Os palestinos nunca quiseram um Estado Palestino independente – Luigi Benesilvi
(08/06/2026)
Para compreender a história do conflito israelo-palestino é necessário analisar os dados do período crucial de transição entre o Plano de Partição da ONU de 1947 e as consequências do ataque dos países árabes ao recém criado Estado de Israel, em 1948.

Os registros oficiais do Mandato Britânico e da ONU mostram a demografia, distribuição de terras e como as fronteiras mudaram fundamentalmente.
O Plano da ONU de 1947 propôs uma alocação de 56% do território para um Estado Judeu e 44% para o Estado da Palestina.
Após a guerra de 1948, vencida por Israel, os Acordos de Armistício de 1949 (a Linha Verde) deixaram Israel no controle de 78% de todo território.
A região montanhosa central, a Cisjordânia (Judea e Samaria), ficou sob controle da jordaniana, enquanto a Faixa de Gaza ficou sob controle do Egíto. Jerusalém ficou dividida em “Jerusalém Ocidental”, controlada por Israel e “Jerusalém Oriental”, controlada pela Jordânia.

A guerra de 1948 desencadeou um deslocamento massivo de civis em ambos os lados. Cerca de 700.000 árabes optaram por abandonar Israel e viver como refugiados nos países vizinhos. Cerca de 200 mil árabes (muçulmanos e cristãos) optaram por ficar em Israel.
Nos anos seguintes, aproximadamente 800.000 judeus migraram para o novo Estado de Israel, a maioria deles fugindo da crescente hostilidade e expulsão de nações árabes do Oriente Médio e Norte da África.
Em 1967, os árabes, liderados pelo Egito e unidos com a Síria e a Jordânia, mais uma vez tentaram destruir o Estado judeu. O conflito de 1967, chamado de “Guerra dos 6 Dias”, terminou com uma vitória impressionante de Israel. Jerusalém e Cisjordânia (Judea e Samaria), bem como a área conhecida como a Faixa de Gaza, caíram nas mãos de Israel.
Poucos meses depois, a Liga Árabe se reuniu no Sudão e emitiu a sua infame declaração chamada de “Três Nãos”:
– NÃO faremos paz com Israel;
– NÃO reconheceremos Israel;
– NÃO negociaremos com Israel.
Novamente, a solução de dois estados foi recusada pelos árabes.
Em 2000, o Primeiro-ministro israelense Ehud Barak reuniu-se em Camp David com o presidente da Organização para Libertação da Palestina (OLP), Yasser Arafat, para acordar um novo plano de “Dois Estados”. Barak ofereceu a um Estado Palestino em toda a Faixa de Gaza e 94% da Margem Ocidental do Rio Jordão (Judea e Samaria), com Jerusalém Oriental como sua capital. Mas o líder palestino rejeitou a oferta.

Nas palavras do então Presidente dos EUA, Bill Clinton,
“Arafat ficou aqui durante 14 dias e disse NÃO para tudo.”
Em vez disso, os palestinos lançaram uma onda sangrenta de atentados suicidas que mataram mais de 1000 israelenses e mutilaram milhares mais, em ônibus, em festas de casamento e em pizzarias.
Em 2008, Israel tentou novamente. O primeiro-ministro Ehud Olmert foi ainda mais longe, expandindo a oferta de paz, cedendo mais terras para tornar o acordo mais atraente. Como seu antecessor, o novo líder palestino, Mahmoud Abbas, rejeitou o acordo.
Entre essas duas últimas ofertas israelenses, Israel abandonou unilateralmente a Faixa de Gaza, dando aos palestinos o controle completo sobre ela.

Em vez de desenvolver esse território para o bem de seus cidadãos, os palestinos transformaram Gaza numa base terrorista, a partir da qual disparam milhares de foguetes contra Israel.
Cada uma das 5 vezes que Israel ofereceu ou concordou com a criação de um Estado Palestino, os palestinos rejeitaram a oferta, muitas vezes violentamente.
Então, aqueles que dizem estar interessados na paz no Oriente Médio, talvez a resposta seja pressionar os palestinos a aceitarem finalmente a existência de um Estado Judeu e pararem de fazer manifestações do tipo “From the river to the sea; palestina will be free” (Do rio até o mar, a palestina vai ser livre), que significa a destruição de Israel, que está localizado exatamente entre o rio Jordão e o Mar Mediterrâneo.
Luigi Benesilvi
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NOTA
Se quiser saber qual é o verdadeiro motivo pelo qual os palestinos não estão interessados em ter seu próprio país independente e viver em paz com Israel, basta ler este artigo.
Luigi Benesilvi
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