O que o Islã na verdade quer com o Ocidente – Raymond Ibrahim

(28/05/2026)

O Islã está profundamente enraizado numa visão política de mundo. Não se trata tanto de um exercício espiritual, mas sim do que deve ser feito no mundo material para expansão do Islã

Então, é claro que os muçulmanos têm que fazer coisas como rezar, jejuar, fazer a peregrinação e todas essas coisas. Mas, coisas como a Jihad, têm uma conotação negativa para nós, porque significa apenas guerra. Porém, do ponto de vista muçulmano, é vista como algo bom, porque a jihad é o esforço para expandir o “belo” domínio do Islã para regiões não muçulmanas, que são consideradas como vivendo na ignorância e desejam nos ajudar.

“Estamos ajudando vocês, porque são infiéis e queremos levar a bondade do Islã a vocês.”

Isso sempre fez parte da religião, tanto doutrinariamente, quanto historicamente. Assim, com base no precedente histórico, o Islã, naturalmente, conquistou e se expandiu. Virtualmente todo o mundo islâmico hoje está em antigas regiões não muçulmanas. Todo o norte da África, Oriente Médio e Leste Europeu eram terras cristãs.

E agora isso está sendo facilitado pelo próprio Ocidente, por meio da migração em massa e concessão de benefícios aos imigrantes muçulmanos. No Islã há um ditado, que diz:

“O Islã não está aqui para coexistir ou para ser um segundo; está aqui para tomar o controle e governar”.

Do ponto de vista muçulmano, isso é altruísta, isso é bom para todos. Então, é isso que eles querem.

Essa história que o “Islã é uma religião de paz” é uma construção ocidental, que de forma alguma se aplica ao Islã autêntico. O Islã é o Islã. E não há Islã moderado ou radical. O que fazemos é pensar que os muçulmanos que não praticam o Islã, são muçulmanos moderados. E que os muçulmanos, que realmente praticam o Islã, são os radicais.  Mas a religião em si é radical, porque, por exemplo, pune até a morte o muçulmano que tenta deixar o Islã. Isso faz parte da religião. Poligamia.  Concubinato, escravidão sexual de mulheres, pedofilia. Tudo isso é completamente parte da religião.

Então, como pode ser chamando de radical um muçulmano praticar o que a religião dele prega?

O Islã tem sua própria Lei. Islã é apenas o nome da religião. A Sharia é que determina como os muçulmanos devem viver. Se você é cristão, se é judeu e vive sob um regime islâmico, não tem direitos de cidadania iguais. Mulheres não têm direitos iguais. Nos tribunais, o testemunho de uma mulher tem valor menor que o de um homem. Isso não é radical. Isso é apenas o Islã. O Islã, na verdade, ordena aos muçulmanos, que tenham ódio pelos não muçulmanos. Isso está no verso do Corão 60:4. 

De fato, houve um excelente exemplo para vocês com Abraão e aqueles que estão com ele, quando disseram a seu povo: “Em verdade, estamos livres de vocês e de tudo o que vocês adoram além de Allah: nós os rejeitamos, e a hostilidade e o ódio reinarão entre nós e vocês para sempre, até que vocês acreditem só em Allah. (Corão 60:4)

O Islã foi fundado por um homem tribal, Maomé, no século 7. Basicamente, ele pegou o tribalismo e o rearticulou por meio de um paradigma teológico. Então, agora, o outro não é mais apenas “o outro”, ele é o infiel. E a tribo não é uma tribo de sangue, é de todos os muçulmanos. Eles têm isso mesmo nas doutrinas. Você tem o conjunto do mundo, chamado “Dar al-Islam”, que é a morada do mundo do Islã, e o “Dar al-Harb”, que é o mundo não islâmico. E os dois devem sempre combater até que a morada do Islã conquiste a outra.

Quanto mais um país se torna islâmico em termos de população, mais se torna islâmico em termos de cultura e na sociedade. Já vemos isso em alguns lugares. Mesmo dentro do próprio Islã, há uma doutrina e um ensinamento que dizem que, quando você está em menor número e é fraco, pode ser o que chamamos de secular, pode ser moderado, não precisa impor a jihad, porque não é o momento certo. Então, há muitas doutrinas e ensinamentos. E, historicamente, isso também aconteceu, em que os muçulmanos se comportavam como amigos entre os não muçulmanos, porque eram minoria. E então, quando esse número cresce e as coisas começam a mudar, a verdade começa a vir à tona. Acho que já estamos vendo isso em muitos países.

No Reino Unido, eles afirmam que os muçulmanos são de 10 a 12%, o que não parece muito, mas acho que o número é maior. Se chegar a algo como a 25%, será o fim. Será essencialmente uma nação que prioriza o Islã acima de tudo. E, à medida que esse número cresce e os muçulmanos se tornam mais fortes, a intolerância com os nativos se tornará ainda mais severa; haverá menos tolerância, basicamente.

O Islã nunca mudou. Ele ainda tem a mesma mentalidade do século 7. E agora o Ocidente esqueceu sua herança. Ele vê seus próprios heróis, que o defenderam, como os caras maus. Ele vê os muçulmanos como vítimas incompreendidas. E tudo isso são mentiras por cima de mentiras, fabricadas propositalmente para manipular exatamente o que estamos vendo. E basicamente é um suicídio em câmera lenta. Os ocidentais não têm ideia do mal que estão fazendo.

O Califado Islâmico é uma realidade histórica. Tivemos diferentes manifestações de califados ao longo de toda a história. Como qualquer outra forma de governo humano, às vezes ele se desintegra e há todo tipo de circunstância em que eles entram em conflito e se dissolvem. Mas é uma ideia fundamental para o Islã. Califado vem da palavra “Khalifa”, que significa “sucessor”. Depois de Maomé, houve um sucessor, que se tornou o novo líder político. O primeiro foi Abu Bakr. E assim, um califado se baseia na governança por um homem que é basicamente um líder religioso seguindo os passos de Maomé. Esse é o tipo normal de paradigma do Islã. É isso é o que é esperado. Então, é claro que os muçulmanos adorariam ter um novo califado

Ao longo da história do Islã, tivemos muito mais tempo com califados do que sem ele. O último califado foi abolido por volta de 1924. Foi o Califado Otomano, com sede em Istambul.  Faz apenas um século.

Os ensinamentos muçulmanos, ensinam aos crentes que os livros anteriores, o Antigo Testamento, a Torá e o Novo Testamento, tiveram sua origem no Deus verdadeiro. Mas a revelação final foi por meio do Corão, revelado por um anjo a Maomé. Eles consideram os livros anteriores divinos. Acreditam que havia escrituras e livros que foram dados aos “Ahl al-Kitab”, o Povo do Livro, os judeus e cristãos. O Antigo e o Novo Testamento, eles acreditam que tiveram origem divina. No entanto, a Bíblia que existe hoje, usada pelos judeus e pelos cristãos, segundo os muçulmanos, estaria errada. Ela teria sido distorcida intencionalmente. Por exemplo, quando pegamos o Novo Testamento e ele fala sobre Jesus sendo crucificado e ressuscitando, chamando-o de Filho de Deus, os muçulmanos acreditam que isso foi acrescentado mais tarde.

A Bíblia era verdadeira originalmente, mas os ensinamentos centrais que temos foram acrescentados posteriormente. Então, o Corão, uma recitação do anjo Gabriel a Maomé, teria sido a “nova correção”, que a trouxe de volta do jeito que era originalmente.  Quando você olha para o Corão e o lê , ele fala sobre todos os profetas, Abraão, Moisés, Adão e Jesus. E há algumas semelhanças com a Bíblia, mas, ao mesmo tempo, há muitas diferenças. Mas, as diferenças, segundo os muçulmanos, são:

“Sim, esta é a correção, porque o que você disse é a coisa errada. E assim, Maomé veio para trazê-la de volta à verdade.”

O Corão torna tudo ainda pior, porque foi compilado muito mais tarde e há muitos problemas com a forma como foi escrito. Havia versões diferentes e acabaram com a maioria delas. Um califa queimou a maioria e manteve só uma versão. Então, há todo tipo de problemas com o próprio Corão.

O Islã é construído sobre um castelo de areia. É por isso que eles têm leis contra o que se chama de blasfêmia e apostasia. Blasfêmia é essencialmente:

 “Qualquer coisa que você diga contra o Islã”.

Falar que Jesus Cristo é o filho de Deus é blasfêmia, porque Maomé disse que não e você está dizendo que Maomé é mentiroso. Você não pode questionar isso, porque, assim que começa a realmente investigar a história do Islã e a forma como o Corão e o Hadith foram compilados, tudo começa a desmoronar, pois há muitos pontos de interrogação, muitos dados ausentes e muitas narrativas contrárias ao que é ensinado aos muçulmanos.

O que acontece com o Islã é que, se você olhar bem, é algo muito criado pelo homem. Os primeiros teólogos cristãos, desde São João Damasceno até Tomás de Aquino, quando estudavam o Islã, o que eles entendiam era que esse homem era um impostor que criou uma religião que dá aos homens o que eles querem. Ela lhes dá riqueza, pilhagem, mulheres, os homens pode dar vazão à sua raiva, podem matar, podem subjugar, conquistar, tomar mulheres, casar com meninas, tomar propriedades e são caras legais e vão para o paraíso. Então, era vista como uma religião criada pelo homem.

Há semelhanças e diferenças entres as profecias da Bíblia, Torá e Corão. Algumas das semelhanças são que eles acreditam que Jesus virá no Dia do Juízo Final. Ele vai lutar contra o “Dajjal”, uma espécie de  “Anticristo” e o derrotará.

Segundo os Islã, ao voltar, Jesus ai quebrar todas as cruzes, matar todos os porcos e cancelar o Jizya (tributo de vassalagem). A Jizya está no Corão 9:29 e diz:

 “Combatei o povo do Livro, judeus e cristãos, até que se convertam ou paguem a Jizya e vivam como cidadãos de segunda classe”.

Ao cancelar a Jizya, Jesus está basicamente dizendo que agora cristãos e judeus têm que se tornar muçulmanos ou serem mortos.  Este é mais um exemplo de quão diferentes Jesus e todos os profetas do Islã são da versão bíblica. Ele está quebrando a cruz, porque quer mostrar a todos os tolos cristãos, que nunca foi crucificado, nunca morreu e nunca ressuscitou, porque é isso que o Islã ensina. Ele está matando os porcos, porque o Islã é “halal”, não come carne de porco.

Mas há também o “Mahdismo”. O “Mahdi” é o bem guiado. Ele também vem e traz algum tipo de governo, um governo islâmico para o mundo. Não é uma visão muito clara. São apenas trechos e ideias do Hadith. Então, isso não está no Corão. E também depende se você olha para a versão sunita ou xiita.

O Messias judaico. Não sabemos bem quem ele é. Mas os muçulmanos estão esperando por um Jesus numa função diferente, porque ele é um profeta. Mas ele não está vindo para julgar, como Filho de Deus. Longe disso. Ele estaria vindo, na verdade, para punir os cristãos.

Luigi Benesilvi

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NOTA

O texto acima é um resumo das legendas deste vídeo publicado no Youtube.

Luigi Benesilvi

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