Parece que o rei Charles da Inglaterra abandonou o Cristianismo – Raymond Ibrahim
(03/07/2026)
Algo muito sutil, mas também muito profundo, acaba de transpirar na Grã-Bretanha.

Por mais de 500 anos, todos os monarcas ingleses se autodenominaram como “Defensores da Fé”. Essa fé era, é claro, o Cristianismo. Por cerca de mil anos, Católico e nos últimos 500 anos, Protestante. Assim, todos os Relatórios de Atribuições do Soberano descreviam o monarca no poder como:
“Chefe da Igreja da Inglaterra e Defensor da Fé”.
Pelo menos até agora. O recentemente divulgado Relatório sobre as Atribuições do Soberano de 2025-26, diz,
“Sua Majestade, o rei Charles, é o Chefe Supremo da Igreja da Inglaterra e protetor do espaço para a fé, dentro de uma nação multirreligiosa.”
Portanto, ele não é mais o defensor da “Fé”, mas sim o defensor das “fés”.
Mais uma vez, à primeira vista, ou quando ouvido pela primeira vez, isso parece uma distinção sem importância, uma questão de acrescentar um “s” a uma palavra no singular, transformando-a no plural. Na realidade, isso tem consequências de longo alcance.
Para começar, quando a fé passa de singular para plural na mente de uma pessoa, a verdade dá lugar ao relativismo, o que aparentemente é o objetivo aqui. Dito de outra forma, sempre que alguém usa a palavra “fés” no plural, está também condicionando a si mesmo e aos seus ouvintes a acreditar que nenhuma religião é verdadeira e portanto, por nenhuma religião vale a pena lutar ou defendê-la. Afinal, se não há uma única Fé, mas muitas, e se todas as “fés” contradizem umas às outras em diferentes graus, então nenhuma fé pode ser verdadeira. Isso é o básico do relativismo:
A total renúncia à verdade e, portanto, à “Fé”, no singular.

Na jurisprudência islâmica, “AL-DIN” (arábico para a Fé ou Religião) é sinônimo de Islã. Até hoje, nenhum muçulmano sério jamais se referiria a outras fés como “DIN” ou “ADYAAN”, no plural. Isso porque existe apenas uma Fé Verdadeira, um único “DIN”: o Islã. O mesmo ocorria com os cristãos de uma época agora passada. Durante sua guerra milenar contra o Islã, os cristãos viam os muçulmanos, não como membros de outra fé, mas como iludidos seguidores de um falso profeta.
Agora, quem pensa de outra forma, como praticamente todo o ocidental hoje, diz coisas do tipo
“Sua verdade é sua verdade e minha verdade é minha verdade”,
já abandonou a própria noção de verdade e se tornou um relativista. Por causa dessa mentalidade recém-criada.
“A verdade está sempre nos olhos de quem vê”.
Assim, se o rei Charles passou de defender A Fé para defender muitas fés, ele essencialmente passou de afirmar que a verdade existe e, portanto, merece ser defendida, para afirmar que nenhuma verdade existe. Dito de outra forma, se agora há outras fés a serem defendidas na Grã-Bretanha, isso significa que não há absolutamente nada de especial, nada de objetivamente verdadeiro na fé cristã. É apenas aquilo em que algumas pessoas acreditam. E as pessoas podem acreditar no que quiserem. Essa é a grande diferença que uma letra, um pequeno “s”, faz.
Mas a situação fica muito pior, muito mais nefasta. A outra fé, aquela para a qual essas mudanças foram feitas a fim de acomodá-la, não apenas acredita em coisas diferentes, da mesma forma que, digamos, os hindus acreditariam, mas contradiz diretamente e condena as verdades do Cristianismo, a Fé pela qual os britânicos costumavam lutar e morrer por ela e chega até a exigir a subjugação de seus adeptos: os Cristãos. Refiro-me, é claro, ao Islã.

Muçulmanos condenam, porque o Corão condena toda a mensagem do Evangelho, principalmente que Jesus foi crucificado, morreu e ressuscitou. Muçulmanos condenam especialmente a noção que Jesus é o Filho de Deus. De fato, o Corão chega ao ponto de proclamar com veemência que infiéis são aqueles que dizem que Deus é o Cristo, filho de Maria.
Para compreender o significado disso, saiba que, na terminologia islâmica, ser classificado como “infiel” ou “Kafir”, em arábico, é ser classificado como um inimigo existencial, que deve sempre ser odiado, combatido, escravizado ou morto. É por isso que os muçulmanos têm, desde o início do Islã no século 7, atacado, matado, escravizado e estuprado inúmeros cristãos. E é por isso que os muçulmanos hoje, na Grã-Bretanha, estão atacando, matando, estuprando e escravizando inúmeros cristãos. Os britânicos talvez sejam ateus, mas os muçulmanos ainda os veem como cristãos.
De qualquer forma, agora Charles vai formalmente defender, ou seja, vai proteger e resguardar o Islã de qualquer crítica, da mesma forma que o restante do governo britânico já faz. As verdades que acabei de compartilhar com vocês sobre o Islã agora devem ser combatidas, não apenas literalmente por todo o governo, mas até mesmo simbolicamente pelo simbólico Chefe de Estado.
Desde jovem, Charles sempre manifestou admiração pela cultura islâmica e existem muitas fotos dele visitando mesquitas, vestido com roupas tradicionais árabes.

Em resumo, eis o que resultará da mudança do título do rei da Inglaterra de “Defensor da Fé” para “Defensor das fés”. Por um lado, o cristianismo continuará a receber zero defesa. Continuará a ser publicamente ridicularizado, atacado e cancelado. Todos os meios de comunicação e instituições educacionais continuarão a demonizar aqueles cristãos pré-modernos que outrora defenderam a Fé.
A não ser que os britânicos de hoje tentem imitar seus ancestrais, em vez de permanecerem como estão: Capachos para os pés dos muçulmanos.
Por outro lado, o Islã receberá um renovado impulso em sua defesa. Qualquer crítica contra ele, qualquer crítica contra os migrantes será rapidamente rebatida, não apenas pelos burocratas, mas pelo próprio defensor tradicional do cristianismo, o rei da Inglaterra.
O resultado final desse plano de longo prazo já deve estar claro a esta altura. Aqui tem uma dica: Daqui a alguns anos, o monarca da Inglaterra terá outro nome:
Emir, Sultão, Califa.
Mas ele também voltará a ser chamado de “Defensor da Fé”, novamente no singular. Só que essa fé não será o Cristianismo.
Raymond Ibrahim
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NOTA
O texto acima foi extraído das legendas deste vídeo publicado no Youtube.
Luigi Benesilvi
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