O Cristianismo é a religião mais perseguida do mundo – Raymond Ibrahim

(03/06/2026)

 A maneira mais fácil de resumir a perseguição sofrida pelo cristianismo em todo o mundo, é acompanhar os relatórios de uma organização internacional de direitos humanos conhecida como “Open Doors” (Portas Abertas), que já existe há várias décadas. Publicam anualmente um relatório chamado “World Watch List” (Lista Mundial de Observação), que classifica as 50 piores nações que perseguem cristãos ao redor do mundo.

E se você der uma olhada nele, como eu faço todos os anos, analiso e escrevo sobre ele. Se você olhar para essas 50 nações, algo como 38 são islâmicas. Eles dão diferentes nomes para a severidade da perseguição. Uma delas é “opressão islâmica”. E se olhar para o pior absoluto de todos, porque eles categorizam de acordo com isso, a pior forma é chamada de “perseguição extrema”.

Isso afeta algo como 13 países dos 50, o que significa, basicamente que neles, se você for simplesmente identificado como cristão, pode ser morto, jogado na prisão, espancado ou outras formas de punição. Se olhar para essa lista, algo em torno 10 dos 13 são muçulmanos.  E, ao mesmo tempo, se você olhar para essa lista, os países muçulmanos são muito variados ao redor do mundo.

Você tem nações muçulmanas negras, tem árabes, tem persas, que não gostam de ser chamados de árabes. Você tem afegãos, tem paquistaneses, tem indonésios e filipinos. Todos esses países são diferentes, de raças diferentes, idiomas diferentes, diferentes circunstâncias socioeconômicas e políticas.

Por que todos eles têm perseguição aos cristãos?

Bem, obviamente, o único denominador comum é que todos eles tem grande população de seguidores do Islã.  Então, a perseguição muçulmana aos cristãos é uma coisa real. Tenho escrito sobre isso. Tenho um livro dedicado a esse tema, lançado em 2013, chamado “Crucified Again” (Crucificado Novamente). Mas antes disso, desde 2011, venho escrevendo relatórios, que basicamente analisam, a cada mês, o que acontece com os cristãos em cada país. E a lista das perseguições só fica cada vez mais extensa.

Talvez o relatório médio agora tenha duas dúzias de relatos, que vão desde massacres em massa e decapitações brutais, em lugares como a Nigéria, sob o ISIS (Estado Islâmico), Moçambique, cada vez mais na República Democrática do Congo. Mas antes disso, vimos isso no ISIS, no Oriente Médio também e outras organizações terroristas. Ou pode acontecer aos cristãos, algo tão “benigno”, quanto o próprio governo do país proibir as igrejas, prender cristãos por reuniões e orações, esse tipo de coisas. Então, a perseguição é uma coisa real.

Cristãos sofreram enormemente sob o Estado Islâmico. Em 2015, cerca de 20 cristãos coptas egípcios foram publicamente decapitados pelo ISIS, com as imagens publicadas pelos próprios assassinps. As imagens desses mártires sendo assassinados correram o mundo, principalmente pelas redes sociais. Coisas realmente extraordinárias, dignas das piores coisa da Idade Média.

É claro que isso é algo que não deveríamos estar sabendo, porque os controladores de nossa epistemologia e informação, é claro, não querem que saibamos qualquer coisa disso, assim como não querem que saibamos a verdade sobre as Cruzadas, porque há uma guerra real acontecendo pela sua mente e sua alma e isso tudo é sobre informação. O que é escondido de você e o que é compartilhado com você. As mentiras e a propaganda com que as pessoas são bombardeadas, para fazê-las concordar e aceitar uma determinada agenda. É tudo mentira.

E descobrir que os cristãos são o povo mais perseguido do mundo e que a grande maioria delas acontece sob o Islã, obviamente, não é aceitável.

Quando um grupo islâmico se apossa de uma nação cristã, a primeira coisa que fazem é a violência e a conquista. Mas, de acordo com a lei islâmica, existe essa situação em que cristãos e judeus, os chamados “Povo do Livro” (Povo da Bíblia), podem manter sua religião e viver numa sociedade islâmica, mas como cidadãos de segunda classe, os chamados “Dhimmis”, que têm de pagar um tributo de vassalagem chamado “Jizya” e, literalmente, saber “qual é o lugar deles“.  Isso ainda continua muito bem vivo hoje em dia.

Portanto, em todas essas nações islâmicas, mesmo que suas Constituições falem sobre igualdade religiosa, está implícito e é entendido na sociedade que, não, isso não existe.  Então o Egito, por exemplo, era inerentemente uma nação cristã, no século 7, uma das maiores, se não a maior nação cristã da época, no mundo. E quando o Islã o invadiu e o conquistou e então deu a eles a escolha onde:

“Ok, vocês podem manter sua religião, mas têm que pagar tributo e ser cidadãos de terceira classe”.

De acordo com o chamado de Pacto de Omar, não podem construir uma nova igreja, não podem reformar uma igreja, é preciso deixar que ela se desfaça. Por exemplo, não podem expressar publicamente a fé cristã, falar sobre a religião ou mostrar uma Bíblia ou uma cruz. E isso ainda é assim até hoje. Mas, no papel parece bom, parece normal, parece igualitário. Porém, todos sabem, desde os altos escalões do governo até a população muçulmana e os próprios policiais, entendem como isso funciona.

E assim, habitualmente, se um cristão é acusado de, digamos, consertar o banheiro de sua igreja, uma turba muçulmana se levanta e o ataca. Se os cristãos realmente forem acusados ou alguém achar que vão construir uma igreja, uma ainda maior, a turba se revolta. Mesmo que eles finalmente tenham conseguido uma licença, depois de esperar mais de 50 anos, então as autoridades ou fazem “vista grossa” ou, por fim, revogam a licença e dizem:

“Ah, a igreja é uma ameaça à segurança, porque os muçulmanos estão revoltados com ela”.

Então, você ainda tem esse tipo de coisa acontecendo. Esse espírito de supremacismo e discriminação, ainda existe plenamente em todo o mundo islâmico onde há cristãos.

E onde os cristãos ainda não estão totalmente subjugados. Digamos, um lugar como a Nigéria, em que é metade cristã, metade muçulmana, existe uma jihad completa, exatamente como a manifestação histórica, onde é apenas violência descarada e carnificina, até que os muçulmanos consigam levar a melhor e então os cristãos vivem como cidadãos de segunda classe.

Se há algo, é uma continuidade perfeita que vejo. Perfeita. Os mesmos padrões exatos, baseados em circunstâncias em mudança, situações em evolução. São exatamente as mesmas pessoas que estão ocultando a história que também estão ocultando os eventos atuais.

Raymond Ibrahim

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NOTA

O texto acima foi extraído das legendas deste vídeopublicado no Youtube.

Luigi Benesilvi

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