Luxúria eterna no paraíso sexualizado do Islã, com ênfase na objetificação das mulheres – Peter Townsend
(10/05//2026)
A maioria das pessoas já ouviu falar da ideia das “72 virgens”, prometidas como recompensa para aqueles que morrem pela causa de Allah.

O que talvez seja menos conhecido é que isso é mais do que uma crença popular. Em vez disso, a ideia de que o paraíso está organizado em torno da realização do desejo sexual masculino, está incorporada à teologia islâmica.
Homens muçulmanos recebem repetidamente promessas de “houris”, frequentemente descritas como virgens celestiais no paraíso islâmico (Jannah), tanto pelo Corão quanto pelo “Hadith” (tradição). Na verdade, pode-se argumentar que a gratificação sexual é vista como a recompensa central na vida após a morte dos homens islâmicos.
É estranho que aqueles que apontam rapidamente a objetificação das mulheres, não pareçam notar esse exemplo supremo de ver as mulheres apenas como objetos para agradar aos homens. Também não se nota que as escrituras islâmicas omitam flagrantemente qualquer provisão clara e comparável para as crentes mulheres.
O Corão descreve as houris como “companheiras de seios plenos e idade igual“ (Corão 78:33, Sahih International) e “belas, com olhos grandes e bonitos” (Corão 44:54). Esses versos enfatizam atributos físicos, especialmente sexuais, enquadrando as houris como objetos do desejo masculino. O termo “kawā’ib” (Corão 78:33), que significa “voluptuosa”, ressalta esse foco na sexualidade feminina idealizada.
Os hadiths amplificam ainda mais essas imagens com detalhes gráficos. Uma narração em Sunan Ibn Majah (5:37:4337) afirma:
“Não há como ninguém que Allah admita no Paraíso, mas Allah o casará com 72 esposas, 2 houris e 70 de sua herança do Povo do Inferno, todas com passagens desejáveis abaixo do ventre e ele terá um membro que nunca se torna flácido.“

Outro hadith, atribuído a Al-Suyuti, declara que os houris têm “vaginas apetitosas” e que “o pênis dos Eleitos nunca amolece. A ereção é eterna“. (Jami’ al-Saghir).
Mal precisa ser dito que essa representação do paraíso beira o pornográfico. Não só objetifica as mulheres, como também infantiliza os homens, ao parecer acreditar que uma festa sexual eterna é a única coisa que um homem poderia querer para sua vida após a morte.
Em vez de tentar suavizar esse ensinamento, teólogos ortodoxos como al-Ghazali o reforçam, citando um hadith onde o céu é comparado a um “mercado de escravos” onde os homens podem satisfazer instantaneamente seus desejos sexuais (Ihya Ulum al-Din).
As coleções Sahih Bukhari e Sahih Muslim descrevem ainda as houris como tão puras e belas que “a medula dos ossos de suas pernas será vista através dos ossos e da carne” (Sahih Bukhari, Vol. 4, Livro 55, Hadith 544). Mais uma vez, encontramos aqui uma visão de paraíso, onde as mulheres são mercantilizadas como recompensas sexuais eternas, despojadas de ação e reduzidas apenas a seus atributos físicos.
Como mencionado, uma omissão gritante nas escrituras islâmicas é qualquer recompensa clara e comparável para crentes mulheres. O Corão e os hadiths descrevem explicitamente as houris como virgens femininas concedidas aos homens, com versos como o Corão 55:56 afirmando que são “que nem homem, nem jinni terão tocado antes nelas.” A implicação é que esses seres existem apenas para o prazer masculino, sem companheiros masculinos equivalentes explicitamente prometidos para mulheres.

Para colocar a pergunta persistente levantada por isso de forma ousada: se os homens recebem a promessa de múltiplas companheiras virgens, o que as mulheres recebem? O silêncio nos textos primários sugere uma visão centrada nos homens da vida após a morte, onde os desejos e recompensas das mulheres são ignorados ou assumidos como subordinados à gratificação masculina.
A ênfase nas houris como recompensas sexuais não é apenas moralmente preocupante, mas também teologicamente suspeita. Ele retrata o paraíso como um reino fixado em desejos baixos e terrenos, o que contradiz a pureza espiritual frequentemente associada à recompensa divina. A natureza gráfica das descrições, ereções eternas, “vaginas apetitosas” e carne transparente, reduz a vida após a morte a uma fantasia hipersexualizada, minando a dignidade tanto de homens quanto de mulheres.
Claro, não é preciso repetir que a associação das houris com o martírio, especialmente em hadiths como Jami’ at-Tirmidhi (3:20:1663), que promete mártires “72 cônjuges donzelas de grandes olhos no Paraíso”, foi explorada para justificar a violência. Essa promessa tem sido usada para incentivar jovens a praticarem atos como atentados suicidas. O impacto cultural é evidente em lugares como a Palestina, onde o martírio às vezes é enquadrado como “casar” filhos com suas virgens celestiais.

Além disso, pode-se argumentar que o desrespeito fundamental às mulheres evidenciado por esse ensinamento islâmico central, alimenta diretamente as ações de grupos como o ISIS (Estado Islâmico) e o Hamas, ao incentivar o estupro de mulheres cativas. Afinal, se você vai dominar sexualmente as mulheres pelo resto da eternidade, por que não começar já no presente?
O que devemos pensar de uma ideologia que parece priorizar o desejo, em vez da libertação quando se trata de pensar na eternidade?
Essa é apenas uma das muitas perguntas que deveriam ser feitas sobre o Islã.
Peter Townsend
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NOTA
O texto acima foi traduzido deste artigopublicado no Substack.
Luigi Benesilvi
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