Alguns fatos marcantes que justificaram as Cruzadas Cristãs – Luigi Benesilvi
(20/07/2026)
Apologistas do Islã costumam proclamar veementemente que as Cruzadas Cristãs foram agressões, não provocadas, aos crentes muçulmanos e a seus territórios.

Mas, na verdade, as Cruzadas foram uma resposta a mais de 400 anos de agressões islâmicas contra nações cristãs do Oriente Médio, Norte da África e Península Ibérica.
Até a morte de Maomé, em 632 depois de Cristo, os maometanos estavam restritos à Península Arábica.
Em pouco mais de uma década já tinham conquistado toda a Terra Santa, a Armênia e o Egito.
Em 650 os exércitos muçulmanos chegaram ao sul da Itália e a Chipre, levando milhares de homens como escravos e mulheres jovens como escravas sexuais para seus haréns.
Em 715, eles ocuparam a maior parte da Península Ibérica e foram barrados em 722 no extremo norte da Espanha, na Batalha de Covadonga, pelo rei Pelayo.
Em 730 invadiram a França, onde foram detidos perto de Paris, por Carlos Martel, na Batalha de Poitiers.
Em 827 invadiram a Sicília e a Itália, perseguindo e assassinando cristãos, principalmente monges e freiras .
Em 846 chegaram perto de Roma e o Papa Sério II teve que pagar pesado tributo para evitar a destruição da Sede do Cristianismo.
Em 937 destruíram a Igreja do Santo Sepulcro e outras igrejas de Jerusalém e de outras cidades do Oriente Médio.
No ano 1000, os muçulmanos já haviam conquistado e estavam colonizando os territórios cristãos de todo o Oriente Médio (Iraque, Jordânia, Israel, Síria e Líbano), norte da África (Egito, Líbia, Tunísia, Argélia e Marrocos), grande parte da Península Ibérica (Espanha e Portugal), toda a zoroastrista Pérsia e a parte ocidental da budista Índia.

Esses ataques (Jihad) foram comandados pelos próprio Maomé e sancionados pelos livros sagrados do do Islã.
Aos Cristãos e Judeus (Povo do Livro) dos territórios conquistados, eram dadas 3 opções:
(1) Converter-se ao Islã; (2) Pagar o tributo de vassalagem (Jizya) e viver como cidadãos de segunda classe ou (3) Ser assassinado.
“Combatei aqueles que não creem em Allah, nem no Dia do Juízo Final, nem proíbem o que Allah e o Seu Mensageiro proibiram, nem professam a religião da verdade, dentre aqueles que receberam o Livro [judeus e cristãos], até que paguem a jizya (imposto de vassalagem) de suas próprias mãos, sentindo-se subjugados e humilhados (Dhimmis).” – (Corão 9:29)
A 4ª opção era fugir o mais rápido possível.
Em 1012 o califa Al-Hakim bi-Amr Allah promulgou decretos opressivos contra os cristãos, limitando suas liberdades, forçando o pagamento de pesados tributos (Jizya) e instituindo cobranças extorsivas aos peregrinos que iam visitar a Terra Santa.
Em 1071 atacaram e ocuparam grande parte da Anatólia (atual Turquia).
Todas essas conquistas muçulmanas foram seguidas por perseguições implacáveis aos cristãos, com captura de escravos para serem vendidos nos mercados muçulmanos. Mulheres brancas jovens eram muitíssimo valorizadas para composição dos haréns dos Emires.
Em 1095 o Papa Urbano II, finalmente convocou a Primeira Cruzada, cuja finalidade era libertar a Terra Santa e acabar com os abusos que os cristãos de lá e os peregrinos sofriam nas cruéis mãos dos muçulmanos.

Houve mais 7 Cruzadas para consolidação da reconquista da Terra Santa, mas os Cruzados foram definitivamente expulsos com a queda da fortaleza de Acra, em 1291.
Assim, a reconquista da Terra Santa durou menos de 200 anos.

Os muçulmanos continuaram a conquistar pela força países outrora cristãos, zoroastristas e budistas, até o século 18, quando foram detidos em várias batalhas defensivas. Algumas das mais recentes e importantes foram o Cerco de Malta (1565), a Batalha Naval de Lepanto (1571) e o Cerco de Viena(1683).
Muçulmanos continuaram a atacar territórios cristãos europeus, principalmente nas costas do Mar Mediterrâneo. Calcula-se que mais de 1,2 milhão de europeus tenham sido capturados e vendidos como escravos nos mercados do norte da África, ocasionando as chamadas “Guerras da Barbária”, no início do século 19, que tiveram inclusive a participação da recém criada nação chamada de Estados Unidos da América.
A Terra Santa ficou em mãos muçulmanas até 1948, quando foi criado o Estado de Israel e Jerusalém só foi libertada por Israel, na Guerra dos 6 Dias, em 1967.
Por não terem conseguido mais avançar suas conquistas pela força das armas, os muçulmanos mudarem suas táticas para ainvasão pacífica dos países ocidentais, no que estão tendo bastante sucesso, com previsão de serem maioria em quase todos os países da Europa Ocidental em mais algumas décadas.
Luigi Benesilvi
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