Muitos ex-muçulmanos se tornam ateus antes de virarem cristãos – Ridvan Aydemir

(16/10/2026)

O Islã é um sistema de crença religiosa muito opressivo pessoalmente.

Pela minha experiência pessoal, certamente já conheci muitos ex-muçulmanos, que se converteram diretamente do Islã ao cristianismo, e há muitas pessoas que se empenham em fazer exatamente isso:

Persuadir muçulmanos a se tornarem cristãos. Mas é muito comum que as pessoas que abandonam o Islã, especialmente as que o  fazem por conta própria, inicialmente se tornem ateístas e só mais tarde se tornem cristãs.

Na minha experiência, quando abandonei o Islã por causa de todas as dúvidas que tinha, fiquei extremamente frustrado e senti que havia sido traído. Tudo o que me ensinaram era mentira, e eu vivia aterrorizado com as ameaças do Islã:

“Se você questionar, se fizer perguntas, se se afastar, irá para o inferno e será brutalmente torturado”,

exatamente como descrito de forma muito gráfica no Corão. E abandonar o Islã deixa você extremamente frustrado e muito, muito cauteloso em acreditar em algo novamente sem ter certeza que é verdade. Então, minha atitude depois de sair foi:

“Preciso ter 100% de certeza que é verdade antes de me comprometer em qualquer coisa.”

Com o tempo, abandonei essa forma de pensar, porque não faz sentido. A gente não faz nada assim na vida. Mas sim, acho que o medo que o Islã impõe e a opressão são um grande fator, e meu pensamento era:

Eu fui um cético ferrenho e meu pensamento foi: Se algum dia me comprometer com algo novamente, preciso ter 100% de certeza, sem nenhuma outra explicação possível, sem nenhuma explicação alternativa possível de que fosse verdade; só então eu me comprometeria com isso.

Mantive essa ideia e me apeguei a ela, e foi muito difícil, porque, por tantos anos, pensei; “Eu amo o Cristianismo” e desejava que fosse verdade, para que eu pudesse acreditar nele e ser parte dele. Mas simplesmente não podia, porque ainda tinha dúvidas e ainda existem explicações diferentes. Eu estava cercado por cristãos. Conversava com cristãos. Meus melhores amigos eram cristãos, e eu achava isso maravilhoso. Adorava estar perto dessas pessoas, mas simplesmente não conseguia acreditar no que eles acreditam. Eu gostaria. Eu precisava ir à igreja e, basicamente, me livrar do meu ceticismo radical e reconhecer que não há nada, nenhuma coisa na vida a que eu aplique a metodologia

“Preciso ter 100% de certeza que é verdade antes de me comprometer com isso.”

E foi aí que meu amigo David Wood, com quem me sentei um dia e lhe disse:

“Olha, estou realmente inclinado a me tornar cristão, mas tenho essa coisa que está me impedindo. Não tenho certeza se é verdade.”

E ele basicamente me deu um exemplo tirado de um certo ensaio cujo nome não consigo lembrar, mas ele disse:

“Se você estiver perdido no meio do nada e houver 2 caminhos à sua frente, há 2 caminhos à sua frente e não sabe qual deles leva para casa, não pode simplesmente ficar ali para sempre porque não sabe qual caminho o levará para casa. Porque, se você ficar ali para sempre, você simplesmente vai morrer ali. Você terá que escolher um caminho, se um parecer melhor do que o outro, e se você estiver muito, muito convencido que aquele parece estar bem próximo do caminho de casa, provavelmente deve seguir esse caminho.”

Eu tinha muito interesse pelo judaísmo, pelos judeus e tudo mais, e na verdade estava interessado talvez em seguir o judaísmo, porque meu ateísmo estava desmoronando e eu pensava que talvez estivesse errado, e que talvez houvesse algo por lá. E experimentei o judaísmo por um tempo. Isso seria a traição definitiva:

aliar-se à religião que o Islã considera ser seu pior inimigo.

Mas foi nessa época que me pediram para ler a Epístola aos Romanos. Pela primeira vez na vida – eu nunca tinha lido uma única palavra dela antes. E me pediram para ler Romanos de 9 a 11, e eu me sentei para ler porque tratava especificamente dos ensinamentos de Paulo sobre judeus que rejeitam Jesus. E vi o belo pensamento dele e o amor por aqueles que rejeitam Jesus e tudo mais. E pensei:

“Isso é fascinante”.

Quero ler tudo isso. Então comecei do início e li o livro inteiro. E pensei:

“Esse é um dos melhores textos que já li”.

Depois, decidi ler também os Evangelhos, que eram absolutamente fascinantes. Depois, voltei a ler Gálatas e alguns outros textos. E então me deparei com o que Paulo escreveu à Igreja, dizendo que “mais de 500 de nós viram Jesus, após sua crucificação, morte e ressurreição”. E ninguém contesta isso de forma alguma.

E ele nem mesmo usa isso como prova. Apenas menciona de passagem, tipo,

“Isso é, vocês sabem, nós realmente vimos Jesus, como todos bem se lembram”.

Eu fiquei pensando que há tantas coisas na história que simplesmente aceitamos como verdadeiras com poucas evidências. E, nesse caso, temos um texto autêntico e historicamente confirmado, escrito por Paulo à Igreja. E ele afirma que não há uma única fonte de ninguém que realmente refute isso ou diga alguma coisa a respeito; e você tem essas pessoas que viram Jesus ou que viram alguém que viu Jesus, todas juntas saindo como apóstolos, pregando o Evangelho, dando suas vidas por ele; e eu pensei que parece muito provável que elas estejam, de fato, pregando e morrendo por algo que certamente acreditam ser verdade, que certamente viram e testemunharam e tudo isso me levou na direção de que há muito mais por trás disso, mas eu poderia falar sobre isso para sempre.

Ridvan Aydemir

The ApostateProphet

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NOTA

O texto acima foi extraído das legendas deste vídeo publicado no Youtube.

Luigi Benesilvi

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