os chicoteavam, para que os intestinos saíssem do abdômen quando corriam.
Se você realmente estudar o texto e analisar o motivo do Papa Urbano convocar a Primeira Cruzada, em 1095, é por isso que foi. Por causa do que estava acontecendo. Então, nesse contexto, era vista como uma guerra justa. Esta é a Terra Santa. Esta terra era cristã antes dos muçulmanos a conquistarem em 637. E agora eles estão fazendo isso com os locais sagrados e aos peregrinos e aos cristãos em geral.
Os cristãos costumavam citar o verso (Mateus 22:36), onde Jesus diz que os dois maiores mandamentos são “Amar a Deus” e “Amar o Próximo”. E isso era bem compreendido na época. Amar a Deus, nesse sentido, muitos cristãos modernos não entendem mais isso. Mas os locais sagrados da Terra Santa eram muito importantes.
Então, Deus estava sendo desonrado, nesse contexto, pelo que os muçulmanos estavam fazendo. Assim, amar a Deus era fazer uma peregrinação e libertar a Terra Santa. Mas amar o próximo, seu vizinho, como o verso diz, também se inseria nesse mesmo contexto, porque você ia ajudar a libertar os cristãos locais e os peregrinos, que estavam sendo maltratados.

Então, sim, ninguém tinha qualquer problema com isso nesse contexto. O problema é que isso não é apresentado nesse contexto atualmente. E então eu vou apenas deixar vocês com uma citação rápida de um antigo professor, John Esposito. Talvez já tenham ouvido falar dele da Universidade de Georgetown. Ele era muito popular na época que estudei na Universidade de Georgetown. E ele foi o editor da “Oxford Encyclopedia of Islam”, a versão atualizada de uma versão anterior. Tem uma frase num de seus livros, que diz:
“Cinco séculos de coexistência pacífica se passaram entre cristãos e muçulmanos, até que uma manobra de poder imperial, papal, levou a uma série das chamadas Guerras Santas que deixaram o legado de duradoura desconfiança e ressentimentos por parte dos muçulmanos”.
Então, apesar do que acabei de dizer, que os muçulmanos conquistaram violentamente três quartos do mundo cristão e de todas as atrocidades que eles cometeram antes da Primeira Cruzada, o professor acha que antes todos viviam em perfeita paz.
Em 1009, algumas décadas antes da Primeira Cruzada, um califa egípcio, de acordo com fontes muçulmanas, Al-Maqrizi, destruiu 30 mil igrejas e sinagogas também na Grande Síria, no Oriente Médio e no Egito. O que, por um lado, ressalta o quão cristã aquela região era e, por outro lado, ressalta a perseguição que estava ocorrendo.
E esse professor fica nos dizendo que, antes da Primeira Cruzada, era tudo paz.

E quando você vê dessa forma e é assim que as Cruzadas são apresentadas, é claro que os Cruzados parecem os vilões, porque são apresentados como “colonialistas”, “racistas”, “xenófobos” ou “islamofóbicos”.
Estão indo para uma terra onde não têm nada que estar e estão praticando violência. Mas se você realmente entender o contexto, é exatamente o oposto.
Raymond Ibrahim
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NOTA
O texto acima foi extraído das legendas deste vídeo publicado no Youtube, no qual o entrevistador Andrew Klavan pergunta se as Cruzadas não teriam sido um ato de agressão.
Luigi Benesilvi
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