É bem mais profundo o motivo do ataque terrorista de 11 de outubro de 2023 – Luigi Benesilvi

(06/06/2026)

Em 11 de outubro de 2023, o grupo terrorista Hamas atacou residentes de várias vilas (kibutz) israelenses localizadas perto da fronteira com Gaza e os participantes de um festival chamado “Nova Festival”, que estava sendo realizado num local a 4 km da fronteira.

No ataque os terroristas assassinaram cerca de 1400 pessoas e levaram para Gaza umas 250 pessoas, inclusive várias que já tinham sido assassinadas. Era para ter maior poder de barganha nas futuras negociações de paz. Um vídeo  curtinho de amostra de como foram aqueles ataques pode ser assistido neste link.

A ironia é que grande parte dos assassinados e sequestrados era composta de pessoas pacifistas, que pensavam ser possível a convivência pacífica com os habitantes muçulmanos de Gaza. O próprio Festival Nova, estava sendo realizado exatamente para celebrar a convivência entre todos os povos e crenças. Para mostrar não haver discriminação, diversos seguranças do festival eram pessoas muçulmanas, que se juntaram aos terroristas e ajudaram a assassinar e sequestrar os pacíficos participantes do festival, que tinham vindo de várias partes do mundo.

71 países estavam representados no festival. Havia israelenses, americanos, argentinos, brasileiros, franceses, russos, ucranianos, nepaleses, ingleses, filipinos, sul-africanos, mexicanos, colombianos, italianos, holandeses, indianos, canadenses, austríacos, dinamarqueses, chineses, poloneses, búlgaros e outros.

“Todos celebrando a paz e a concórdia entre os povos e crenças”.

A população dos vilarejos israelenses era composta por pessoas pacifistas, que moravam perto da fronteira, exatamente para dar emprego e poder ajudar melhor os habitantes de Gaza.

Houve um relato do assassinato de um israelense, que costumava levar pessoas doentes para serem tratadas em hospitais israelenses. Foi um dos primeiros a ser assassinado.

Os terroristas tinham mapas detalhados de todos os vilarejos e sabiam exatamente onde estavam localizadas as casas e em quais delas havia armas de fogo. Sabiam até em que casas havia cães. Essas informações foram passadas, exatamente pelas empregadas domésticas, jardineiros e motoristas, que vinham todos os dias trabalhar nos vilarejos.

Fica bastante claro que o ataque não foi feito como “resistência” ou para expansão territorial de Gaza.

O motivo do ataque é muito mais profundo e está vinculado a doutrinas muçulmanas de expansão do Islã.

A primeira parte da doutrina refere-se à reconquista de territórios que já foram governados por autoridades muçulmanas, conforme está no Corão.

“Expulse-os de onde eles expulsaram você”. – (Corão 2:191)

Como a região onde está localizado Israel já fez parte do território do Império Islâmico Otomano, existe o comando eterno para reconquistá-lo.

Outro comando que implica na destruição de Israel é o Corão 9:29.

Outro comando para destruição de Israel está contido na Lenda do 12º Iman, pela qual o “Mahdi” só vai voltar quando todos os judeus tiverem sido mortos.

“A Hora do Julgamento não chegará enquanto os muçulmanos estiverem combatendo os judeus e terminem por matá-los e mesmo que os judeus se abriguem por detrás de árvores e pedras, cada árvore e cada pedra gritará: Oh! Muçulmano, Oh! Servo de Allah, há um judeu atrás de mim, venha e mate-o; exceto se for a árvore Gharqad, porque ela é uma árvore dos judeus.”  (Sahih Bukhari 4:52:176)

Esse hadith está inclusive inserido no Artigo 7 do Estatuto do grupo terrorista Hamas, que pode ser lido neste link.

Esses pacificas acham sincera e ingenuamente que se tratarem bem os muçulmanos, não seriam atacados por esses terroristas sanguinários.

Então, essas pessoas que cantam “From de river to de sea; palestina will be free” (Do rio até o mar; a palestina vai ser livre), não têm qualquer ideia do que isso realmente significa. Sequer sabem que o rio é o rio Jordão e o mar é o Mar Mediterrâneo, exatamente onde está localizado o Estado de Israel, que teria que ser destruído para a “Palestina ficar livre”.

Alías, desde que a ONU criou o Estado de Israel, em 1948, foram oferecidas diversas vezes a criação de um Estado Palestino, o que sempre foi rejeitado pelos representantes dos palestinos, porque esse não é o objetivo real dos ataques a Israel.

Luigi Benesilvi

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