Porque não é viável fazer qualquer tipo de acordo com a República Islâmica do Irã – Robert Spencer
(11/08/2026)
Pediram-me para falar sobre o Irã e se a paz é possível com a República Islâmica do Irã.

A resposta curta é:
NÃO!
A República Islâmica do Irã nunca fará a paz com os Estados Unidos. Isso não quer dizer que o Irã nunca fará a paz com os Estados Unidos. Mas a República Islâmica do Irã nunca fará a paz com os Estados Unidos, enquanto continuar existindo. E, caso ela peça paz, esse será o momento de avançar e lutar ainda com mais força contra ela.
E há uma razão muito importante para isso. A República Islâmica do Irã é uma República Islâmica. Baseia-se totalmente no Islã. Todas as explicações que já ofereceu sobre porque odeia os Estados Unidos e porque odeia Israel se baseiam no Islã. E ainda assim, em todas as comunicações de Washington sobre o Irã, desde 1979, no início da República Islâmica, nunca houve uma única menção ao Islã.
O Departamento de Estado dos EUA, sob governos republicanos e democratas, de forma consistente e contínua, tem ignorado a chave principal para compreender o que é a República Islâmica do Irã e o que ela pretende fazer. E essa é uma omissão grave e séria, que já nos custou muito e continuará a nos custar.
Então, vou dizer a vocês: Em primeiro lugar, se a República Islâmica do Irã disser “queremos negociar”, “vamos conversar”. Esse é o momento que vocês pensam:
“Ah, vamos intensificar os bombardeios”.
Por quê?
Porque somos grandes e maus imperialistas colonialistas?
Não.

Porque a lei islâmica ensina que há apenas duas condições sob as quais uma força infiel e uma força muçulmana podem fazer uma trégua.
A primeira condição é quando os infiéis estão prestes a se converter ao Islã.
A segunda condição é a mais importante e é quando a força islâmica está perdendo e precisa de tempo para reunir forças e lutar de forma mais eficaz; é nesse momento que eles dizem:
“Ei, sim, vamos fazer uma trégua”.
Então, quando a República Islâmica do Irã diz: “Queremos uma trégua”, isso significa:
“Estamos perdendo a guerra e sabemos disso e por isso queremos tempo.”
Então, essa é a última coisa que devíamos dizer:
“Ah, eles querem a paz. Vamos assinar um papel, como depois da Segunda Guerra Mundial e seremos amigos.”
Isso nunca vai acontecer.
Tudo o que eles vão fazer é usar o tempo que ganham com o acordo para reforçar suas forças e lutar contra nós novamente mais tarde. Então, a última coisa que devemos fazer é fazer as pazes quando eles dizem: “Vamos fazer as pazes”.
Esse é o primeiro erro que cometemos repetidamente. Outro erro é acreditar que podemos, de fato, fazer um acordo com essas pessoas.
Ora, por quê?
Porque a República Islâmica do Irã é um governo xiita. O Islã xiita é a força orientadora, o princípio, o alicerce, a estrutura na qual tudo o que a República Islâmica do Irã faz se baseia. O Islã xiita.

Os xiitas representam cerca de 15% dos muçulmanos em todo o mundo e o governo é um governo xiita.
Agora, por que isso importa?
Porque os xiitas inventaram o conceito conhecido como “Taqiyya”. Tornou-se amplamente conhecido depois de 11 de setembro de 2001, e significa “dissimulação”. Na verdade, é uma espécie de chapéu. Se você quiser esconder sua calvície, usa uma “taqiyya”. Mas também significa dissimulação da verdade.
Como xiitas são minoria entre muçulmanos e sunitas sempre os estavam matando. O Islã prevê a pena de morte para heresia e apostasia. Então, temos uma seita, os sunitas, e outra, os xiitas; ambas consideram a outra parte como herege e apóstata e por isso se matam mutuamente. Mas há muito mais sunitas do que xiitas, então, xiitas acabam sendo mortos com mais frequência. Então, eles desenvolveram essa ideia, que na verdade se baseia no Corão, o livro sagrado do Islã, que ensina ser permitido fingir estar do lado dos inimigos para obter vantagem sobre eles. E assim, um xiita, temendo pela própria vida diante dos sunitas, diria:
“Ei, vocês entenderam errado. Eu sou sunita”
e salvaria a própria vida. E assim, a República Islâmica do Irã pode dizer:
“Não queremos uma arma nuclear. Só queremos energia nuclear para fins pacíficos. Não queremos fazer isso ou aquilo. Somos seus amigos”
e eles fingirão estar do lado de seus inimigos. Esse é um conceito profundamente enraizado no Islã em geral, porque está no Corão.
No capítulo 3, verso 28, diz:
“Não tomem os descrentes como seus amigos e protetores em detrimento dos crentes. Quem fizer isso não tem nada a ver com Allah, a menos que esteja fazendo isso para se proteger contra eles.”
E alguns dos principais comentaristas, eruditos islâmicos que explicam o Corão para os muçulmanos, dizem que isso significa:
“Sorrimos na cara de algumas pessoas, mas, pelas costas, as amaldiçoamos.”
Você deve fazer um acordo com pessoas que sorriem na sua cara e o amaldiçoam pelas costas? Provavelmente não é prudente. Então, há várias razões pelas quais não é sensato fazer um acordo com a República Islâmica do Irã. E há muito mais. A República Islâmica do Irã é o único país do mundo onde, em seu Parlamento, rotineiramente, clamam pela destruição de outros países. De forma bastante rotineira, eles levantam e gritam:
“Morte à América. Morte a Israel.”

E nas mesquitas, todas as sextas-feiras, a República Islâmica do Irã ordena que o povo iraniano, quando for às orações do meio-dia de sexta-feira, grite
“Morte à América e Morte a Israel”.
O falecido aiatolá Khamenei. E ele disse várias vezes, que “Morte à América” não é apenas um slogan. “Morte à América” é uma política. “Morte à América é o objetivo de todo o nosso regime.” “Morte à América” é o objetivo de todo o regime deles? E nós vamos lá, fechamos um acordo e achamos que tudo vai ficar bem, e que eles vão se reintegrar à família das nações?
E há razões pelas quais “Morte à América” é o objetivo de todo o regime. A República Islâmica do Irã é uma república islâmica. E isso significa que tudo o que ela faz se baseia no Islã. E eles acreditam que o Islã, é claro, “sendo a única religião verdadeira do único Deus verdadeiro”, oferece a única visão verdadeira para a sociedade perfeita na Terra.
E um dos princípios fundamentais dessa ideia é o conceito do “governo do clero”. A ideia é que Maomé era um líder religioso, pois recebia mensagens de Allah, que foram reunidas no Corão. Mas também era um líder militar e político. E assim, a sociedade islâmica perfeita, segundo o fundador da República Islâmica, o aiatolá Khomeini. Ele formulou essa ideia que, como Maomé foi o governante da primeira comunidade muçulmana, os governantes legítimos da comunidade muçulmana são os clérigos muçulmanos. Então, esse é o governo perfeito que Allah determina para a Terra. E ele está incorporado no governo da República Islâmica do Irã.

E a República Islâmica do Irã impõe a Sharia, a lei islâmica. A lei islâmica não é como a lei americana. “A lei islâmica vem de Allah”. Ela se baseia no Corão, o livro sagrado do Islã. E na “Sunnah”, que é a prática aceita, derivada das palavras e dos atos de Maomé. Então, é uma “lei perfeita que Allah concedeu ao mundo”. E se você deseja ter uma sociedade perfeita, deve implementar a Sharia. Assim, você terá “o governante perfeito” que Deus determina e a “sociedade perfeita”. Não há o que questionar nesse arranjo. Porque, é como os Dez Mandamentos. A Sharia abrange todos os aspectos da vida, incluindo a esfera política. E tudo isso é a “Lei de Deus”, que é imutável, perfeita e inalterável.
Agora, qual é o principal concorrente dessa visão?
Os Estados Unidos da América. Porque os Estados Unidos se baseiam na ideia que Thomas Jefferson enunciou na Declaração de Independência. O governo deriva seus justos poderes do consentimento dos governados. Essa ideia é fundamentalmente oposta à ideia, à ideia governante da República Islâmica do Irã. Porque se o governo deriva seus justos poderes do consentimento dos governados, então podemos mudar o governo. Podemos destituí-los e colocar outras pessoas no poder, podemos mudar as leis. Mas se você acredita que suas leis foram dadas do alto e são perfeitas, porque vêm do “único e verdadeiro Deus”, então não há votação, não há consentimento dos governados.
O consentimento dos governados não importa nem um pouco. Você simplesmente tem que aceitar o que Allah determina.
E assim temos duas visões fundamentalmente opostas de como uma sociedade humana deve funcionar. Ou ela se baseia no consentimento dos governados ou se baseia na “vontade de Allah”, mas não pode ser ambas as coisas. Então, quando os governantes da República Islâmica olham para o mundo, eles queriam e ainda querem exportar sua revolução.
O aiatolá Khomeini e o aiatolá Khamenei, ambos falavam sobre isso com frequência. Que a Revolução Islâmica de 1979, no Irã foi apenas o precursor. E que sua visão, sua missão, era exportar a revolução islâmica para todo o mundo. E com o que eles se depararam ao fazer isso? Com a ideia que o governo deriva seus poderes legítimos do consentimento dos governados. E, assim, os Estados Unidos eram o obstáculo fundamental à grande visão da República Islâmica do Irã para o mundo.
E é por isso que elesnão estão apenas gritando “Morte à América” porque somos os “manda-chuvas” do mundo e eles querem nos derrubar. É muito mais do que isso. A revolução islâmica, se realmente vem de Allah e Allah é real e a Sharia é realmente a lei dele, bem, então o mundo inteiro tem que aceitá-la sem qualquer exceção. E essa é a razão pela qual a República Islâmica do Irã se envolveu em tanto aventurismo global, porque tinha uma “missão de Deus” e nós éramos o principal obstáculo à realização dessa missão.
E depois há a “Morte a Israel”.
Qual é a questão com Israel?
É o conflito mais estranho porque, como você sabe, hoje em dia, é claro, o apoio a Israel tornou-se muito controverso nos Estados Unidos. E há muitas pessoas, até mesmo na direita, até mesmo entre patriotas, que dizem que os Estados Unidos não devem ter uma aliança com Israel. E ninguém parece parar para perguntar:
“Espere um minuto, por que a República Islâmica do Irã odeia Israel? O que Israel fez à República Islâmica do Irã?”

E a resposta para isso é: “Absolutamente nada”. Eles não compartilham uma fronteira. Não têm reivindicações territoriais conflitantes, não competem na esfera econômica, como se Israel e a República Islâmica do Irã produzissem a mesma coisa e ambos estivessem tentando vendê-la. Nada disso está acontecendo. Então, o que nesta terra explica esse tremendo antagonismo?
Eu disse que a República Islâmica do Irã explica tudo o que faz por meio de referência ao Islã. E no Departamento de Estado e em toda a Washington oficial, em administrações republicanas e democratas, a única coisa que eles ignoram ao lidar com o Irã é o Islã. Mas se você realmente quer entender do que se trata o Irã, tudo se resume ao Islã.
Por que eles odeiam Israel?
Tem tudo a ver com o Islã, porque o Corão, capítulo 2, verso 191, e ele diz:
“Expulsem-nos de onde eles vos expulsaram. Expulsem-nos de onde eles vos expulsaram”.
Então, o que é Israel? É um Estado formado por um povo, que era o povo nativo daquela terra e que foi exilado daquela terra. Com algumas exceções. Houve quem permaneceu lá o tempo todo e quem retornou à terra em 1948. Quem governou a terra nesse intervalo? Bem, foram os romanos e, depois, o Império Romano do Oriente, os bizantinos. E depois quem? Os árabes muçulmanos e em seguida, os turcos muçulmanos. E então, foi uma terra muçulmana.
“O Islã deve dominar e não ser dominado”, disse Maomé.
E ele está sempre se expandindo. Então, o que aconteceu em Israel? Uma terra que foi muçulmana, governada pela Sharia, foi reconquistada por não muçulmanos. E não apenas por quaisquer não muçulmanos, mas pelos judeus. E, os Judeus, no Corão, capítulo 5, verso 82, diz:
“Vocês descobrirão que os mais veementes na hostilidade contra os crentes são os judeus.”
Em outras palavras, quem odeia mais os muçulmanos? São os judeus. Então, eles são os piores inimigos dos muçulmanos e reconquistaram essa terra. E o Corão diz: “Expulsem-nos de onde eles vos expulsaram”. Isso é um mandamento no Islã. Então, eles têm uma ordem divina de expulsar, de qualquer terra que tenham perdido, as pessoas que a tomaram e de reconquistá-la para o Islã.
E é por isso que, se você ler os comunicados da Al-Qaeda, do ISIS e de todos os outros grupos jihadistas ao redor do mundo, verá que eles falam sobre Israel e como Israel precisa ser destruído. Mas eles também falam sobre a Espanha, porque a Espanha é outra terra que foi governada pelo Islã e hoje não o é mais. Então, está bem ali, em segundo lugar na lista de tarefas.

Israel precisa ser destruído, porque o Corão ordena que quaisquer infiéis que tenham retomado terras islâmicas devem ser expulsos. Então, o que acontece se eles não forem expulsos? Bem, isso é uma frustração tremenda ao Islã e a Allah, que diz: “Expulsem-nos de onde eles vos expulsaram”. E os muçulmanos não conseguiram fazer isso. É uma tremenda humilhação. E a humilhação é a pior coisa que se pode infligir. Porque o Islã deve dominar e não ser dominado. E como o Corão diz no capítulo 9, verso 29:
“Combatei até mesmo o Povo do Livro” — ou seja, judeus e cristãos — “até que paguem a jizya com submissão voluntária e se sintam subjugados ou humilhados”.
Ou seja, os não muçulmanos devem ser humilhados e os muçulmanos exaltados. Pois o Corão, em muitos trechos, promete que os crentes vão prosperar e serão abençoados tanto neste mundo quanto no próximo. E os descrentes vão sofrer tanto neste mundo quanto no próximo. Então, os descrentes precisam ser humilhados.

É mais um mandamento divino. E se o Estado de Israel, mesmo que tivesse o tamanho de um selo postal, mesmo que abrisse mão de todas as terras que controla, exceto por um pedacinho minúsculo, ainda haveria muçulmanos que pensariam:
“Bem, temos que expulsá-los de tudo isso”.
E a existência de Israel é uma humilhação. É uma frustração para o Islã. Isso mostra que o Islã não é vitorioso e que Allah prometeu a vitória neste mundo também no próximo. Então, a América precisa ser destruída e Israel precisa ser destruído. Essas são visões maximalistas. Não há espaço para concessões, porque são baseados em mandamentos divinos. A América precisa ser destruída, para que a revolução islâmica possa se espalhar pelo mundo. E Israel precisa ser destruído, de acordo com o mandamento divino de recuperar todas as terras que foram perdidas. Qualquer território que já tenha sido governado pelo Islã pertence, por direito, aos muçulmanos para sempre.
Portanto, a República Islâmica do Irã nunca será amistosa com o Ocidente. E não há acordo algum que possa ser formulado que torne possível para República Islâmica do Irã a coexistir pacificamente com o mundo. Isso nunca vai acontecer. E enquanto esse regime existir, ele continuará travando guerras para tentar concretizar seus grandes objetivos: de “Morte à América” e “Morte a Israel”. A República Islâmica do Irã tem que ser portanto, a responsável por sua própria ruína.
Mas esse é o grande problema que enfrentamos hoje, porque, historicamente, se analisarmos todos os conflitos da história mundial, nunca houve uma parte agressora que tenha sido conquistada só por ataques aéreos, só por bombardeios. Foi necessário entrar com forças terrestres. Agora, estou defendendo que os Estados Unidos enviem forças terrestres ao Irã? Absolutamente não. Mas quero falar sobre toda essa ideia que a mudança de regime é uma coisa terrível do qual devemos nos afastar, algo em que muitos comentaristas populares convenceram muitas pessoas no último ano ou mais, dizendo:
“Ah, não, mudança de regime é terrível”
e baseiam isso no Iraque e no Afeganistão e nos enormes fracassos que os Estados Unidos sofreram em ambos os países. George W. Bush disse:
“Vamos transformá-los em uma luz para o mundo muçulmano. Vamos transformá-los em democracias ao estilo ocidental que difundirão a ideia que os governos derivam seus poderes legítimos do consentimento dos governados, por todo o mundo islâmico e haverá paz.”
E eles drasticamente subestimaram a lealdade que as pessoas tinham pela Sharia, pela lei islâmica, considerando-a ser “a lei do Deus perfeito, o único Deus.” Assim, no Iraque, Saddam Hussein foi derrubado e ele era um governante secular. Era um tirano terrível. Ele não governava de acordo com a lei islâmica. Havia muitas pessoas no Iraque que pensavam:
“Isso não é legítimo. Precisamos ter a lei islâmica”.
E, por isso, ficaram felizes com a saída dele. E quando realizaram a votação no Iraque, pela primeira vez, os xiitas venceram porque são maioria no Iraque. E os sunitas, não querendo aceitar nem o governo xiita nem o governo secular, se revoltaram na região norte do país. E começaram a formar grupos jihadistas como o ISIS para estabelecer a lei islâmica, pois acreditam que essa é a vontade de Allah para os governos; e assim tivemos o ISIS e seu califado no Iraque e na Síria, além de todos os outros grupos jihadistas. Um deles agora tomou o controle da Síria. Tudo isso vem da derrubada de Saddam Hussein. Portanto, isso foi um desastre.
E depois tivemos o Afeganistão, onde derrubamos o Talibã e o Talibã esperou 20 anos e depois voltou ao poder. Porque o povo ama o Talibã. E o ama porque são muçulmanos. O Talibã é muçulmano. Eles querem a lei islâmica e o Talibã lhes dá a lei islâmica. Estamos nos enganando, se achamos que esse é um regime impopular. Se fosse um regime impopular, teria surgido uma oposição enquanto estávamos lá e teria impedido o retorno do Talibã ao poder. Isso nunca aconteceu.
No Irã é uma situação completamente diferente. No Iraque e Afeganistão, ambos os países queriam a sharia. No Irã, havia uma sociedade de estilo ocidental. Não era uma república livre, mas era um governo muito secular e orientado para o Ocidente sob o xá. E, claro, o xá foi derrubado. Mas agora eles já passaram por 47 anos de regime islâmico. E foi realizada uma pesquisa muito abrangente e cuidadosamente elaborada, realizada há alguns anos, em 2020, com os iranianos. E apenas 40% ainda se identificam como muçulmanos. Porque estão tão revoltados após 47 anos de regime islâmico que nem mesmo dizem que são muçulmanos.

Muitos deles se tornaram cristãos. Muitos voltaram à religião ancestral do Irã, o zoroastrismo. Muitos são ateus. O príncipe herdeiro, filho do xá, está pronto para assumir e liderar um governo interino. O povo está revoltado com a sharia. Não quer a sharia. Quer um governo com orientação muito mais ocidental. Mas é um problema extraordinariamente difícil. E lamento dizer que não posso oferecer qualquer solução fácil, porque não há qualquer uma. Mas neste momento, é extremamente difícil. O povo iraniano é, de certa forma, o exemplo clássico por não terem posse de armas, pois o regime que eles odeiam detém todas as armas e eles não têm nenhuma. E, portanto, estão essencialmente indefesos. Sabe, as pessoas dizem:
“Bem, por que eles não se levantam e derrubam o regime”?
É que o regime detém todas as armas. Neste momento, esse é o grande dilema que enfrentamos. Mas todos nós devemos ter esperança e trabalhar para pressionar o governo dos Estados Unidos a fazer tudo o que puder para derrubar a República Islâmica.
Vou encerrar com uma observação curiosa. Quando eu cursava a faculdade, tinha todos aqueles professores comunistas e eles estavam sempre falando sobre a CIA derrubar este ou aquele governo e eu penso: onde está essa CIA agora?
Mas, enfim, espero que haja uma elaboração estratégica cuidadosa para alcançar exatamente esse objetivo no Irã. E até que a República Islâmica chegue ao seu merecido fim, não haverá paz. Então, devemos estar preparados para isso e ter uma visão firme e sóbria da situação.
Robert Spencer
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NOTA
O texto acima foi extraído das legendas deste vídeopublicado no Youtube.
Luigi Benesilvi
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