Motivo da obrigação universal dos muçulmanos a odiarem os não muçulmanos – Raymond Ibrahim

(24/04/2026)

Não gosto do termo “muçulmano moderado” e também não gosto de “muçulmano radical”, porque os muçulmanos radicais são apenas muçulmanos praticantes e devotos muçulmanos.

E o que chamamos de “moderados”, são muçulmanos indiferentes, descontraídos, seculares, culturais, tipos que pensam:

 “Nós fazemos as coisas do Ramadã, temos uma festa e vamos à mesquita de vez em quando”

Esse tipo de coisa. Alguns nem isso fazem. Mas de jeito nenhum e de forma alguma, esses “muçulmanos moderados”, como os chamamos, que existem. Eles não são representativos do Islã.

E esse é o ponto principal. O mesmo se pode dizer sobre cristãos e judeus. E veja, no judaísmo você tem os judeus ortodoxos, você tem os seculares e os reformistas. E obviamente um vai dizer que o outro não está fazendo da maneira certa, por exemplo.

Então, o texto, o ensinamento islâmico é o que é. É, sob qualquer ponto de vista, o que chamaríamos de radical, perturbador e draconiano. Aquelas punições, as amputações e os açoitamentos, tudo isso faz parte do Islã. Tudo faz parte do que se chama de “Lei Sharia”. E a lei Sharia se baseia nas palavras literais do Corão, que acreditam serem de Allah e nas palavras e ações de Maomé, que são muitas. E no Corão diz que você tem um exemplo perfeito em Maomé e que deve segui-lo.

“Certamente, tendes no Mensageiro de Allah um excelente exemplo para ser seguido por quem tem esperança em Allah e no Dia do Juízo Final e menciona Allah com frequência.” – (Corão 33:21)

No Corão há toda essa doutrina. Para mim foi um choque, essa desconexão entre o que os muçulmanos realmente estavam fazendo em relação ao grupo terrorista Al Qaeda e o que os ocidentais, como se não só não tivessem ideia, como estão, na verdade, disseminando as mentiras do grupo terrorista, que está apenas seguindo o comando do profeta deles.

A outra foi essa doutrina que, até hoje, ninguém realmente quer falar. As pessoas falam sobre a jihad. Para mim, a doutrina mais problemática em árabe, ela se chama,

al-wala´ w´al bara´

Essas duas palavras podem ser traduzidas de várias maneiras: podem ser chamadas de “lealdade e inimizade”. Alguns muçulmanos as traduzem como “amor e ódio“, o que na verdade é muito bom. E essa doutrina, que está no Corão, ensina que os muçulmanos só podem, devem ser leais aos outros muçulmanos, a “Comunidade”. Eles são seus únicos amigos e os não muçulmanos, você tem que odiá-los.  E diz até mesmo que, mesmo que sejam seus pais, seus irmãos e suas esposas.

Eu traduzi um vídeo de um clérigo egípcio popular. Está no meu canal do YouTube.

Onde ele basicamente diz, e isso é por causa do ensinamento do ódio aos não muçulmanos. O Islã permite que homens muçulmanos casem com mulheres cristãs e judias porque elas são do “Povo do Livro”. Mas também é interessante porque, claro, um homem cristão não pode casar com uma mulher muçulmana.

Por quê?

Porque, claro, eles veem isso de uma perspectiva puramente patriarcal, desde que a mulher seja a “descrente”.  Ninguém se importa, porque ela está subjugada de qualquer maneira. É por isso que não se pode ter um homem cristão ou judeu casado com uma muçulmana, porque não se pode ter uma muçulmana sendo subjugada.  Mas então ele diz, mesmo que seja um, argumento válido,

“Você tem que odiá-la em seu coração e mostrar a ela que a odeia.”

E ele diz:

 “Você pode desfrutar dela sexualmente, pode desfrutar dela da maneira que quiser, mas certifique-se de que ela saiba que você a odeia.”

Toda a fala do vídeo do Sheikh Yasser Borhami:

“Sobre o amor dos seguidores das Escrituras, pela permissão de casar com mulheres das Escrituras. Como ele pode se casar com ela se a odeia? O que o impede, afinal? Todo mundo ama suas esposas. Quantas pessoas têm desentendimentos e continuam vivendo juntas? E, mesmo assim, ele pode gostar da aparência dela, da maneira como ela cria os filhos ou do fato de ela ter dinheiro. E, por isso, ele detesta se casar com uma mulher do Povo do Livro, porque ela não tem o quê?

Ela não tem a verdadeira religião!

Ele é obrigado a odiá-la por causa da religião dela, mesmo continuando a conviver com ela e isso é algo muito comum. Eu lhe digo: todo aquele que viola uma mulher a ama e não apenas a possui sexualmente? Ele a possui apenas por causa do corpo dela e, na verdade, não a ama. E, no entanto, se fosse assim, por quê? Por que a machucaria? E, no entanto, pode haver relação sexual sem o quê? Sem amor. Isso é possível e ele é obrigado, como mencionamos, a odiá-la. Assim, deixam-se de lado os textos categóricos”

E aqui chegamos à questão do “moderado”, mesmo entre a plateia do sheikh, alguns muçulmanos têm dificuldade em aceitar isso, pois são esses que chamaríamos de “moderados”.

Mas ele diz que está no Corão. E está mesmo no Corão, na Sura 60, verso 4.

No relato do Gênesis, Deus chama Abraão e ele deixa a terra de Ur e vai para o noroeste, para a cidade de Harram. E é só isso. No relato islâmico, Abraão não apenas faz isso, masdiz aos seus parentes:

“Até que vocês acreditem em Allah, o ódio reinará entre nós para sempre”.

Texto completo do verso:

“De fato, houve um excelente exemplo para vocês com Abraão e aqueles que estão com ele, quando disseram ao seu povo: Em verdade, estamos livres de vocês e de tudo o que vocês adoram além de Allah: nós os rejeitamos e a hostilidade e o ódio reinarão entre nós e vocês para sempre, até que vocês acreditem só em Allah. – (Corão 60:4)

E o Corão fala sobre como esses primeiros muçulmanos piedosos, incluindo os primeiros califas, Abu Bakr e Omar, os seguidores de Maomé, nas guerras, mataram ou tentaram matar seus próprios parentes.

Então, o ponto principal é que a lealdade pertence exclusivamente aos irmãos muçulmanos.

O que Maomé fez, a genialidade de Maomé, é que ele pegou os costumes tribais do mundo dele, a Arábia do século 7 e os reformulou por meio de um paradigma teológico que os tornou tão poderosos. Então, agora o tribalismo normal, que entendemos como “eu e minha gente” e “você é o estranho, você é o inimigo”. Mas agora não é mais minha raça ou cultura, é a “Comunidade”, é o Islã trabalhando em conjunto como um corpo. E todos os outros são da outra tribo, contra quem sempre estamos em guerra, de uma forma ou de outra.

Raymond Ibrahim

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NOTA

O texto acima foi extraído das legendas deste vídeo publicado no Youtube.

Luigi Benesilvi

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