Jizya é a taxa islâmica de extorsão dos infiéis subjugados – Raymond Ibrahim

(18/06/2026)

O que um exército muçulmano faz logo que tiver conquistado uma terra de infiéis?

Se você não quiser se converter ao Islã, os muçulmanos tomarão seu dinheiro em troca de sua vida. Essa extorsão é chamada de “Jizya”.

A maioria dos ocidentais não têm qualquer ideia do que é a jizya e pensam que a jizya é um exemplo de tolerância no Islã. O exemplo mais óbvio da implementação da jizya no mundo moderno é o que o Estado Islâmico tem feito com os não crentes, nesse caso, os cristãos, em termos de Jizya.

No evento em que o Estado Islâmico assassinou cerca de 20 cristãos etíopes na Líbia, em abril de 2015, o porta-voz ressaltou repetidamente que o pagamento da jizya é a única maneira dos cristãos em todo o mundo protegerem suas vidas.

 “Quem se recusar a pagar a jizya não verá nada de nós, a não ser a ponta de uma lança. Os homens serão mortos, as crianças serão escravizadas e suas riquezas serão tomadas como espólio de guerra. Esse é o julgamento de Allah e de seu Mensageiro.” – (Sahih Muslim 19:4294)

Quando o Estado Islâmico invadiu as antigas regiões cristãs ao redor da Planície de Nínive, em junho de 2015, ele declarou novamente:

“Nós oferecemos a eles, os cristãos assírios, 3 opções.

– O Islã,

– O contrato de Dhimmi, que envolve o pagamento da jizya.

– Se eles recusarem, terão nada além da espada.“

O Estado Islâmico não é o único a exigir a jizya dos infiéis cristãos. Em 2002, o xeque saudita Mohammed bin Abdul Raman, discutindo a previsão do profeta muçulmano de que o Islã acabaria conquistando Roma, disse:

“Nós controlaremos a terra do Vaticano. Nós controlaremos Roma e introduziremos o Islã nela. Sim, os cristãos ainda nos pagarão a jizya em humilhação ou se converterão ao Islã”.

Um Iman proeminente, o Sheikh Issam Amirah, fez um sermão na mesquita Al Aqsa, em Jerusalém, no qual lamentou que muitos muçulmanos pensem que a jihad é apenas para defesa contra agressores, quando, na verdade, os muçulmanos também são obrigados a fazer uma jihad ofensiva contra os não muçulmanos.

“Quando enfrentar seu inimigo pagão, chame-o para o Islã, a Jizya ou busque a ajuda de Allah e lute contra ele. Mesmo que eles não lutem ou iniciem as hostilidades. Lute contra eles. Lute contra eles. Quando? Quando eles lutarem contra você? Não. Quando se recusarem a se converter ao Islã ou se recusarem a pagar a Jizya. Quer eles gostem ou não, nós os subjugaremos à autoridade de Allah.”

Então, o que é exatamente a Jizya?

A palavra Jizya aparece no Corão. Sura At Tawbah (capítulo 9), verso 29, numa injunção que deve ser familiar, agora,

“Combata aqueles dentre os do Povo da Bíblia, que são os cristãos e judeus, que não acreditam em Allah, nem no Último Dia, nem proíbem o que Allah e Seu Mensageiro proibiram, nem abraçam a Religião da Verdade. até que paguem a jizya, com submissão voluntária e se sintam subjugados.” – (Corão 9:29)

No hadith Sahih Muslim 1731a,

“O mensageiro de Allah, Maomé, regularmente conclama os muçulmanos a exigir a jizya dos não muçulmanos. Se eles se recusarem a aceitar o Islã, exijam deles a jizya. Se eles concordarem em pagar, aceite-a deles e contenha sua mão. Se eles se recusarem a pagar a jizya, busque a ajuda de Allah e lute contra eles.”

O segundo Califa Justo, Omar al-Khattab, supostamente disse:

“Qualquer infiel conquistado, que se recusar a se converter ao Islã, deve pagar a jizya, com humilhação e submissão. Se eles se recusarem a isso, a espada será usada sem clemência.”

Esse tema da degradação dos não muçulmanos aparece regularmente nos comentários das autoridades do Islã. De acordo com a Enciclopédia da Civilização Islâmica Medieval, juristas muçulmanos passaram a ver certos aspectos repressivos humilhantes do “dhimma”, como rigorosos. Os “dhimmis”, não muçulmanos subjugados, cristãos e judeus, eram obrigados a pagar a jizya publicamente, em plena luz do dia, com as mãos viradas com as palmas para cima e receberem uma palmada na testa ou na nuca do agente da cobrança.

Alguns dos juristas do Islã determinaram uma série de outros rituais humilhantes no momento do pagamento da jizya, inclusive que o agente muçulmano que presidia a reunião desse um tapa, sufocasse e, em alguns casos, puxasse a barba do dhimmi pagante, que podia até ser obrigado se aproximar do agende, de quatro, como um animal.

“Não muçulmanos conquistados, como nós, devem pagar por nossas vidas, que, de outra forma, seriam perdidas para os conquistadores muçulmanos. Em vez de tirar nossas vidas, eles tiram nosso dinheiro. Nossas vidas e posses são protegidas somente pelo pagamento da jizya.”

No passado e cada vez mais no presente, muçulmanos lucraram imensamente ao cobrar a jizya dos povos conquistados. Por exemplo, Amr bin al-As, o companheiro do Profeta Maomé, que conquistou o Egito cristão no início dos anos 640, torturou e matou qualquer coopta cristão que tentasse esconder sua riqueza. Quando um copta lhe perguntou:

“Quanto devemos pagar de jizya?”

O “herói” islâmico respondeu:

“Se você me der tudo que possui, do chão ao teto, não lhe direi quanto deve. Em vez disso, vocês, cristãos cooptas, são nossos baús de tesouro, de modo que se estivermos em necessidade, vocês estarão em necessidade e se as coisas forem fáceis para nós, serão fáceis para vocês.”

Mas nem isso foi suficiente. Mais tarde, o califa Uthman repreendeu Amr bin al-As, porque

 “Outro governador do Egito conseguiu aumentar nosso tesouro 2 vezes mais que você. Você teve que ordenhar os camelos, os cristãos do Egito, para produzir mais leite.”

Anos mais tarde, outro califa, Suleiman Abdul Malik, escreveu ao governador do Egito, aconselhando-o:

“É melhor ordenhar mais o camelo, até que ele não dê mais leite e até que dê sangue”.

Não é de se admirar que o Egito tenha deixado de ser quase totalmente cristão no século 7, para ter hoje menos de 10% e diminuindo constantemente graças à perseguição contínua à minoria cristã.

Relacionada à ideia de Jizya institucionalizada, está a noção de que os não muçulmanos são um jogo justo para saquear sempre que possível. De acordo com o verbete sobre a Jizya na edição original da Enciclopédia do Islã, publicada pela primeira vez em 1913, com ou sem justificativa doutrinária, surgiram às vezes exigências arbitrárias de dinheiro. Até mesmo o viajante medieval Marco Polo, cujas crônicas parecem imparciais, fez uma observação interessante a respeito dos muçulmanos em Tauris, atual Iraque, no século 13.

“De acordo com sua doutrina, o Islã, tudo o que é roubado ou saqueado de outros de uma fé diferente é devidamente tomado e o roubo não é crime. Ao mesmo tempo, aqueles que sofrem morte ou ferimentos nas mãos de cristãos durante um ataque de pilhagem são considerados mártires. Esses princípios são comuns a todos os muçulmanos sarracenos.”

Tudo isso é ecoado nos últimos tempos pelas palavras do Sheikh Abu Ishak al-Huani, proferidas há alguns anos, sobre o que o mundo muçulmano deveria fazer para superar seus problemas econômicos.

“Nós estamos na era da Jihad. A era da Jihad chegou para nós e a jihad pela causa de Allah é um prazer. Ela é um prazer. Os companheiros do Profeta Maomé praticaram a jihad. A pobreza em que estamos não será porque abandonamos a Jihad? Mas se pudermos conduzir 1, 2 ou 3 jihad por ano, muita gente ao redor do mundo se tornará muçulmana.

Quem rejeitar a adesão ou ficar em nosso caminho, será combatido e tomado como prisioneiro e confiscaremos sua riqueza, suas crianças, suas mulheres e todo o dinheiro dele. Todos os guerreiros que voltarem da jihad, terão seus bolsos cheios. Vão voltar com 3 ou 4 escravos, 3 ou 4 mulheres e 3 ou 4 crianças. Múltiplos prisioneiros por 300 dinares e terão boa quantidade de lucro.

Se formos para o Ocidente a negócios, não faremos tanto dinheiro assim. Em tempos de necessidade financeira, podemos vender aqueles escravos. e amenizar essa crise financeira. Eles vão vender tão rápido como os alimentos.”

Foi assim que, por mais de um milênio, governantes e turbas muçulmanas extorquiram dinheiro de infiéis sob seu domínio como uma forma legítima de lucrar. Grande parte dessa tosquia financeira chegou ao fim, graças à intervenção direta da Europa.

A partir de meados do século 19, uma região muçulmana após a outra aboliu a Jizya e concedeu aos não muçulmanos direitos sem precedentes, originalmente para apaziguar as potências ocidentais e depois, como uma emulação da governança ocidental.

O decreto “Hatt-ı Hümâyûnu”, do Império Otomano, de 1856, aboliu a jizya em muitos territórios governados pelos otomanos.

Em outras partes do mundo muçulmano, a Jizya foi gradualmente abolida onde quer que potências ocidentais estivessem presentes.

Hoje, no entanto, à medida que os muçulmanos recuperam sua herança islâmica, muitas vezes com a aprovação e o incentivo do Ocidente, agora sob o feitiço do multiculturalismo, a jizya, seja ela institucionalizada como sob o Estado islâmico ou como justificativa racional para saquear os infiéis está de volta.

Até mesmo no Ocidente, em 2013, um pregador muçulmano do Reino Unido, Anjem Choudary, que recebia mais de 25 mil libras (150 mil reais) por ano, em benefícios sociais referiu-se aos contribuintes britânicos como escravos e explicou:

“Nós recebemos a jizya, que é o nossa por direito, de qualquer forma. A situação normal, a propósito, é tomar dinheiro dos infiéis, não é mesmo? Portanto, essa é a situação normal. Eles nos dão o dinheiro. Vocês trabalham e nos dão o dinheiro. Allah é o Supremo! Nós pegamos o dinheiro.”

No entanto, se os muçulmanos, desde os jihadistas do Estado Islâmico até os professores universitários egípcios, sabem a verdade sobre a Jizya. O Ocidente está hoje alheio, graças às suas principais autoridades, sobre o Islã, acadêmicos ocidentais, outros “especialistas” e cabeças falantes. Considere o seguinte trecho de John Esposito, diretor do Centro Príncipe Alwaleed para o Entendimento do Islã e Cristianismo, da Universidade de Georgetown e uma fonte amplamente reconhecida para tudo o que é islâmico.

“De muitas maneiras, as populações locais, os cristãos, os judeus e outros acharam os governos muçulmanos mais flexíveis e tolerantes do que o de Bizâncio e da Pérsia.

As comunidades religiosas eram livres para praticar sua fé, adorar e serem governadas por seus líderes religiosos e leis em áreas como casamento, divórcio e herança. Em troca, elas eram obrigadas a pagar tributo, um imposto ou jizya que lhes dava direito à proteção muçulmana contra agressões externas e as isentava do serviço militar.

Por isso, eram chamados de protegidos ou “dhimmis”. De fato, isso muitas vezes significava impostos mais baixos e maior autonomia local.”

Apesar do tom quase efusivo relacionado ao domínio muçulmano, a ideia de que a jizya era extraída para comprar a proteção muçulmana contra agressões externas é uma mentira escabrosa. Igualmente falsa é a afirmação de Esposito de que a jizya era paga para isentar os não muçulmanos do serviço militar. Como se os conquistadores muçulmanos quisessem ou permitissem que seus súditos infiéis subjugados, lutassem ao seu lado em nome da jihad sem antes se converterem ao Islã.

Na realidade, e conforme demonstrado acima, por meio das palavras de uma variedade de muçulmanos respeitados, do passado e do presente, a Jizya era e é de fato uma proteção monetária, embora não seja uma proteção contra pessoas de fora, como Esposito e outros afirmam, mas contra os próprios muçulmanos vizinhos.

“Seja o primeiro califado de mais de um milênio atrás ou o mais recente califado, o Estado Islâmico, os senhorios muçulmanos continuam a considerar as vidas de seus súditos infiéis, como inexistentes, a menos que as comprem ou resgatem com dinheiro. Em outras palavras, o infiel subjugado é um animal a ser ordenhado até que dê não mais leite até que dê só sangue. Para citar as palavras memoráveis de um dos primeiros califas.

Não há nada de humano, razoável ou admirável nas exigências de jizya das minorias não muçulmanas conquistadas, como afirmam os acadêmicos.

A jizya é simplesmente dinheiro de extorsão. Seu objetivo sempre foi oferecer aos não muçulmanos com proteção contra os muçulmanos. Pague ou então se converta ao Islã ou então morra.”

Cale-se. Cale-se e pague, está bem?

Resumindo: A Jizya é mais um fato feio do Islã. Acrescente ainda a jihad ofensiva, imperialismo, a misoginia e a escravidão. Um fato que, por mais distorcido que seja, os acadêmicos não podem ocultar, mesmo que o mundo permaneça de braços cruzados assistindo à sua retomada no século 21.

Raymond Ibrahim

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NOTA

O texto acima foi extraído das legendas deste vídeo publicado no Bitchute.

Luigi Benesilvi

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