A Europa está cometendo um erro fatal – Raymond Ibrahim

(25/07/2026)

Historicamente, podemos falar sobre as “invasões islâmicas”. Foi isso que aconteceu. É disso que se trata, em grande parte, o que chamamos hoje de “mundo islâmico”.

Esse era um território, anteriormente cristão, que foi conquistado aos poucos: Todo o Norte da África, o Oriente Médio e, mais tarde, a Ásia Menor, o que chamamos de Turquia. A Espanha foi conquistada, assim como partes da França e, muito mais tarde, os Bálcãs, houve incursões de escravidão na Islândia, as guerras da Barbária,  que envolveu a recém criada nação dos Estados Unidos da América. Tudo isso foi feito à força. E dá para chamar isso de invasão.

Mas hoje vivemos numa época que o mundo islâmico está, na verdade, muito enfraquecido. Não consegue impor-se em lugar algum. E vemos isso simplesmente observando outros países da Europa, por exemplo, a Hungria e a Polônia, que têm políticas muito rígidas e abertamente contrárias à imigração muçulmana. E esse problema não está ocorrendo. Então você olha para outros países, como o Reino Unido, a Alemanha, a França, a Suécia e vários outros países. E esses países tendem a ser ainda mais poderosos que mencionei, economicamente, militarmente e politicamente. E, ainda assim, estão sofrendo com as pessoas veem como uma “invasão islâmica”.

É por isso que insisto que isso não é uma invasão. É preciso entender a origem disso. É que eles estão sendo convidados, estão sendo admitidos, e poderiam ser impedidos. Portanto, trata-se de outra coisa, na minha opinião.

É assim que a cristandade acaba por morrer. Ela deixou de ser uma força social, cultural e civilizacional e foi essencialmente atomizada numa ideia abstrata.

“Eu estou a salvo. E é só isso que importa.”

E, na medida em que isso aconteceu, isso criou um vácuo. Assim, no exemplo anterior que dei, em que os muçulmanos invadiram a cristandade enquanto os cristãos resistiam com unhas e dentes. E isso aconteceu, aliás, numa época que a Europa era muito mais fraca que o mundo islâmico. Então, eles pagaram um preço alto, com muitas mortes ao se defenderem e tentarem repelir os invasores islâmicos. Mas isso é porque eles tinham algo pelo qual viver. Tinham uma civilização, uma cultura e uma Fé.

Mas agora, quando você removeu isso e tudo foi atomizado em apenas uma ideia abstrata, na mente de algumas pessoas e o restante é o que chamaríamos de secular, ateísta ou, bem, são materialistas, são hedonistas, e todas essas ideias simplesmente não são suficientes para lutar por elas. E é por isso que, de muitas maneiras, o Islã está preenchendo esse vácuo, espiritualmente, no Ocidente, porque é preciso uma ideia espiritual, religiosa e substantiva para realmente dar vida a uma civilização. E se ela não está presente e não está na maior parte da Europa Ocidental, uma força hostil está chegando e preenchendo esse vácuo.

Historicamente, era a manifestação política do Islã que predominava. Não nos esqueçamos de que a palavra “islã”, ou “islam”, em arábico significa simplesmente “submissão”, o ato de se submeter.

Ao quê estamos nos submetendo?

Historicamente, tradicionalmente e até mesmo na era atual, se você conversar com muçulmanos devotos, eles se submetem às leis de Allah. Isso não é, ao contrário das manifestações modernas do cristianismo, que foram abstraídas para se resumirem apenas à ideia que

“Eu e Deus nos amamos mutuamente”.

O Islã é muito centrado na lei. E, portanto, trata-se do que você faz no presente. É político. Você não pode falar de separação entre Igreja e Estado num contexto islâmico. É por isso que, historicamente, o califado a principal manifestação do domínio islâmico, era 100% uma teocracia religiosa. O Califa é simplesmente o sucessor de Maomé. É só isso que a palavra significa. Um califa é um sucessor de Maomé. E isso ressalta que Maomé era uma figura política. Então, historicamente, quando falamos sobre o Islã, estamos falando sobre a imposição, a difusão e o domínio do que chamamos de Sharia, a Lei Sharia, que é a forma de viver, de acordo com o Islã. E grande parte da Lei da Sharia, na minha opinião, pode ser considerada neutra.

“Ela não me afeta. É o que os muçulmanos querem fazer.”

No entanto, há uma série de coisas que são antitéticas (contrárias) ao que o Ocidente, especialmente a cristã, ensina, incluindo o assassinato de apóstatas (quem abandona o Islã) e blasfemos, a poligamia, a escravidão sexual, casamento com meninas impúberes, concubinato e outras coisas repugnantes.

Sinceramente, é ultrajante, quando uma pessoa normal, ocidental ou uma pessoa cristã, dá um passo atrás e vê o que está acontecendo. Porque, e voltamos à ideia que esse problema está sendo convidado. A América é suposta ter suas próprias leis, sua própria cultura e sua própria maneira de fazer as coisas. Então, por que trazer algo que é totalmente antitético e, depois, fechar os olhos e permitir que isso enraíze e cresça?

E os Estados Unidos, infelizmente, estão na mesma trajetória que a maior parte da Europa Ocidental. Pessoas da América dizem:

“Não, nós somos melhores que eles”

Honestamente, não é isso. É só porque não temos tantos muçulmanos quanto eles têm. E quando tivermos, será o mesmo tipo de capitulação, provavelmente ou de aquiescência, no mínimo. E isso remete à questão política. Quando traz pessoas muçulmanas, não é apenas:

“Ah, eu tenho minha própria fé, mas vou me adaptar e me integrar à sua sociedade civil”.

Como eu disse, é uma questão política. Então, elas chegam já com ideias políticas e leis que querem instituir e nas quais querem viver. O que, como eu disse, muitas vezes entra em conflito direto com a lei ocidental ou cristã. E, bem, um dos exemplos mais simples é que o Islã ensina aos muçulmanos que devem nutrir ódio aos não muçulmanos.

E isso está no Corão, na Sura 60, verso 4, onde diz:

“De fato, houve um excelente exemplo para vocês com Abraão e aqueles que estão com ele, quando disseram ao seu povo: Em verdade, estamos livres de vocês e de tudo o que vocês adoram além de Allah: nós os rejeitamos, e a hostilidade e o ódio reinarão entre nós e vocês para sempre, até que vocês acreditem só em Allah.” –  (Corão 60:4)

Então, já está se introduzindo uma mentalidade muito tribal de “nós contra eles” nós, os muçulmanos, contra todos, os americanos, nesse caso. E estão planejando isso. E, ao mesmo tempo, essa religião também ensina aos muçulmanos, que se estiverem numa posição de fraqueza, podem fingir que se assimilaram, que são amigáveis ou que gostam dos infiéis.

“Crentes não devem tomar descrentes como amigos ou protetores em lugar de outros crentes. Se alguém fizer isso, não terá mais qualquer ajuda de Allah, a não ser que seja por precaução, para resguardar-se deles ou promover a expansão da fé”. –  (Corão 3:28).

Então, isso também está em ação. É um tônico muito, muito potente. E você o introduz em países ocidentais, que são realmente ingênuos e não têm a menor noção desse tipo de coisa. E vê que o que está acontecendo é exploração em massa. Acho que a tendência vai continuar. E essa tendência também é digna de nota por algo mais, que realmente ressalta que isso é planejado. Nós poderíamos voltar algumas décadas e dizer:

“Ah, esses políticos com suas políticas de portas abertas ou multiculturais estavam errados”.

E a prova está diante de nós. Agora, olhe para um lugar como a Grã-Bretanha: Saiu um relatório dizendo que pelo menos um quarto de milhão de meninas britânicas foram sistematicamente estupradas por gangues de estupradores islâmicos paquistaneses e assim por diante. E agora as pessoas estão reagindo, estão com raiva. Um dos mais recentes incidentes ocorreu em Belfast, onde um muçulmano tentou decapitar um homem.  [Assista o vídeo neste link.]

Em Londres, alguns anos antes, Lee Rigby, um soldado, foi decapitado na rua por muçulmanos. E as pessoas estão ficando muito indignadas e reagindo. E o que o governo está fazendo? Bem, ele está dobrando a ação. E, na verdade, estão prendendo aqueles britânicos nativos e outros europeus que ousam perceber e se manifestar.

É por isso que realmente acredito que isso ressalta que se trata de algo planejado; porque, em vez de admitir:

“Tudo bem, estamos errados”,

 já que vimos as repercussões de nossas ações de “portas abertas e imigração em massa”, agora vamos fazer algo a respeito. Não, o que eles estão fazendo é calar as pessoas continuar com o mesmo tipo de mentalidade, além de instituir a Sharia.

O rei Charles, da Inglaterra, acaba de anunciar que, em vez de ser o “Defensor da Fé“, agora será o “Defensor das fés”, o que para mim significa simplesmente sabe, que é outra maneira de dizer:

“Agora vamos realmente defender o Islã contra críticas”,

o que eles chamam de islamofobia. Então é isso. Mas vamos ver o que acontece com esses tipos de levantes das pessoas. A batalha já está iminente. É só uma questão da Igreja e os cristãos em geral reconhecerem e responderem a essa batalha. Como eu disse e digo isso, porque conheço muito bem a história e o elemento islâmico não mudou. O ímpeto por conquistas e subjugação do infiel, do cristão, é inabalável.

Estava lá no passado e ainda está aqui no presente.

Assim, a guerra continua e é hora dos cristãos, a Igreja e as autoridades reconhecerem isso e fazerem algo a respeito. Parece-me que, na verdade, há um elemento espiritual nisso. Um elemento diabólico que, em grande medida, paralisou a igreja e os cristãos.

Raymond Ibrahim

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NOTA

O texto acima foi extraído das legendasdeste vídeopublicando no Youtube.

Luigi Benesilvi

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