POR TRÁS DA CORTINA DE FUMAÇA – Pierre Rehov
(18/05/2018)

Os distúrbios do HAMAS em Gaza.

Por Trás da Cortina de Fumaça 1Desde que a organização terrorista Hamas tomou o poder na faixa de Gaza, as condições de vida de uma população de 2 milhões de pessoas têm se deteriorado intoleravelmente, enquanto seus líderes desviam muito da ajuda internacional para construir tuneis, para realizar ataques e para foguetes.

A encurralada, empobrecida e perdendo o poder e influência, a organização terrorista desenvolveu uma nova estratégia para atrair a atenção da imprensa. Agora, diz ela, “vamos obter nossas demandas pacificamente”.

Considerando o número de ataques terroristas, dos quais ela é responsável, essa mudança pode fazer-nos sorrir. Lamentavelmente, o Hamas sabe que pode contar com a indulgência de um grande número de agências de notícias, das Nações Unidas e de muitas ONG, para ajudá-la a divulgar essa absurda, simples e mesmo assim, de ampla aceitação.

De um lado os “judeus muito malvados” e do outro lado “pobres e inocentes palestinos“. Então, bem-vindos à “parada para o retorno“, o mais recente show organizado pelo Hamas. Todos os dias, entre 10 a 30 mil árabes muçulmanos participam desse teatro de “cortina de fumaça“. Ônibus adornados recolhem no centro das cidades os participantes dessa feira, que tem que acontecer ao longo da fronteira, perto da zona de segurança estabelecida por Israel, anunciando que a defenderia a todo o custo.

Por Trás da Cortina de Fumaça 2Uma grande “chave” desenhada na bandeira de Gaza é o símbolo do mito do “direito de retorno” a Israel dos descendentes dos árabes refugiados de 1948. Em outras palavras: a destruição de Israel pela invasão em massa e uma revolução demográfica, como consta no “Estatuto de Criação do Hamas”.

Outras famílias vão para lá a pé, levando sempre junto suas crianças. É com elas que o Hamas mais conta. Com um pouco de sorte, uma bala perdida vai levá-las às primeiras páginas da mídia internacional. Mais do que isto, tudo será preparado para que essa bala seja disparada.

Então, algumas perguntas se apresentam: Que tipo de pais expõem voluntariamente seus filhos a um distúrbio tão perigoso? Qual é a pressão e lavagem cerebral que o Hamas e outras organizações terroristas têm que fazer sobre essas desafortunadas pessoas, sequestradas para aceitar serem escudos humanos?

Qual é o grau de ódio, acima de tudo, fazem com que prefiram a opressão de uma sanguinária organização terrorista do que qualquer forma de normalização das relações com seu país vizinho?

É claro que existe a máquina de propaganda interna criada para criar gerações dedicadas à eliminação de israel. Um professor muçulmano fala com um grupo de crianças e diz:

“Essa é a terra de nossos avós e antepassados e com a ajuda de Allah, hoje preparo o chá aqui, mas no ano que vem vou prepará-lo em Harbiyah (dentro de Israel). Onde você vive? Beit Hanun (norte de Gaza). Beit Hanun? Com a ajuda de Allah retornaremos. E você, de onde é?

Você são todos de Beit Hanun? Allah, Allah, Allah! Deve ser o olho do maligno, porque os Judeus roubaram muita terra em 1948. Beit Hanun está ao lado de Fallujah [nome árabe de Ashkelon]. Com ajuda de Allah, no ano que vem eu vou esperar vocês em Arbiyah (dentro de Israel).

As câmeras estão nos lugares. A próxima coisa é lançar a operação da mídia. Primeiro, o preparo do terreno. Um locutor fala numa conferência sobre os protestos:

“Consideramos, como o Senador norte-americano [Bernie] Sanders, que os direitos do povo de Gaza, como em todos os lugares, de proteger o direito de realizar protestos pacíficos, é o direito deles de protestar pacificamente.”

A mensagem dos árabes presentes nos distúrbios é um pouco diferente daquela da mídia internacional. Um manifestante declara, aos brados:

“Derrubaremos a fronteira (com Israel) e arrancaremos os corações de seus corpos, arrancaremos os corações de seus corpos! “

Um dos líderes do Hamas, Mahmud Al Zahar, presente na manifestação declarou:

“Derrubaremos a fronteira (com Israel) e arrancaremos os corações de seus corpos e arrancaremos os corações de seus corpos. Afirmamos que essa terra é nossa! Se Liberman veio da Rússia, deve voltar para a Rússia. Se Netanyahu veio dos Estados Unidos, deve voltar para os Estados Unidos, porque esta terra é de nossos ancestrais, que a impregnaram com o sangue deles e nós sacrificaremos o sangue de nossos filhos.

Nós continuaremos a lutar até que liberemos toda essa terra. Não existe essa coisa de Jerusalém Leste ou Oeste. Existe só o “Al Quds”, nossa capital. Não aceitamos as fronteiras da Palestina de 1948 ou 1967. Existe só a Palestina e é tudo da Palestina.”

De um grupo de mulheres vestindo a tradicional vestimenta preta, só com o rosto à mostra, uma delas fala com voz exaltada, olhando fixamente para o repórter:

Digo aos jovens rapazes e moças “não tenham medo, queimem tantos pneus quanto possam”. Mesmo nós, mulheres velhas, estamos prontas para ir para a cerca e lutar contra os Judeus. Rolamos pneus contra os judeus sujos, para que possamos queimá-los. Eles são impuros. Judeus são cães. Eles devem ser queimados. São sujos.

Israel avisou: nenhuma tentativa de cruzar a cerca de segurança será tolerada. Então você tem que cegar o inimigo com espelhos e fumaça. A grande marcha do retorno, tornou-se a marcha dos pneus.

Indiferentes ao alto risco à saúde, ativistas e seus cúmplices, incendiaram milhares de pneus ao longo da fronteira, causando uma fumaça preta cancerígena e destruindo o ambiente em dezenas de quilômetros. Onde estão os protestos dos ambientalistas?

O objetivo do Hamas é duplo: aproveitar a fumaça para atravessar a fronteira e realizar ataques terroristas dentro de Israel e, se falharem, resta a provocação aos soldados, na esperança de contar os mortos, que farão as primeiras páginas dos jornais ocidentais.

Um rapaz fala, gritando de dentro de uma trincheira cheia de pneus:

“Todos os jovens dizem, tomaremos de volta toda nossa terra, com a ajuda de Allah. Essa é nossa terra. Não deixaremos aqueles judeus roubarem nossos direitos, mesmo que tenhamos que morrer. Mesmo que nossos corpos sejam cortados em pedaços, permaneceremos firmes e vamos retornar à nossa terra. É desejo de Allah.

Esta é nossa terra e nós a merecemos. Os Judeus são ladrões e nenhuma arma ou gás vai ajudá-los. Rezamos para Allah, Allah, Allah. ajude a seus servos. Allah, Allah!”

É claro que haverá feridos, que aparecerão bem na tela da televisão. Mas são sempre verdadeiros? É difícil ver qualquer traço de bala nesse homem, mas quem sabe?

Um homem está deitado no chão, com um ferimento no lado do peito. Tem um colete de segurança de jornalista. Ele morreu de seus ferimentos na ambulância que o carregava. Durante o “tratamento”, ninguém se deu ao trabalho de remover o colete à prova de balas antes de tratá-lo. Nele escrito IMPRENSA. Azar dele se tem dificuldade de respirar. As câmeras estão rodando e o show deve continuar.

Por Trás da Cortina de Fumaça 4Vai aparecer mais tarde que este “jornalista” foi acima de tudo um oficial do Hamas. Assim também são muitas outras dessas “inocentes” vítimas dos tiros de Israel, orgulhosamente proclamadas mártires pela organização terrorista.

Queimar bandeiras permite atuar sem ninguém ser ferido, exceto quando a bandeira veste um burrinho e o infortunado animal é espancado por um grupo de homens, antes de ser queimado vivo.

Então, enquanto a grande mídia mostra somente as imagens que o Hamas preparou, com a ajuda dela, especialmente para você, estaria alguma coisa diferente acontecendo por atrás da cortina dessa fumaça?

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Este texto foi extraído das legendas do vídeo “Por trás da cortina de fumaça – Os distúrbios do Hamas em Gaza”, produzido pelo jornalista Pierre Rehov,  legendado por mim e disponível no Youtube neste link.

  Luigi Benesilvi

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