A Verdadeira Face da Suécia do Século 21 – Katie Hopkins
(19/02/2018)

Em março de 2017 visitei a Suécia. E realmente lá é uma história com dois lados. Um está cheio de imagens lindas para os turistas em Estocolmo. Vi montes delas.

Suécia 1

Mas é um lugar bem diferente o encontrado nos subúrbios, como em Rinkeby, onde passei algum tempo. Lá uma senhora apressada e retraída até me fez descer do ônibus, para dizer-me: “olhe, você está no lugar errado”.

Cerca de 200 mil imigrantes chegaram na Suécia nos últimos anos. São muito liberais aqui com as fronteiras deles.

Existem 55 “zonas proibidas”, onde os serviços de emergência precisam de escolta policial para transitarem lá. Equipes de ambulâncias pedem para usar aparelhos especiais para trabalhar dentro das ambulâncias. Residentes agora têm medo de sair à rua desacompanhados.

Ahmed Joseph é um imigrante do Oriente Médio, que está na Suécia há muitos anos e viu as mudanças acontecerem.

“Eles não querem integrar-se com os europeus, como nós fizemos. Quando nós viemos, éramos grupos menores e quando estava na escola, em minha sala éramos só 4 ou 5 estrangeiros imigrantes, o restante era de suecos, então não podíamos criar problemas porque todos veriam que nós somos maus. Então nós fazíamos o que os outros [suecos] faziam. Mas agora eles juntam os estrangeiros em um único lugar. Agora você vai a uma escola e vê 5 ou 6 suecos e o restante são imigrantes”.

Suécia 2

Num país visto como o pináculo da igualdade para mulheres, eu sempre pensei na Suécia como esse tipo de lugar super-igualitário. Tinham dois anos de ausência remunerada para maternidade.

Agora existem lugares em bairros de imigrantes, onde as mulheres têm medo de sair à noite. Falei com uma delas. Ela tem 27 anos de idade. Vamos chamá-la de Lucy, aqui. Ela mostrou quão perigoso. Falou como é árduo para ela só para ir do trabalho para casa:

“Fico muito nervosa. Tem grupos de homens estranhos andando por aqui. Tenho que passar por uma ponte e embaixo dessa ponte tem grupos de homens parados bebendo o dia todo. Tenho que passar por cima deles e eles só precisam correr para cima. Trabalhava num hotel localizado aqui perto, chamado DAHAB HOTEL. Quando trabalhava lá, terminava meu turno às 10h30 da noite. No caminho tive que correr porque estava sendo seguida por dois grupos de homens. Uns 7 ou 8 homens”

Cerca de 90% da população de Rinkeby é formada por imigrantes. O sistema sueco não permite trabalhar só com o pedido de asilo, então eles não trabalham. Dizem que se vier a Rinkeby procurar trabalho não terá qualquer chance porque esse lugar é conhecido como um lugar cheio de crimes e tráfico de drogas.

Suécia 3

É um problema sobre o qual ninguém está falando a respeito aqui, exceto o Chefe de Polícia Peter Springare, que decidiu finalmente falar. Adiante segue um resumo do que ele falou:

“Só uma pequena parte deles é de criminosos. Eles não representam a totalidade deles. Alguns se encaminham para a criminalidade. Mas a polícia sueca costuma investigá-los. Mas a polícia não consegue acompanhar a todos. Investigamos principalmente os que jogam granadas de mão nas ruas, atiram com armas automáticas nos estacionamentos e nas fábricas de eletrônicos, em plena luz do dia. São tipos de crimes com os quais não estamos habituados a lidar”.

Corri para o local onde uma granada de mão foi deixada numa lixeira na frente de um posto policial e no outro lado da rua existe uma mesquita. Eu apenas mencionei sobre a mesquita e um posto policial, então um repórter local, do segundo maior jornal da Suécia, disse: “por que você quer politizar esse tipo de coisa”? Ele ainda falou: “Por que não pode ser apenas uma granada de mão largada numa lixeira”?

Olhei para ele e pensei qual de nós aqui é maluco. É a Suécia do século 21 e você quer que eu diga que “é só uma granada de mão numa lixeira”?

Com posição oposta à dele, uma desconhecida veio falar comigo num Café, uma mulher. Pediu-me para eu continuar falando em nome daquelas mulheres:

“Isso é extremamente político, nós temos líderes políticos que conhecem bem o problema, mas existe uma correção política. Existe também, penso que uma perspectiva mais profunda nisso tudo na Suécia. É que nós *vivemos numa sociedade perfeita*, nós temos um sonho de *utopia*. Penso que isso é bem sueco, que não queremos que a realidade seja tão nojenta como ela realmente é”.

Suécia 4

Ela acredita que o silêncio é político. Que os políticos querem que a Suécia continue sendo vista como uma sociedade perfeita. Então fui falar com Mateus Carlsson, líder do Partido Democrático Sueco, atualmente liderando as pesquisas eleitorais. Ele acha que a forma como a imigração é gerenciada precisa ser revista.

“Precisamos controlar mais a imigração. Temos que fortalecer a polícia. Termos mais policiais rigorosos. Temos que ter leis mais duras. Como você mencionou, se alguém que não é cidadão cometer crimes graves, deve ser expulso. Isso não é a prática atual. A polícia tem que ter mais recursos também e não só ter mais policiais. Tem que ter melhores equipamentos. Precisa ter poder de aplicar a lei em maior grau do que tem atualmente. Hoje estão muito restritos. Temos que começar a ter novamente o espirito de cidadania e de uma identidade nacional novamente para fortalecer a comunidade e fortalecer os fundamentos dos valores ocidentais”.

Todas essas diferentes pessoas parecem compartilhar uma só mensagem: que a Suécia não vai começar a resolver os problemas até que comece a falar a respeito deles.

Suécia 5

Sabe, então eu pedi aos políticos que esqueçam as “lindas bonecas limpinhas” suecas, que parece que tantos os suecos quanto nós imaginávamos e passar mais tempo com os homens e mulheres vivendo e lugares sujos nos subúrbios, nos lugares onde eu fui.

A lugares por onde passei, fingindo ser corajosa quando me foi dito que as mulheres não valem nada. Junto com agentes de primeiros socorros atacados nas ruas, dominadas por gangues, que não temem os agentes da lei e até riem na cara deles.

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NOTA:
O texto acima foi extraído das legendas deste vídeo do Youtube, legendado por mim. Existe outro vídeo, também legendado por mim, de uma entrevista da jornalista Katie Hopkins para um repórter da Fox News, sobre a situação da Suécia, que pode ser visto neste link do Youtube.

                                                   Luigi B. Silvi

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