Batalhas Defensivas Cruciais dos Cristãos Contra os Muçulmanos
(18/02/2018)

Li vários textos e assisti muitos vídeos do estudioso e crítico do Islã, Dr. Bill Warner e fiquei impressionado com um dos vídeos, no qual ele mostra terem ocorrido mais de 500 confrontos significativos entre Muçulmanos e Cristãos, desde o século sétimo até o século 20.

Cruzados x Muçulmanos

Um resumo dessas batalhas pode ser visto neste vídeo legendado. A maior parte desses confrontos foram ataques dos muçulmanos a territórios sob domínio dos Cristãos.

Os ataques Cristãos aos Muçulmanos foram restritos apenas no período das Cruzadas e na reconquista da península ibérica. Foram sempre ataques de reconquista de territórios perdidos anteriormente para os muçulmanos.

Do século oitavo até o século doze, os muçulmanos dominaram todo o norte da África e quase toda a península ibérica. Conquistaram todo o oriente médio e parte ocidental da Ásia até mesmo em territórios da China e Índia. Eram imbatíveis.

A seguir apresento uma breve descrição, em ordem cronológica, de algumas batalhas cruciais vencidas pelos Cristãos, atacados por exércitos muçulmanos geralmente com forças dezenas ou até centenas de vezes superiores aos dos defensores.

Em cada batalha existe um link para acesso a uma descrição mais completa ou um vídeo elucidativo, legendado por mim. Para assisti-lo basta clicar no link.

A batalha defensiva mais crucial no período inicial da expansão do islamismo ocorreu em Tours (França), no ano de 732, também conhecida como “Batalha de Poitiers”, na qual o General Charles Martell derrotou os muçulmanos e salvou a França e o resto da Europa da ocupação islâmica. Se ele não tivesse vencido talvez hoje o Islã fosse a religião dominante em todo o mundo ocidental, inclusive nas Américas.

Batalha de Tour

Nos séculos doze e treze os Cristãos ensaiaram algumas contraofensivas, lançando ataques para reconquista do oriente médio em várias Cruzadas, mas foram definitivamente derrotados no início do século quatorze e expulsos da Terra Santa. Os muçulmanos conquistaram Istambul em 1453 e acabaram com Império Romano do Oriente, dominando toda a parte leste da Europa, o oriente médio, norte da África e oeste da Ásia.

A Europa reagiu aos ataques muçulmanos e empreendeu diversas campanhas para a retomada dos territórios da França, Espanha e Portugal, em poder dos muçulmanos desde o século oitavo. Esse período que vai do século oitavo até o século 15 é conhecido como o período da reconquista e culminou com a tomada de Granada, na Espanha, em 1492, pelos reis Cristãos Fernando e Isabel.

A grande vitória defensiva seguinte dos Cristãos foi a batalha de Viena, em 1529, mas a vitória foi mais por causa do clima do que por mérito dos pouco mais de 1.700 soldados que defendiam a cidade. De qualquer maneira, um exército de 75 mil soldados muçulmanos foi contido naquela ocasião, evitando a conquista de toda a Europa.

Seguiu-se a grande batalha do cerco de Malta, em 1565, na qual uma grande armada muçulmana não conseguiu estabelecer naquela ilha do Mediterrâneo um porto seguro para seus ataques por mar ao território europeu. Eram 700 cavaleiros Cruzados, que resistiram a três meses de ataques impiedosos de mais de 40 mil soldados muçulmanos.

Tendo sido contidos em Malta, os muçulmanos tentaram atacar a Europa por mar, mas foram derrotados novamente na grande batalha naval de Lepanto, na Grécia, em 1571, uma das poucas batalhas, na qual os Cristãos contavam com forças equivalentes ou superiores às forças dos muçulmanos.

Batalha de Lepanto

Outra grande e a última batalha defensiva convencional travada contra os muçulmanos foi no grande cerco de Viena, em 1683, na qual os muçulmanos do Grão-Vizir Kará Mustafá foram definitivamente derrotados pelos Cristãos e tiveram seu caminho para a conquista da Europa por exércitos convencionais definitivamente interrompido.

Cerca de 40 mil defensores tiveram o mérito glorioso de derrotar um exército de mais de 300 mil soldados muçulmanos. Existe um filme chamado 1683, o Ano do Grande Cerco, de quase duas horas, aqui resumido em 38 minutos, que mostra bem o ambiente daquele evento crucial.

Em 1967, na guerra dos seis dias, Israel derrotou os exércitos combinados da Síria, Jordânia e Egito, apoiados pelos demais países árabes, tendo reconquistado a cidade de Jerusalém, em poder dos muçulmanos desde o ano de 637. A cidade ficou um breve período em poder dos Cruzados Cristãos no século 12, mas logo foi reconquistada para os muçulmanos pelo Sultão Saladino em 1.187.

Guerra dos Seis Dias

Exceto no tocante a Israel, que os muçulmanos ainda tentam derrotar pela força das armas, o restante do ocidente está sendo conquistado pela infiltração consentida de milhões de muçulmanos disfarçados de “refugiados”, entre os quais muitos milhares são “jihadistas”, dispostos a morrerem em ataques terroristas.

A maioria dos verdadeiros refugiados está fugindo de lutas fratricidas entre facções muçulmanas inimigas, que vêm se combatendo desde a morte de Maomé, no século sétimo. São compostas por muçulmanos “sunitas”, apoiados pela Arábia Saudita e “xiitas”, apoiados pelo Irã.

Publico este resumo histórico na esperança de que mais alguém se interesse e passe adiante o alerta de Richard sobre o grande perigo representado pelo insaciável desejo dos muçulmanos de implantar sua fanática ideologia político-religiosa em todo o mundo.

Richard foi um norte-americano que encontrei numa visita que fiz a Istambul. Ele puxou conversa comigo alertando-me do perigo representado pelos muçulmanos para a cultura ocidental, dizendo que eu deveria começar a preocupar-me com isso.

Comecei a prestar um pouco mais de atenção aos discursos dos líderes muçulmanos e aos atentados terroristas que estavam ocorrendo em quase todo o mundo e resolvi estudar um pouco da história dos confrontos com os muçulmanos e a própria história do Islã.

 Luigi Benesilvi

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NOTA:
Além das batalhas defensivas mencionadas no texto acima, em 1212 houve uma batalha crucial na Espanha, que abriu caminho para a reconquista da Península Ibérica em 1492. Trata-se da “Batalha de Navas de Tolosa”, cujo documentário pode ser visto neste vídeo legendado do Youtube.

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Significado de algumas palavras árabes:
 
Jihad (Luta pela causa de Allah)
https://pensa960.wordpress.com/2017/09/03/jihad-luta-pela-causa-de-allah-peter-townsend/
Ahl-al-Kitab (Povo da Bíblia)
http://blogdoluigib.blogspot.com/2016/03/ahl-al-kitab-povo-dabiblia-judeus-e.html
Kufar ou Kafir (não muçulmanos)
http://blogdoluigib.blogspot.com/2016/03/kufar-descrente.html
ou
https://youtu.be/ulSHAlgKd_M
Dhimmi (vassalo)
http://blogdoluigib.blogspot.com/2016/03/dhimmi-pessoa-protegida.html
Dar-al-Harb (Terra da Espada)
http://blogdoluigib.blogspot.com/2016/03/dar-al-harb-terra-da-espada.html
Sharia (Lei Islâmica)
http://blogdoluigib.blogspot.com/2016/03/sharia-lei-islamica.html
Riddah (Apostasia)
http://blogdoluigib.blogspot.com/2016/03/riddah-apostasia.html
Taqiyya (Mentira)
http://blogdoluigib.blogspot.com/2016/03/taqiyya-dissimulacao-ou-mentira.html
Tawriya (Dissimulação)
https://blogdoluigib.blogspot.com.br/2017/03/dissimulacao-e-mentiras-no-isla.html

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Sharia para Não-Muçulmanos:
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Uma Breve História do Islã
http://blogdoluigib.blogspot.com.br/2016/07/uma-breve-historia-do-isla.html
Arábico para Não-Crentes
https://drive.google.com/file/d/0B_uDSKYpTRmWOFpZTFZPaFE2Y0U/view?usp=sharing