A doutrina da enganação que os muçulmanos têm permissão de usar – Raymond Ibrahim
(30/04/2026)
É interessante que todo o Corão, acredita-se que ele foi revelado aos poucos, à medida em que Maomé precisava de alguma revelação para resolver algum problema pessoal imediato..

Todos os “versos” e os “capítulos”, foram posteriormente compilados, do mais longo ao mais curto, não cronologicamente. As “revelações” teriam começado no ano 610 e Maomé morreu em 632. Então, foram reveladas ao longo de 22 anos.
É útil registrar que Maomé era completamente analfabeto e por isso costumava recitar as “revelações” aos companheiros dele, que as registravam.
E como é bem sabido, se olhar para as primeiras revelações, quando Maomé estava em Mecca e era fraco e estava em desvantagem numérica e não podia fazer quase nada, não podia realmente ir para a ofensiva, você encontra muitos versos pacíficos.
E são esses que os apologistas gostam de citar hoje em dia, dizendo:
“Do que vocês estão falando? O Islã diz que vocês têm a sua religião. Eu tenho a minha religião. Não há compulsão na religião.” – (Corão 2:256; Corão 109:1-6)
“Não há imposição quanto à religião, porque já se destacou a verdade do erro. Quem renegar o sedutor e crer em Allah, Ter-se-á apegado a um firme e inquebrantável sustentáculo, porque Allah é Oniouvinte, Sapientíssimo.” – (Corão 2:256)
“Dize: Ó incrédulos. Não adoro o que adorais. Nem vós adorais o que eu adoro. E jamais adorarei o que vós adorais. Nem vós adorareis o que eu adoro. Vós tendes a vossa religião e eu tenho a minha” – (Corão 109:1-6)
Mas então, com o passar do tempo e Maomé foi se tornando mais forte. Bem, de repente Allah começa a lhe dar revelações diferentes, que também se tornam mais fortes. Então, de repente, nos versos iniciais, quando os muçulmanos eram completamente fracos, eles eram, na verdade, instruídos a não revidar nem mesmo resistir. Eles eram vistos como incômodos. Maomé era visto como um estorvo.

Mas à medida que ele se tornava mais forte, então a segunda fase começa e está no Corão. Você pode até ver isso nos próprios versos do Corão. A segunda fase é:
“Agora você pode revidar, mas ainda assim não inicie a agressão.”
Então ele vai para Medina e se torna mais forte, se torna um “Senhor da Guerra”. E é nesse ponto que você recebe a palavra final, que é:
“OK, agora você pode partir para a ofensiva mesmo que eles não iniciem as hostilidades, porque você está forte o suficiente.”
Então, é algo notável. Mas, basicamente, o que estamos vendo aqui é que o próprio Corão, sua real revelação e sequência são um testemunho de Taqiyya. Não é? E isso realmente não é surpreendente, quando se considera que o próprio Allah é descrito assim diversas vezes no Corão. Nas suras 7:99 e 8:30.
“Será que eles estão então protegidos da trama de Allah? Ninguém se considera seguro do trama de Allah, exceto pessoas que perecem.” – (Corão 7:99)
“E quando aqueles que não creem tramam contra você, para ferir você fatalmente, matá-lo ou expulsá-lo, eles tramam, mas Allah trama e Allah é o melhor dos maquinadores”. – (Corão 8:30)
Allah é descrito de forma semelhante nos versos do Corão 3:54; 4:157 e 10:21.
Então você entende como os muçulmanos veem o ser supremo, Allah. Ele é descrito como o maior “Makar”. Um “Makar” é um enganador, um trapaceiro, um maquinador. Alguém que trama e conspira. Quase como uma figura de Loki, o deus da trapaça, na mitologia nórdica.
O deus muçulmano é descrito assim. E isso é um elogio a ele, supostamente.

Então, não é chocante descobrir que a Taqiyya é tão essencial ao Islã. Era algo tão inato em Maomé. E mesmo na revelação do próprio Corão, vemos a Taqiyya. Tudo isso que podemos ver é sobre o que estou falando. Para quem não sabe, isso se chama, “Naskh Nasikh Mansukh”. Essa é a ideia dos versos que são revogados e do revogado e do revogador, tipo qual verso revoga outro. E então a ideia é que o verso posterior, por ter surgido depois, revoga o verso anterior.
E como acabamos de ver, os versos mais tardios são os mais violentos. Então, os versos finais da vida de Maomé são os mais violentos. Por exemplo, o 9:5, conhecido como o “verso da espada”. Que basicamente, parafraseando, é, você sabe:
“Quando os meses proibidos terminarem, esperem e embosquem os politeístas, os infiéis e espreitem, esperem, embosquem, matem-nos, façam-nos prisioneiros, façam o que for preciso com eles.” – (Corão 9:5)
Esse verso é conhecido como “verso da espada”. E apenas esse verso, acredita-se, que tenha revogado algo como cerca de 100 versos mais pacíficos.
E também e verso 9:29, que diz:
“Combatam o Povo do Livro, Pessoas que possuem escrituras. Combatam-nos até que paguem tributo, conheçam seu lugar e vivam em submissão ou então matem-nos.” – (Corão 9:29)
“Povo do Livro” se refere aos cristãos e judeus, que lhe foi dito, que eles têm um “status privilegiado” junto aos muçulmanos.

E tem o verso 2:191, que diz:
“Matai-os onde quer que os encontreis e expulsai-os de onde vos expulsaram, porque a perseguição é mais grave do que o homicídio. Não os combatais nas cercanias da Mesquita Sagrada, a menos que vos ataquem. Mas, se ali vos combaterem, matai-os. Tal será o castigo dos incrédulos” – (Corão 2:191)
Então, essas são as opções dadas a um judeu ou a um cristão:
“Ou você se converte ou o combateremos até a morte ou aceita seu lugar na sociedade como cidadão de segunda classe (Dhimmi)”.
Não é a situação mais confortável, obviamente.
O fato de o Islã legitimar a enganação durante a guerra, não é tão chocante. Quem não se envolve em enganação durante uma guerra? Filósofos não muçulmanos, como Sun Tzu, Maquiavel, Thomas Hobbes, todos justificaram a enganação durante a guerra.
Agora, a diferença crucial no Islã é que a guerra é um assunto perpétuo contra os “infiéis”. Então, se estou sempre em guerra contra os infiéis e a enganação é legal quando estou em guerra, o que isso significa? A enganação é legal em todas as ocasiões contra os infiéis. Então esse é o “pequeno truque”.
Agora, aqui está uma citação de que eu gosto. E isso foi novamente quando eu estava na Biblioteca do Congresso, tínhamos a edição antiga da Enciclopédia do Islã, que era realmente muito boa. Era objetiva e acadêmica e não se envolvia em politicamente correto da maneira que a nova versão da Enciclopédia do Islã faz. E não tenho certeza de qual ano é, mas era a entrada sobre Jihad escrita por Emile Tayan. Ele escreve o seguinte:
“O dever da jihad existe enquanto o domínio universal do Islã não tiver sido alcançado.”
Vejam isso: O dever da jihad não termina. Ele existe enquanto o domínio universal do Islã não for alcançado. Em outras palavras, a jihad continua até que o mundo inteiro seja conquistado. Ele continua:
“A paz com nações não muçulmanas é, portanto, um estado provisório. Somente a chance das circunstâncias pode justificá-la, temporariamente.”
Portanto, a visão de mundo islâmica é conquistar o mundo. E isso é altruísta, é claro, na mentalidade deles.
“Estamos levando a luz do Islã para o mundo. E o Islã não tem como objetivo ser parceiro ou coexistir com ninguém, com nenhum outro sistema de crenças. Seu objetivo é assumir o controle e guiar a humanidade para o caminho certo.”
E, como tal, somente quando os muçulmanos estão fracos e precisam de uma pausa, porque não há nada que possam fazer, é que podem fazer tratados e tréguas. E isso deve durar apenas 10 anos e então deve-se reavaliar após 10 anos. Agora, se você está perpetuamente mais fraco, como na era moderna, obviamente isso continua se renovando. Não estou dizendo que eles se reúnem a cada 10 anos, mas fica entendido que,
“OK, estamos fracos e não há nada que possamos fazer a respeito, então não vamos partir para a jihad.”
Mas, como vocês viram, de acordo com aquela “Prestigiada Enciclopédia do Islã”, quando ela era prestigiada e quando era uma autoridade, fica claro que a guerra é um assunto ininterrupto.
E então, se esse é o caso, como eu disse, e a enganação é OK na guerra, porque a guerra é enganação e os infiéis estão sempre em guerra. E para lembrá-los, é claro, a ideia, o entendimento clássico é que há duas terras, duas moradas:
“Dar al-Islam” é a “Morada do Islã” ou “Terra do Islã” ou a “Casa do Islã”.
“Dar al-Harb” é a “Morada da Guerra” ou a “Terra da Espada”.

Significa o mundo islâmico. Onde quer que a Sharia esteja no comando, é assim que eles entendem. Essa é a ideia por completo, a propósito. Vocês ouvem falar da Sharia no noticiário. E a ideia para os muçulmanos é que, desde que a Sharia esteja no comando, então você não precisa ser muçulmano. Você pode ser cristão ou judeu, pagar tributo e saber o seu lugar. Então, o objetivo não é converter todo o mundo ao Islã. O objetivo é que a Sharia esteja no comando, ou seja, o Islã.
Os dois são realmente sinônimos, Sharia e Islã. Portanto, como o objetivo é que o Islã esteja no comando do mundo. E o domine. É isso.
“Se você quer continuar como infiel e pagar tributo, isso é problema seu.”
Então, o mundo está dividido entre a “morada do Islã” e a “morada da guerra”. A morada do Islã é o mundo islâmico. A morada da guerra é a terra onde vivem os não muçulmanos, É chamada morada da guerra porque é para lá que se vai para travar guerra até que ela seja incorporada à morada do Islã e seja governada pela Sharia.
Essa é a ideia clássica. Isso nunca mudou. Essa ainda é a visão de mundo codificada do Islã. O que acabei de descrever é uma guerra constante, em que a hostilidade está presente. E a enganação está presente, porque a guerra é enganação.
“Mas não vamos necessariamente lutar contra vocês, porque são mais fortes que nós.”
Então, como dizia aquela citação, as circunstâncias são tais que seria fútil para o mundo muçulmano declarar guerra ao mundo, neste momento, visto o quão fraco ele está. Realisticamente, as pessoas esquecem o quão fraco o mundo muçulmano realmente está. Porque o fato de verem muçulmanos aterrorizando ocidentais o tempo todo não tem nada a ver com a força muçulmana. Tem a ver com o Ocidente, sua cumplicidade e idiotice. Acho que chamá-los de idiotas é até ser muito generoso.

Então, aqui está uma bela citação do historiador muçulmano e antropólogo Ibn Khaldun. Na verdade, gosto de ler os textos dele. Ele morreu por volta de 1406. E aqui está uma citação em que ele articula claramente essa divisão de que estou falando. Ele escreve:
“Na comunidade muçulmana, a jihad está na Umma muçulmana. A jihad é um dever religioso devido ao universalismo da missão muçulmana e à obrigação de converter todos ao Islã, seja por persuasão ou pela força. Os outros grupos religiosos não tinham uma missão universal e a jihad não era um dever religioso para eles, exceto apenas para fins de defesa. Mas o Islã tem a obrigação de conquistar poder sobre outras nações.”
Agora, eu sei que ele disse:
“A missão muçulmana e a obrigação de converter todos ao Islã, seja por persuasão, seja pela força”.
Pode parecer contradizer o que eu disse. Mas, mais adiante, ele também deixa claro que o Povo do Livro pode pagar o tributo (jizya) ainda assim não se converter. Mas você também precisa entender que a ideia da jizya é fazê-los se converter. Há uma razão para a lógica do Islã ser essa:
“Você, como judeu ou cristão, tudo bem, vamos pegar seu dinheiro e aproveitar o dinheiro, vamos tratá-lo mal e você pode ser um cidadão de segunda classe. E sabemos que, ao fazer isso, você não vai gostar. Então, ao final, você ou sua descendência provavelmente vão se converter, mudar de ideia e ver a luz.”

Então, é também por isso que ele formulou dessa maneira, porque a missão é fazer com que todos se convertam. Mas, é suficiente, pelo menos, garantir que a Sharia governe e que você possa viver. Se você conseguir tolerar isso, você pode viver como um “dhimmi”. O que poucas pessoas conseguiam tolerar. É por isso que o atual mundo muçulmano, que costumava ser, na sua maior parte , pelo menos o Oriente Médio, Norte da África, que costumava ser o mundo cristão, não é mais. É predominantemente muçulmano, de forma esmagadora. Por quê?
Porque não era fácil ser um “dhimmi” e pagar constantemente dinheiro que você não tinha e, depois disso, ser maltratado socialmente e oprimido. Então, muitas pessoas “viram a luz do Islã” e se converteram ao longo dos séculos.
Raymond Ibrahim
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NOTA
O texto acima foi extraído das legendas deste vídeo publicado no Youtube.
Os acordos entre muçulmanos costumam ter a duração de 10 anos. Isso tem uma explicação da época de Maomé, quando estava em Medina e assaltava caravanas de Mecca, os meccanos começaram a revidar os ataques. Então, no ano de 628, ele fez um acordo de não agressão com os dirigentes de Mecca, com duração de 10 anos.
Maomé reforçou seu exército e atacou Mecca depois de apenas 2 anos e conquistou facilmente a cidade, pois os meccanos não esperavam esse ataque traiçoeiro. O acordo que Maomé quebrou, se chamava “Tratado de al-Hudaybiya” e esse precedente é usado até os dias de hoje, quando muçulmanos estão fracos e precisam de uma pausa para se fortalecerem.
Luigi Benesilvi
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