Dura Realidade Sobre Exploração do Espaço Pela Humanidade

(10/12/2021)

“O espaço, a fronteira final. Estas são as viagens da nave estelar Enterprise, em sua missão de cinco anos para a exploração de novos mundos, para pesquisar novas vidas, novas civilizações, audaciosamente indo onde nenhum ser humano jamais esteve!”

Só que não!

Assistindo documentários sobre exploração do espaço, ouço cientistas dizerem que a humanidade sempre foi desbravadora, desde a pré-história até nossos dias.

Agora chegou a vez da humanidade explorar outros mundos, onde nenhum ser humano chegou.

Enumeram os obstáculos, quase intransponíveis, que os viajantes terão que enfrentar. Vão a regiões desérticas para ensaiarem a exploração de marte, nosso vizinho mais provável de ser habitado.

Falam do esgotamento dos recursos da terra, com o crescimento da população, não deixando outra alternativa que não seja a ocupação de outros planetas.

Afirmam, sem piscar, que basta apenas “terraformar” Marte, para os humanos ocuparem o planeta. Terraformar é transformar a superfície e a atmosfera de um planeta a condições semelhantes às existentes na Terra, com solo agriculturável para produzir alimentos e atmosfera com oxigênio para respirar.

Coisa da série “Jornada nas Estrelas”, mesmo.

Marte quase não tem atmosfera, seu solo se tornou árido por causa do vento solar e água ainda não foi descoberta lá. Cientistas imaginam poder existir em forma de gelo nas regiões polares ou em cavernas profundas.

Gigantescas tempestades de areia fina podem cobrir quase todo o planeta durante logos períodos de tempo, encobrindo o planeta, podendo danificar as naves e as habitações dos exploradores.

Foi o que aconteceu com os dispositivos exploradores automáticos Curiosity, Opportunity e outros, lançados na década de 2010

Uma coisa é algum aventureiro mais ambicioso embrenhar-se na mata para explorar novas terras a serem conquistada, onde muito pereceram; ou conseguir alguns navios de reis ambiciosos ou empreendedores privados gananciosos para navegar os oceanos em busca de tesouros para roubar, onde muitos pereceram.

Outra coisa bem diferente é construir naves espaciais caríssimas para transportar frágeis corpos humanos na imensidão do espaço, onde raios cósmicos desfazem nosso DNA, causando doenças irreversíveis.

Os cosmonautas atuais, ficando expostos à ausência de gravidade e a esses raios cósmicos durante alguns meses, sofrem severas degradações físicas e mentais. E olhe que estão ainda sob alguma proteção do campo magnético da terra.

Imagine ficarem vários anos expostos a esses raios mortíferos, que atravessam até mesmo grossas placas de chumbo.

Vários cosmonautas sofreram graves problemas de saúde e pelo menos um deles morreu de câncer. Trata-se de John Swigert, astronauta da Apollo 13, que morreu de câncer ósseo em 1982.

Os viajantes espaciais ficarão por conta própria, sem possibilidade de voltarem à terra por muito tempo e sem chances de receberem ajuda externa.

Há mais de um século, a humanidade tenta, sem sucesso, criar habitações nos oceanos, que compõem dois terços da superfície terra. E olhe que aqui só temos que levar os materiais e as pessoas de navio até o local e afundá-los. Se houver qualquer problema ou se algum deles desistir da empreitada, os ocupantes precisarão de apenas alguns dias para chegarem a lugares com estrutura de assistência médica.

Isso me faz lembrar da história de Shangri-lá, um lugar fictício do livro “Horizonte Perdido”, escrito por James Hilton em 1933.

“Um avião cai nas montanhas na região do Tibet e a tripulação é salva por um grupo de pessoas que moram num vale próximo, de clima ameno, onde os habitantes tem sua vida prolongada por vários séculos.

Alguns meses depois, outro avião consegue chegar ao local para resgatar os acidentados. Uma moça de Shangri-lá, aborrecida com a vida local, resolve acompanhar os forasteiros e sobe no avião de resgate. À medida que o avião se afasta, o corpo dela começa a envelhecer, até transformar-se em pó, pois ela perdera a proteção miraculosa de Shangri-lá.”

Parece que é isso que vai acontecer com os humanos que se afastarem por muito tempo da Terra que os protege

Essa coisa toda de gastar centenas de bilhões de dólares na exploração espacial serve mais para engrossar os egos e currículos de cientistas espaciais do que para sobrevivência da espécie humana.

Uma cientista falou entusiasmada das descobertas de exoplanetas, achando absurdo que alguém não acredite que podemos ir a outros sistemas estelares encontrar planetas para habitarmos ou fazer contatos com outras formas de vidas inteligentes.

Enfim, parece pensamento de alguém que fumou alguma coisa estragada…

Bem, se você conseguiu aguentar ler até aqui, é sinal que pode interessar-se por outro artigo que escrevi, chamado “A Força Criadora do Universo Não Anseia por Adoração”, que pode ser lido neste link.

Luigi Benesilvi

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