Batalhas defensivas cruciais vencidas pelos Cristãos contra os muçulmanos – Luigi Benesilvi

(14/06/2026)

Li dezenas de textos e assisti muitos vídeos do estudioso e crítico do Islã, Dr. Bill Warner e fiquei impressionado com um dos vídeos, no qual ele mostra terem ocorrido mais de 500 confrontos significativos entre Muçulmanos e Cristãos, desde o século 7 até o século 20.

Um resumo desses confrontos pode ser assistido neste vídeo legendado. A maior parte desses confrontos foram ataques dos muçulmanos a territórios sob domínio dos Cristãos.

Os ataques Cristãos aos Muçulmanos foram restritos apenas ao período das Cruzadas e na reconquista da península ibérica. Foram sempre ataques de reconquista de territórios perdidos anteriormente para os muçulmanos.

Do século 8 até o século 12, os muçulmanos dominaram todo o norte da África e quase toda a península ibérica. Conquistaram todo o oriente médio e parte ocidental da Ásia, até mesmo em territórios da China e Índia. Eram imbatíveis.

A seguir apresento uma breve descrição, em ordem cronológica, de algumas batalhas cruciais vencidas pelos Cristãos, atacados por exércitos muçulmanos geralmente com forças dezenas ou até centenas de vezes superiores aos dos defensores.   

Na descrição da cada batalha existe um link para acesso a uma descrição mais completa ou um vídeo elucidativo legendado. Para assisti-lo basta clicar em cada link em destaque.

1 – BATALHA DE COVADONGA (722 d.C.)

A batalha defensiva mais crucial da expansão inicial do Islã na Europa Ocidental, foi a Batalha de Covadonga, que ocorreu no ano de 722 depois de Cristo, no norte da Espanha, durante a qual o herói cristão, Don Pelayo, refugiado nas montanhas das Astúrias, conseguiu resistir a muitos ataques dos muçulmanos, até que por fim conseguiu derrotá-los e evitar que conquistassem o último bastião cristão da Espanha.

Essa batalha deu início ao processo de reconquista da Espanha pelos cristãos contra o domínio muçulmano da península ibérica.

2 – BATALHA DE TOURS (732 d.C.)

A segunda batalha defensiva crucial da expansão do Islã ocorreu em Tours (França), no ano de 732, também conhecida como “Batalha de Poitiers”, na qual o General Charles Martell derrotou os muçulmanos e salvou a França e o resto da Europa da ocupação islâmica.

Se ele não tivesse vencido talvez hoje o Islã fosse a religião dominante em todo o mundo ocidental, pois depois de Poitiers, o caminho para Paris estaria indefeso e os muçulmanos poderiam facilmente dominar o resto da Europa ocidental.

Nos séculos 12 e 13, os Cristãos ensaiaram algumas contraofensivas, lançando ataques para reconquista do oriente médio com várias Cruzadas, mas foram definitivamente derrotados no início do século 14 e expulsos da Terra Santa. Os muçulmanos conquistaram Istambul em 1453 e acabaram com Império Romano do Oriente, dominando toda a parte leste da Europa, o Oriente Médio, norte da África e oeste da Ásia.

A Europa reagiu aos ataques muçulmanos e empreendeu diversas campanhas para a retomada dos territórios da França, Espanha e Portugal, em poder dos muçulmanos desde o século 8. Esse período, que vai do século 8 até o século 15 é conhecido como o período da reconquista e culminou com a tomada de Granada, na Espanha, em 1492, pelos reis Cristãos Fernando e Isabel.

3 – CERCO DE VIENA (1.529 d.C.)

A grande vitória defensiva seguinte dos Cristãos foi a batalha de Vienaem 1529, mas a vitória foi mais por causa do clima do que por mérito dos pouco mais de 1.700 soldados que defendiam a cidade. Durante o cerco houve uma chuva torrencial e uma grande enchente, que arrasou o acampamento dos muçulmanos.

De qualquer maneira, um exército de 75 mil soldados muçulmanos foi contido naquela ocasião, evitando a conquista de toda a Europa.

4 – CERCO DE MALTA (1.565 d.C.)

Seguiu-se a grande batalha do cerco de Malta, em 1.565, na qual uma grande armada muçulmana não conseguiu estabelecer naquela ilha do Mediterrâneo um porto seguro para seus ataques por mar ao território europeu. Eram pouco mais de 700 Cavaleiros Templários, auxiliados pelos habitantes da ilha, que resistiram durante 3 meses aos ataques impiedosos de mais de 40 mil soldados muçulmanos do poderoso Império Otomano turco. 

5 – GRANDE BATALHA NAVAL DE LEPANTO (1.571 d.C.)

Tendo sido contidos em Malta, os muçulmanos tentaram atacar a Europa por mar, mas foram derrotados novamente na grande batalha naval de Lepanto, na Grécia, em 1571, uma das poucas batalhas, na qual os Cristãos contavam com forças equivalentes ou superiores às forças dos muçulmanos.

6 – GRANDE CERCO DE VIENA (1.683 d.C.)

Outra grande e a última batalha defensiva convencional travada contra os muçulmanos foi no grande cerco de Viena, em 1683, na qual os muçulmanos do Grão-Vizir Kará Mustafá foram definitivamente derrotados pelos Cristãos e tiveram seu caminho para a conquista da Europa por exércitos convencionais definitivamente interrompido.

Cerca de 40 mil defensores tiveram o mérito glorioso de derrotar um exército de mais de 300 mil soldados muçulmanos. Existe um filme chamado 1683, o Ano do Grande Cerco de Viena, de quase duas horas, aqui resumido em 38 minutos, que mostra bem o ambiente daquele evento crucial.

O filme completo, legendado, pode ser assistido ou baixado neste link.

7 – GUERRA DOS 6 DIAS (1.967)

Em 1967, na guerra dos seis dias, Israel derrotou os exércitos combinados da Síria, Jordânia e Egito, apoiados pelos demais países árabes, tendo reconquistado a cidade de Jerusalém, em poder dos muçulmanos desde o ano de 637. A cidade havia ficado apenas um breve período em poder dos Cruzados Cristãos no século 12, mas logo foi reconquistada para os muçulmanos pelo Sultão Saladino em 1.187.

Exceto no tocante a Israel, que os muçulmanos ainda tentam derrotar pela força das armas, o restante do ocidente está sendo conquistado pela infiltração consentida de milhões de muçulmanos disfarçados de “refugiados”, entre os quais muitos milhares são “jihadistas”, que costumam praticar ataques terroristas em nações não muçulmanas.

A maioria dos verdadeiros refugiados está fugindo de lutas fratricidas entre facções muçulmanas inimigas, que vêm se combatendo desde a morte de Maomé, no século 7. São compostas por muçulmanos “sunitas”, apoiados pela Arábia Saudita e “xiitas”, apoiados pelo Irã.

Em 7 de outubro de 2023, o grupo terrorista Hamas lançou um grande ataque a Israel, no qual mais de 5 mil terroristas assassinaram cerca de 1400 pessoas e sequestraram outras 250. Em apoio ao Hamas, o grupo terrorista Hezbollah, do Líbano, os Houtis, do Iêmen e o próprio regime iraniano, lançaram milhares de drones e mísseis contra Israel, que conseguiu resistir a está atacando incessantemente esses inimigos históricos.

Em meados de 2025, o Irã estava prestes a ter condições de fabricar armas nucleares, quebrando tratados que havia feito com os Estados Unidos, o que ocasionou ataques à instalações nucleares do Irã.

Como o Irã continuava a criar condições para fabricação de armas nucleares, Estados Unidos e Israel lançaram novamente vários ataques às fábricas de componentes de mísseis balísticos e de componentes de dispositivos de armas nucleares.

Isso fez com que o regime iraniano lançasse ataques a países muçulmanos vizinhos, inclusive áreas civis da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Catar, onde existem bases militares norte-americanas.

Faço este resumo histórico na esperança de que mais alguém se interesse e passe adiante o alerta de Richard sobre o grande perigo representado pelo insaciável desejo dos muçulmanos de implantar sua fanática ideologia político-religiosa em todo o mundo.

Richard foi um norte-americano que encontrei numa visita que fiz a Istambul, em 2009. Ele puxou conversa comigo alertando-me do perigo representado pelos muçulmanos para a cultura ocidental, dizendo que eu deveria começar a preocupar-me com isso.

Comecei então a prestar um pouco mais de atenção aos discursos dos líderes muçulmanos e aos atentados terroristas que estão ocorrendo em quase todo o mundo e resolvi estudar um pouco da história dos confrontos contra os muçulmanos e a própria história do Islã.

Luigi Benesilvi

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NOTA
Além das batalhas defensivas mencionadas no texto acima, em 1212 houve uma batalha crucial na Espanha, que abriu caminho para a reconquista da Península Ibérica em 1492. Trata-se da “Batalha de Navas de Tolosa”, cujo documentário pode ser visto neste vídeo legendado.

Luigi Benesilvi

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