História da escravização de cristãos brancos europeus – Raymond Ibrahim

(08/07/2026)

A explicação, que considero muito mais importante, não é o argumento doutrinário, embora ele exista. O argumento doutrinário está lá.

Mas o problema é que muitas pessoas argumentarão, com razão, dizendo:

“Bem, veja a Bíblia. O Antigo Testamento está cheio de violência”.

Só que os cristãos e judeus não estão fazendo mais aquele tipo de violência. Então, minha opinião sempre foi:

“Tudo bem. Vamos deixar as escrituras de lado e ver o que aconteceu, historicamente”.

E vejam só: se estudar a verdadeira história do Islã e do Ocidente, verá que é uma ilimitada história de jihad e conquista. A maioria das pessoas não sabe que, no século 7, quando o Islã basicamente irrompeu da Arábia (exatamente desde o ano da morte de Maomé, em 632 até 732, que marca a Batalha de Tours, no coração da França), os muçulmanos conquistaram literalmente quase três quartos do que antes era o mundo cristão.

Quando se fala da cristandade antes do Islã, a maior parte dela se situava no que hoje chamamos de Oriente Médio e Norte da África. O atual Mundo Muçulmano. Assim, a Síria, Líbano, Iraque, Jordânia, Israel, aquela terra toda, Territórios da Autoridade Palestina, toda a Turquia, a Ásia Menor, todo o Egito, Líbia, Tunísia, Argélia, Marrocos, Espanha. Todas essas regiões eram cristãs e foram conquistadas. Partes da Espanha, é claro, permaneceram cristãs, mas eles chegaram ao centro da França. E, mais tarde, houve várias ondas de jihad que iriam eclodir.

E uma das mais ferozes ondas da jihad, foi a dos otomanos, os turcos. Eles, novamente, invadiram e conquistaram os Bálcãs e Constantinopla. E em 1683, um milênio após a época de Maomé, eles estavam cercando Viena e prestes a conquistá-la.

Depois vieram as incursões de escravizações em massa, que praticamente não deixaram intocada qualquer parte da Europa, incluindo a Islândia. Os piratas berberes muçulmanos do Norte da África chegavam até o norte, até a Islândia. Eles até tinham uma base em uma ilha próxima à Grã-Bretanha chamada Lundy, de onde aterrorizavam, saqueavam e capturavam escravos. Isso durou cerca de um século.

No século 16, havia mais de 1,2 milhão de escravos europeus brancos cristãos sendo vendidos no Norte da África. Isso só vindo da Barbária, dos otomanos e, depois, dos tártaros, dos canatos da Crimeia e da “Horda de Ouro”, que eram muçulmanos. Eles escravizaram muitos e muitos milhões de pessoas, também.

E, para coroar tudo isso, a primeira guerra dos Estados Unidos, como nação, foi contra muçulmanos, seguindo novamente essa mesma lógica. E isso é muito revelador, porque diz tudo o que preciso dizer. Então, o que me refiro, é claro, é à primeira Guerra da Barbária, que eclodiu por volta de 1800. Nos anos anteriores, esses mesmos piratas muçulmanos já estavam saqueando navios americanos e europeus, sequestrando e escravizando soldados.

Chegou a um ponto em que os EUA gastavam 16% de seu orçamento federal para apaziguá-los. Então, os EUA pararam de pagar isso aos piratas muçulmanos. E então, finalmente, Thomas Jefferson e John Adams se reuniram com um dos embaixadores da Barbária. E isso é notável, porque temos preservada a carta que ele enviou ao Congresso e o que ele diz. E ele basicamente diz

“Dedicamos algum tempo para explicar a eles, que nada temos contra quaisquer uns, seja qual for sua religião e por que não trabalhamos juntos, por que não fazemos negócios?”

E então ele relata o que o embaixador disse a Jefferson e a Adams, que basicamente foi:

“É nossa religião, é o nosso profeta, é o nosso Corão. Todos eles chamam vocês de infiéis; é nosso direito matar vocês, atacar vocês, saquear vocês e qualquer um de nós que morrer por isso irá diretamente para o paraíso.”

Então isso vem direto do Estado Islâmico.

O que acabei de apresentar é um breve resumo, que vai desde a época de Maomé até a intervenção dos EUA em 1800. Estamos falando de 1.200 anos, agora. E foi isso que eu disse:

“Vamos deixar de lado a doutrina, os livros, o Corão e ver o que realmente aconteceu, historicamente.”

E o que aconteceu, foi somente uma longa ininterrupta jihad e conquistas, com diferentes interações e vicissitudes, é claro.

Três quartos do mundo cristão, a região mais antiga, mais rica, mais sofisticada e teologicamente mais avançada, que pouca gente hoje associa ao cristianismo, como o Egito, a Síria, a Ásia Menor, a Turquia, foram todos engolidos pelo Islã.

Então, quando você pergunta sobre:

 “Essa é uma luta intrínseca?”

Eu diria que sim, do lado islâmico.

Já vimos a doutrina, mas a história tem sido assim. A única razão pela qual ela chegou a parar durante algum tempo, foi porque foi fisicamente interrompida pelo Ocidente.

Raymond Ibrahim

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NOTA

O texto acima foi extraído das legendas deste vídeo publicando no Youtube.

Luigi Benesilvi

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