Uma breve história do Islã – Luigi Benesilvi
(30/10/2023)
INTRODUÇÃO
Não é possível atualmente pesquisar os locais onde o Islã se originou e teve sua primeira, grande e rápida expansão, por estarem em países com regimes políticos rigidamente islâmicos. Sabe-se apenas o que revelaram refugiados pagãos e de outras religiões, expulsos de suas terras pelos muçulmanos.
Antes do século sétimo havia na região onde atualmente fica a Arábia Saudita várias religiões politeístas, além das religiões monoteístas Judaica e Cristã. Havia também muitas tribos pagãs.

A imagem acima é a impressão do selo de um governante do período de aproximadamente 2.100 antes de Cristo. Note a presença de uma lua crescente logo acima da mão do governador.
Uma das religiões adorava um “Deus-Lua” e venerava uma pedra caída do céu, por acreditarem ser proveniente da lua como sinal de algum deus, daí possivelmente foi originado o culto a essa divindade.
Segundo historiadores, esse “deus-lua” exigia periodicamente sacrifícios humanos. Eram sacrificadas crianças para agradar o “deus-lua” ou aplacá-lo. Para aumentar a doação de crianças para serem sacrificadas, os sacerdotes ofereciam a ida direta ao paraíso às mães que cedessem mais de uma criança para o sacrifício. O símbolo dessa religião era obviamente uma lua.
Fontes islâmicas indicam que Maomé nasceu lá pelo ano de 570, numa família politeísta de Mecca. Ficou órfão de pai e mãe quando tinha uns 5 anos de idade. Foi criado por um tio comerciante, que o levava nas suas frequentes viagens à Síria e Líbano, durante as quais Maomé teve contatos com Judeus e Cristãos e soube da existência da Bíblia. Na região de Mecca praticamente não havia cristãos e judeus. Maomé começou a pregar sua religião quando tinha uns 40 anos de idade.

PALESTRA DE BRIGITTE GABRIEL
O trecho a seguir é a transcrição de uma palestra proferida pela jornalista Brigitte Gabriel, em 2015, descrevendo brevemente a história do Islã. O vídeo legendado daquela palestra pode ser assistido neste link.
Brigitte Gabriel: O que vou fazer agora é resumir 1400 anos da história islâmica em apenas alguns minutos, de forma tão excitante quanto eu possa fazer, porque eu odiava história quando era uma criança pequena. Na atual idade eu aprecio a história.
E agora eu entendo porque dizem:
“Quem não aprende com a história está fadado a repeti-la“.
Para entender como a civilização ocidental é muito diferente do mundo islâmico, precisam entender a história do Islã.
Quando o Profeta Maomé disse que o anjo Gabriel lhe revelou que ele seria o último Profeta, no início dos anos de 600, ele pregava em sua cidade natal de Mecca. Tentava recrutar amigos e seguidores, para expandir sua religião. Tentou durante 12 anos e falhou. Em 12 anos só havia conseguido recrutar seus familiares e amigos mais próximos.

Então decidiu ir para Medina, cidade povoada por muitos Judeus e um grande centro comercial da Arábia, onde os Judeus viviam. Indo lá pregar sua religião a eles e se eles a aceitassem, lhes dariam condições de voltar a Mecca e ser aceito por seu povo.
Então Maomé incluiu em sua religião muitas coisas do Velho Testamento da Bíblia, para tornar sua religião mais aceitável pelos Judeus. Para torná-la mais parecida. Por isso vemos várias semelhanças entre o Judaísmo e o Islamismo.
Por exemplo: Judeus não comem porco; Muçulmanos não comem porco. Judeus rezam várias vezes por dia; Muçulmanos rezam várias vezes por dia. Judeus jejuam no “Yon Kippur”; Muçulmanos jejuam no “Ramadã”.
Por isso é que se encontram boas referências ao “Povo da Bíblia” no início do Corão. Maomé falava coisas agradáveis para os Judeus (Povo da Bíblia). Pegou sua mensagem e foi para Medina para tentar conquistar os Judeus. Falava como seus ensinamentos eram similares aos da Bíblia.
Quando eles o rejeitaram e se recusaram a reconhecê-lo como o “Último Profeta”, ele se voltou contra eles e começou a assassiná-los. Começou uma campanha para expulsá-los. Foi quando o Islã deixou de ser o movimento espiritual dos primeiros 12 anos e se tornou um movimento político apresentado como religião.

Depois do ano da “Hijrah” (emigração), no ano de 622, depois que Maomé veio para Medina e os Judeus não o aceitaram, tornou-se um líder militar e passou a persegui-los e expulsá-los. Judeus e Cristãos tornaram-se “Dhimmis” (cidadãos de segunda-classe). Só lhes era permitido ficar vivos e não ser assassinados se pagassem a “Jizya” (uma taxa de proteção).
Tinham que escolher entre converter-se ao Islã ou se quisessem continuar vivos, ter que pagar a taxa de proteção (Jizya), vivendo como “dhimmi” numa nação islâmica.
Cristãos e Judeus não podiam tocar os sinos das igrejas. Judeus não podiam tocar o “shofar” (trombeta de chifre); Cristãos não podiam tocar sinos. Não podiam rezar em público. Cristãos e Judeus não podiam se reunir e construir novas igrejas ou templos.
O jeito em que pagavam a “Jizya” era numa cerimônia muçulmana. Eram agrupados no centro da cidade, onde ficavam ajoelhados e entregavam os bens ao “Mullah”, que os tomava como pagamento pela “proteção”. Em muitos lugares Judeus e Cristãos recebiam colares como comprovantes do pagamento da proteção.

Judeus são considerados “nejis” pelo Islã. “Neji” é fluído do corpo, neji é lixo. Neji é cão, neji é sujeira. Então, Cristãos e Judeus eram tratados como cidadãos de segunda classe.
O Islã continuou crescendo. Conforme o Islã crescia, mais gente se tornava “dhimmi” ou cidadão de segunda classe. Judeus e Cristãos tinham que usar roupas que os identificavam. Uma estrela amarela era dada aos Judeus, o que muitos pensam ser invenção dos nazistas. Foi invenção dos muçulmanos no século 9, no Iraque, pelo segundo Califa “Al-Mutawakkil Al-Iraq“, que “inventou” a estrela amarela para que os Judeus pudessem ser identificados quando caminhavam pelas ruas.
Porque Judeus eram “nejis”, se um muçulmano vinha pelo mesmo lado da rua o Judeu tinha que ir para o outro lado da rua, para que o muçulmano não fosse maculado pela “sujeira” do Judeu.
Homens Cristãos recebiam um “zunnar” (cinto), que muitos homens estão usando atualmente. Essa também foi uma invenção dos muçulmanos para os Cristãos.
O Islã continuou crescendo e percorreu todo o caminho até Jerusalém. Logo conquistaram Jerusalém. Cristãos não podiam mais tocar os sinos das igrejas em Jerusalém!
O Papa, em Roma, no ano de 1.090, disse aos Cristãos:
Como podem ficar aí parados e deixar seus irmãos sofrendo na Terra Santa? Têm que ir até lá para libertar os Cristãos! Têm que ir lá ajudar os Cristãos!
Essa foi a razão do lançamento das Cruzadas Cristãs.

As Cruzadas não foram lançadas porque alguém acordou de manhã e foi lá para converter um bando de muçulmanos ou para decapitá-los!
As Cruzadas foram lançadas para libertar Jerusalém!
E só conseguiram manter Jerusalém livre por menos de 100 anos, antes que “Salāh ad-Dīn ibn Ayyūb” (Saladino) reconquistasse Jerusalém, que ficou sob domínio muçulmano até 1967, quando o exército de Israel a libertou, onde atualmente Cristãos, Judeus e Muçulmanos podem rezar sob o mesmo céu.
Os Cruzados continuaram a combater o Islã. E por 300 anos eles tentaram e fracassaram. E lá pelos anos de 1.300 os Cruzados desapareceram, porque não conseguiam vencer o Islã.
O Islã continuou se expandindo. Chegou à Europa central. Chegou até a China! Foi até a Índia. Conquistou a Espanha! Mudaram o nome da Espanha para Al-Andaluz (Andaluzia).
Conforme avançavam e conquistavam mais nações, mais gente pagava a “Jizya”, a “taxa de proteção”.
Foi assim que o Império Islâmico cresceu.
Foi por todo o caminho em direção à Europa, até que foram parados nos portões de Viena, em 11 de setembro de 1683. (vídeo legendado): https://youtu.be/2YzVt4kLKLo.
11 de setembro não foi uma data que Bin Laden tirou da cabeça ao acaso!
11 de setembro é um dia simbólico no calendário islâmico.
Nos anos de 600 o Islã dominava uma área da terra maior do que o Império Romano dominava no seu apogeu.

Entre os anos de 1600 a 1800 os europeus experimentaram a “revolução industrial”, pela qual eles podiam produzir utensílios em abundância em suas linhas de produção, tornando-se capazes de acumular riquezas para formar exércitos fortes, capazes de combater os muçulmanos.
Por isso puderam parar os muçulmanos nos portões de Viena em 11 de setembro de 1683.
Os europeus começaram reagir contra o Islã, a expulsar os muçulmanos da Europa. Combateram-nos até o Oriente Médio e no norte da África.
Em 1924 o Califado Islâmico acabou na Turquia, com o Presidente Kemal Ataturk, um não-religioso, que extinguiu o Império Islâmico e concedeu o direito das mulheres votarem. Mulheres passaram a ter direito à educação, direito a trabalhar, direito de escolher seu marido. Desobrigou as mulheres de usarem o “hijab” (véu islâmico). Desobrigou os homens de usarem barba.

Os muçulmanos o odiavam tanto, que o consideravam um agente dos Judeus, porque acreditavam que algum antepassado da mãe dele era Judeu e isso teria influenciado Ataturk.
Quando o Império Islâmico ou Califado Islâmico ou Estado Islâmico foi extinto, em 1924, ele já tinha existido por 1.400 anos!
Foi extinto há menos de 100 anos! Quando o Califado Islâmico foi extinto, em 1924, mais de 270 milhões de pessoas ao redor do mundo haviam sido assassinadas pelo Islã.
270 milhões!
E não havia armas de destruição em massa, nem armas atômicas. Todas essas pessoas foram assassinadas pelo fio da espada! Isso foi até menos de 100 anos!
Quantas pessoas conhecem essa história?
Nós, nos EUA, falhamos na educação de nossas crianças sobre história. Nós, nos EUA, falhamos na educação da população sobre a história.
Pergunte a qualquer jovem da escola de segundo grau. Pegue qualquer jovem de 16 ou 17 anos e pergunte sobre a segunda guerra mundial.
Não sabem responder o que aconteceu durante a 2a guerra mundial.
Para eles trata-se apenas de uma “história antiga” e ainda temos participantes da 2a guerra caminhando entre nós!
Isso mostra quão pouco sabemos sobre a história.
O Califado Islâmico foi extinto em 1924 e as pessoas achavam que o Islã do Califado nunca mais ressurgiria. Que o Califado nunca mais voltaria a existir.
Mas duas coisas aconteceram no oriente médio, no último século, que permitiram que os Islâmicos fizessem o Califado ressurgir.
A primeira foi a descoberta de petróleo na Arábia Saudita, que nós descobrimos e fomos idiotas bastante em deixar que o nacionalizassem.
A segunda coisa foi a tomada de poder pelo Ayattolah Khomeini, no Irã, em 1979.
Isso deu aos muçulmanos o dinheiro e também a inspiração espiritual para se situarem bem no cenário mundial.
Dizem que foram os “Wahhabitas” fundamentalistas, que exportaram sua religião islâmica radical. O termo “wahhabitas” vem do nome do patriarca “Al-Wahhab”.
Eles não são uma diferente seita do Islã. Seguem os ensinamentos autênticos do Profeta Maomé; como Maomé viveu e praticou sua religião.
É por isso que nem você, ou eu, ou qualquer outro “infiel” pode colocar os pés em Mecca. Porque, segundo eles, nós somos todos “impuros”. E como “infiéis” não podemos pôr os pés em Mecca. Nem o Presidente Obama ou qualquer outra pessoa não muçulmana.
Por sinal, membros da “Al Qaeda” costumam usar o sucesso da Arábia Saudita como argumento ao recrutar jovens; como exemplo para mostrar como Allah abençoou a Arábia Saudita, por causa de sua maneira de seguir os autênticos ensinamentos do Islã.

E hoje, nós falamos sobre o Estado Islâmico. O Estado Islâmico não é uma “invenção” nova. O Estado Islâmico recriou o Califado Islâmico, extinto há menos de 100 anos.
Somos muito ignorantes e mal informados do que o Estado Islâmico está fazendo e a razão de seu sucesso.
Vocês precisam entender sobre o Islã e seus princípios de guerra:
Um é a lei da “Taqiyya”, que significa mentir e dissimular; Significa que um muçulmano pode pôr a mão sobre o Corão e jurar dizer a verdade, sabendo estar mentindo, mas também sabendo que o Corão vai perdoá-lo, porque ele está ajudando a causa da expansão do Islã.
A segunda coisa que precisam saber é que o “Tratado de Hudaybiyyah” é o princípio islâmico sobre a guerra e de como enganar os inimigos, quando tiver que assinar tratados de paz com os inimigos. É baseado num exemplo do Profeta Maomé.
O profeta Maomé estava atacando caravanas de Mecca, quando ele já estava vivendo em Medina. Atacava as caravanas para roubar bens e dinheiro para distribuir aos seus seguidores. Era assim que conseguia recrutar mais seguidores, pois era um meio de ganhar dinheiro sem trabalhar. Então, ele atacava as caravanas de Mecca.
Quando percebeu que não podia derrotar os Meccanos, na cidade de “Hudaybiyyah”, naquele lugar, ele assinou um tratado de paz de 10 anos com eles.
Isso lhes parece familiar?
Um tratado de paz de 10 anos, dizendo que não os atacaria, que seria pacífico, que não declararia guerra a eles. Maomé usou o tratado durante dois anos para reforçar seu exército.
Quando percebeu que estava forte o suficiente para atacar seus inimigos, quando eles menos esperavam, porque pensavam que tinham um tratado de paz com Maomé.
Maomé quebrou o tratado e atacou Mecca, apenas dois anos depois e Mecca caiu em menos de 24 horas, porque não esperavam o ataque.
Isso ficou estabelecido como um princípio de guerra no Islã.

Para lhes dar um exemplo de como isso ainda é praticado. É por isso que tudo o que é assinado com o Irã no acordo sobre o controle nuclear nada significa para eles!
Aqui vai outro exemplo do uso desse princípio em tempos modernos: Yasser Arafat, que não era islamista, mas era muçulmano, reuniu-se com os israelenses e assinou o “Acordo de Oslo”, em 1993.
Lembram daqueles apertos de mãos nos jardins da Casa Branca?
O Acordo de Oslo, Yasser Arafat usou o tratado de paz, do Acordo de Oslo com Israel para levar Israel a trazê-lo de volta e dar a ele o território.
Israel teve que financiar os militares dele, treinar e armar sua polícia e Arafat quebrou o acordo de Oslo 8 anos depois (nem esperou pelos 10 anos) e declarou a segunda revolta em 2.000, causando muita confusão.
Ele usou o tratado para enganar e obter vantagens de seus inimigos.
Quando a imprensa jordaniana, ao noticiar o acordo de Arafat com Israel e a imprensa egípcia que entrevistou Arafat, escreviam
“Como você pode assinar um tratado de paz com o demônio”?
“Como você pode assinar um acordo de paz com os Judeus”?
Arafat respondeu: “lembrem de Hudaybiyyah”.
Era tudo o que ele precisava dizer.
Todo o mundo muçulmano sabia exatamente do que Arafat estava falando. Para nós e todo o ocidente e os Judeus em Israel, isso estava acima de nossa compreensão e ninguém entendeu ao que Hudaybiyyah se referia.
Esse é o tipo de dissimulação com que estamos lidando.
Então, quando o Irã assina um tratado de paz com os EUA, de 10 anos, estão nos usando como “idiotas úteis”, gente ingênua e ignorante, que assinam um tratado de paz com o “demônio”, para o Irã poder continuar fazendo as coisas como antes faziam. Obrigada. Brigitte Gabriel
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COMPLEMENTOS
A palestra de Brigitte Gabriel dá uma boa ideia geral sobre a cronologia e os métodos usados pelos muçulmanos para a expansão de seu movimento político-religioso. Devo acrescentar aqui alguns eventos históricos não citados na palestra, que também foram relevantes para a expansão e posterior contenção do Islã.
Embora os muçulmanos afirmem que Maomé escreveu o Corão mediante revelações diretas de Allah a ele, existem fortes evidências de que houve absorção de partes de religiões existentes na região naquela ocasião, principalmente a que adorava o “deus-lua”, da qual o Islã herdou o símbolo da lua crescente e os “sacrifícios” humanos, por meio de ações suicidas de jovens “jihadistas” na busca do paraíso para si e para seus familiares.
Isso explica também o orgulho demonstrado pelos genitores pelo sacrifício de seus filhos pela glória do Islã.
Outra absorção de costumes das religiões existentes é a Pedra Negra (Al-Hajar al-Aswad). Trata-se de uma pedra escura, que acreditam ter ficado assim por causa dos pecados das pessoas. É uma das relíquias mais sagradas do Islã e, segundo a tradição, remontaria ao tempo de Adão e Eva. A pedra teria sido um presente de Allah para Abraão.
A Pedra Negra se encontra numa construção chamada “Caaba”, na mesquita de “Masjid al-Haram”, em Mecca, para onde se voltam os muçulmanos em suas preces diárias e para onde fazem suas peregrinações.

A tradição islâmica diz que a pedra caiu do céu para mostrar a Adão e Eva onde construir um altar. Embora não existam provas, muitos afirmam tratar-se apenas de um simples meteorito. Aquele mesmo cultuado pelos seguidores da religião do “deus-lua”, o que é naturalmente negado pelos muçulmanos.
Na descrição mais detalhada da vida de Maomé, o estudioso William DiPuccio revela o que existe dentro da Caaba e como a pedra negra acabou sendo colocada lá. O artigo traduzido pode ser lido neste link.
O termo “Islã” provém da palavra árabe “Islām” e significa “submissão”. Seus seguidores devem submeter-se à religião de todas as formas, seguindo rigidamente os preceitos interpretados e estabelecidos pelos líderes. Trata-se de um movimento político-religioso que determina o comportamento dos fiéis tanto no sentido religioso quanto no que tange aos detalhes da vida diária.
Os livros sagrados não tratam só do comportamento de seus seguidores, mas também da vida dos “infiéis”, que vivem em regiões de maioria muçulmana
Por isso, além dos livros sagrados, Corão e Sunna (Vida de Maomé), existem os “Hadiths” (narrativas ou tradições), nos quais os eruditos estabelecem as interpretações mais adequadas das escrituras islâmicas. Esses 3 livros sagrados, em formato pdf, podem ser lidos ou baixados gratuitamente nos links deste artigo.
Ao final dos anos 600 os muçulmanos atravessaram o mar Mediterrâneo e invadiram a Europa, por onde atualmente fica a Espanha. A conquista do sul da Europa foi rápida e fulminante, em razão daquela região ter sido muito debilitada por uma praga de peste bubônica, que matou mais de um terço da população.

Em pouco tempo estavam a caminho próximos a Paris, tendo sido detidos no ano de 732 pelo general francês Charles Martel, na batalha de Tours ou Poitiers (vídeo legendado).
Ao final do século 11 os muçulmanos dominavam toda a região do mar Mediterrâneo, norte da África, todo o Oriente Médio, parte sul da Europa, partes da Índia e China (vídeo legendado de Bill Warner sobre a violenta expansão da Islã: https://youtu.be/iHCuA8i6Q_g ).
Os Cristãos contra-atacaram com lançamento de diversas Cruzadas, tendo reconquistado algumas regiões do Oriente Médio, inclusive Jerusalém, mas foram derrotados em meados do século 12.
Em 1453 os muçulmanos conquistaram Constantinopla (Istambul), último baluarte Cristão na região, dominando assim a entrada ao Mar Negro pelo estreito de Bósforo.
Em meados do século 15 os muçulmanos possuíam uma formidável força marítima, atacando à vontade as regiões costeiras do sul da Europa, mas foram derrotados em 1571 na memorável batalha naval de Lepanto, na Grécia, pela frota da Santa Aliança, comandada por Don Giovanni d’Austria, acabando assim com o domínio centenário dos otomanos no mar Mediterrâneo (vídeo legendado sobre a batalha de Lepanto: https://youtu.be/ufaUyB5P8kg ).
Os Cristãos contra-atacaram também na Espanha e Portugal, tendo expulsado os muçulmanos no final do século 15 com a reconquista da cidade de Granada, em 1492, pelos reis Cristãos Fernando e Isabel. O período que começa com a Batalha de Tours até a completa expulsão dos muçulmanos da Península Ibérica foi denominado de “período da reconquista” e pode ser visto neste link, em imagens de tempo acelerado.

Os muçulmanos turcos tentaram invadir a Europa pelo leste, mas foram contidos em Viena (Áustria), em 1529, tendo representado o extremo ocidental do avanço do Império otomano pela Europa Central e, dentre todos os conflitos entre os exércitos da Cristandade e os do Islã, pode ser considerada a batalha que finalmente deteve as forças turcas, antes tidas como imbatíveis (vídeo legendado: https://youtu.be/PB44P5TDAt4 ).
Mas os muçulmanos tentaram novamente conquistar Viena em 1683, quando finalmente foram definitivamente derrotados, em 11 de setembro, depois de Viena estar sitiada pelas tropas do Império Otomano por dois meses. A batalha impediu o avanço do Império Otomano na Europa e marcou a hegemonia política da dinastia dos Habsburgos na Europa central.
A batalha em larga escala foi vencida pelas forças polaco-austro-alemãs, lideradas pelo Rei da Polônia Jan III Sobieski contra o exército do Império Otomano, comandado pelo Grão-vizir Kara Mustafá Paxá (vídeo Legendado: https://youtu.be/2YzVt4kLKLo ).
Embora os Judeus venham sendo perseguidos pelos Cristãos, desde a morte de Jesus Cristo, massacrados pelos muçulmanos desde o surgimento do islã, no século sétimo, discriminados pelos comunistas desde 1917 e eliminados pelos nazistas de 1933 a 1945, foi a criação do Estado de Israel, em 1947, que exacerbou a luta dos muçulmanos para acabar com os Judeus, com a primeira tentativa já naquele ano para impedir a criação do Estado de Israel, mas foram derrotados.
Fizeram nova tentativa em 1967, na Guerra dos Seis Dias e novamente fracassaram. Em 1973 tentaram novamente, na Guerra do Yon Kippur, mas falharam novamente, tendo assinado o acordo de paz de “Camp David”, patrocinado pelo governo americano de Jimmy Carter.
Os dois Acordos de Paz de “Camp David”, negociados na casa de campo do presidente dos Estados Unidos, em Maryland (chamada “Camp David”) e assinados na Casa Branca pelo Presidente do Egito Anwar al Sadat e pelo Primeiro-Ministro de Israel Menachem Begin, em 17 de setembro de 1978, pelo qual os dois países se comprometiam a negociar em boa fé e a assinar um tratado de paz entre si.

O Presidente dos EUA, Jimmy Carter, foi o patrocinador e anfitrião do encontro e participou ativamente das negociações. O Tratado de Paz Israelense-Egípcio foi posteriormente ratificado em 26 de março de 1979, em Washington (EUA). Esses acordos de paz têm sido honrados tanto pelo Egito como por Israel, pelo menos até 2023.
É interessante notar que, tanto Sadat, que assinou o acordo pelo Egito e Begin, por Israel, foram assassinados por extremistas de seus países.
O que tem a haver comunistas e socialistas com islamismo e perseguição a Judeus? Já vou explicar. O esvaziamento da narrativa comuno-socialista acabou criando improváveis alianças antiamericanas dessa ideologia com os…. muçulmanos!
Como as duas ideologias são autoritárias e hegemônicas, de partido único, nada é mais estranho que essa aliança, forjada somente pelo antiamericanismo e anti-judaísmo, mesmo com identidades ideológicas completamente contraditórias.
Esquerdistas defendem o multiculturalismo; países muçulmanos implantam rígido mono-culturalismo islâmico. A esquerda defende a diversidade de gênero; os muçulmanos costumam enforcar homossexuais passivos, embora tolerem homossexuais ativos. Muçulmanos costumam assassinar quaisquer pessoas não-muçulmanas, mesmo não-combatentes.

Esquerdistas são pouco religiosos; muçulmanos são extremamente religiosos e fazem qualquer coisa pela causa de sua fé, inclusive assassinar pessoas inocentes. As esquerdas valorizam as mulheres, pelo menos publicamente; para o Islã mulheres servem apenas para procriar e carregar coisas e assim por diante.
Com o surgimento do violento e opressor Estado Islâmico, houve várias tentativas de descrevê-lo como uma distorção do Islã, mas o que se vê é uma estreita interpretação literal do Corão e da Sunna de Maomé, conforme pode ser visto no vídeo de Bill Warner: ( https://youtu.be/2FZcCN9Pnl8).
Com o advento das guerras da Síria, Iraque, Somália, Afeganistão, Líbia e outros países muçulmanos, uma enxurrada de “refugiados” começou a entrar para a Europa, atravessando o mar Mediterrâneo e pelas fronteiras terrestres. São milhões de imigrantes entrando na Europa e entre eles milhares de militantes radicais islâmicos do Estado Islâmico, Al Qaeda e outros grupos terroristas.
Inusitadamente esse fluxo de clandestinos, estimulado pelos governos socialistas da Alemanha, França, Itália e outros países da União Europeia (como é explicado aqui), liberando fronteiras, antes rigidamente controladas contra a entrada de imigrantes do leste europeu e da América Latina.
O então presidente da Argélia, Houari Boumedienne, profetizou em 1974, que os úteros das mulheres muçulmanas iriam conquistar o hemisfério norte.

Essa política suicida está facilitando a entrada de terroristas para praticarem atentados em países europeus, principalmente na França, ironicamente um dos países mais acolhedores a imigrantes muçulmanos. Outros países europeus foram “invadidos” pelo multiculturalismo, que estão perdendo até suas identidades nacionais, como a Suécia (vídeo legendado “Adeus Suécia”, que pode ser assistido neste link do Rumble (o Youtube removeu o que eu tinha publicado lá, “por incitar violência contra etnias e religiões”, segundo os administradores).
Parece existir uma conspiração mundial a favor dos muçulmanos em todo o mundo ocidental, inclusive no Brasil, onde os governos esquerdistas têm liberado a entrada sem vistos ou investigações de pessoas provenientes de países africanos e árabes, principalmente durante a Copa do Mundo de Futebol, em 2014 e Jogos Olímpicos em 2016.

Depois da demissão da petista Dilma Roussef, em 2016, o presidente Michel Temer, parece ter dado continuidade à política de fronteiras abertas e de apoio a países islâmicos, eis que nomeou do nada um muçulmano chamado Hussein Kalout para a chefia da Secretaria de Assuntos Estratégicos.
Com a eleição de Donald Trump, nos EUA e logo depois de Jair Bolsonaro, no Brasil, ambos de perfil anti-islâmico, parecia que a direita tinha dado a volta por cima.
Ledo engano, Trump não se reelegeu e Bolsonaro também não. Fiz até um texto explicando que “Bolsonaro perdeu porque não teve a mesma audácia dos canalhas”, que pode ser lido neste link.
Então o ocidente continua “flertando” com pessoas, governos e ideologias, que prometem ostensivamente matar todos os “não-muçulmanos” e estabelecer a Lei Islâmica nesses países, extinguindo para sempre suas culturas e identidades nacionais.
As explicações da comunidade muçulmana de que o Estado Islâmico e outros grupos islâmicos que cometem atentados terroristas nada tem a ver com a verdadeira religião islâmica, ficam bastante fragilizadas em razão de não haver notícias de que algum atentado tenha sido evitado ou algum terrorista tenha sido preso em razão de denúncias de alguém da “pacífica” comunidade islâmica.
Pelo contrário, as notícias que se tem é que as comunidades islâmicas estão protegendo os terroristas, como aconteceu com um dos autores de atentados em Paris, Salah Abdeslam, que ficou escondido vários meses no bairro de Molembeek, em Bruxelas (Bélgica), de predominância muçulmana, antes de ser descoberto e capturado pela polícia Belga.
O estudioso Bill Warner explica bem a razão dos muçulmanos pacíficos terem de apoias os terroristas neste artigo, praticando uma das e formas de Jihad (espada, fala, escrita e dinheiro).
SITUAÇÃO EM OUTUBRO DE 2023
Em 7 de outubro de 2023, o grupo terrorista muçulmano, Hamas, lançou ataques em todo o sul de Israel, assassinando, ferindo e sequestrando milhares de pessoas, principalmente mulheres, crianças e idosos e não houve grande repercussão na mídia tradicional. E olha que os próprios terroristas publicaram vídeos exibindo os ataques a civis.
Fui procurar na internet algumas imagens dos ataques terroristas de 7 de outubro, para colocar o link aqui, mas só encontrei um ou dois vídeos, muito editados, com imagens quase não identificáveis e não como as que circularam nas redes sociais.
Tive que armazenar no Rumble o menos sensível vídeo dos ataques, que coloquei na sequência de uma entrevista de um dos líderes do Hamas, em que afirma ter se tratado de uma “operação militar”, quando os vídeos que circularam mostram os terroristas atacando casas de civis desarmados. Este é o link do vídeo.
Encontrei sim milhares de vídeos sobre a reação de Israel na faixa de Gaza, quase todos enfatizando tratar-se de um “conflito entre Israel e palestinos”, sem mencionar os ataques a civis israelenses em 7 de outubro.
A reação de Israel na busca dos autores dos ataques e seus líderes na faixa de Gaza, causam grande repercussão na mídia tradicional e de governos de todo o mundo, face à provável, segundo eles, matança de milhões de inocentes palestinos, como declarou o Lula. Ele disse:
“Não é porque o Hamas cometeu um ato terrorista contra Israel, que Israel pode matar milhões de inocentes palestinos”.
Milhões de inocentes!
O mentiroso continua inventando números.
Estamos agora em 2023 e Lula está no poder desde janeiro, fazendo aquilo que os esquerdistas sempre costumam fazer: mentir, roubar, corromper e apoiar ditaduras sanguinárias e terroristas muçulmanos.
Luigi Benesilvi
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NOTA:
Este texto é uma atualização daquele que foi originalmente publicado em 2017, inspirado na transcrição da palestra da jornalista Brigitte Gabriel, com inserção de vídeos e textos de diversos estudiosos do Islã, cujos créditos estão nos próprios vídeos e textos, visíveis para quem os acessar. Menciona também textos de jornais e blogs relacionados ao assunto, cuja identidade dos autores pode ser vista para quem acessar os respectivos endereços eletrônicos.
O conteúdo de dois textos, traduzidos por mim, foram também bastante usados, merecendo destaque especial. Podem ser baixados gratuitamente nos endereços
Texto “Arábico para não-muçulmanos – 8 palavras árabes que todos os não muçulmanos precisam conhecer”, de Peter Townsend, aqui.
“Lei Islâmica Sharia para não Muçulmanos”, de autoria de Bill Warner, neste link.
Uma cópia do texto acima, em pdf, pode ser baixada neste link.
Estamos agora em 2023 e Lula está no poder desde janeiro, fazendo aquilo que os esquerdistas sempre fazem: mentir, roubar, corromper e apoiar ditaduras sanguinárias e terroristas muçulmanos.
Que Deus nos ajude.
Luigi Benesilvi
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