Cristãos coptas foram massacrados no passado e ainda estão sendo maltratados hoje pelos muçulmanos – Raymond Ibrahim

(20/08/2026)

Não foi muito gentil o que aconteceu com os coptas durante a conquista do Egito pelos muçulmanos.

Os cristãos coptas egípcios foram massacrados.

O que é incrível nisso é que a maioria das pessoas associa o Egito ao Islã. A gente simplesmente acha que sempre foi um país muçulmano. E se você realmente estudar os coptas, vai entender que os coptas são os quase descendentes diretos dos Faraós. Mas sempre existe essa analogia em que dizem:

“Bem, os muçulmanos eram maus e violentos, mas os cristãos também eram maus e violentos.”

Mas os muçulmanos são agora o “povo nativo” dessas terras do Egito e, portanto, os cristãos brancos, são os caras maus. E dá para justificar totalmente o comportamento que aconteceu com o Islã em grande parte do Oriente Médio, porque era isso que todo mundo estava fazendo e as pessoas escolheram se tornar muçulmanas.

Como se passa de um país de maioria cristã, como o Egito, para uma situação que quase nenhum copta vive mais livremente no Egito? A verdade é que a língua copta se extinguiu. E por que se extinguiu? Porque houve um momento, após a conquista islâmica em os coptas foram proibidos de falar sua língua, sob pena de terem a língua cortada. Eles tiveram que aprender arábico e a língua que agora só é usada na liturgia. E a língua copta é a língua faraônica. É a fase final dela, o que é meio irônico ou interessante, na verdade.

Há pessoas que vão lhe dizer que os muçulmanos invadiram ou que, quando chegaram ao Egito, os coptas os ajudaram, porque estavam em guerra contra os bizantinos por causa de diferenças teológicas e que os muçulmanos foram recebidos como libertadores. E há todo tipo de teorias diferentes que nem sequer são teorias. Quero dizer, as diferentes narrativas que são muito populares e falsas.

Mas o que você sempre vai encontrar é que, quando quer saber o que está acontecendo, há o que é dito nos livros de história, livros de história secundários, que estão nas livrarias Barnes & Noble.  Escritos por algum grande autor famoso. E também há esses pergaminhos antigos e empoeirados escritos por pessoas que viveram lá e eles tendem a contradizerem as narrativas modernas. Então meio que fico com o mais antigo.

Temos um homem chamado John of Nikiu, um bispo que viveu durante a conquista islâmica do Egito, no século 7, lá pelo ano de 640. Temos os escritos dele. Ele basicamente descreve aquilo como um apocalipse. Era simplesmente horrível, segundo ele escreveu. Foi o fim do mundo. Cadáveres nas ruas, pessoas comendo os mortos por causa da fome provocada intencionalmente pelos árabes durante esse período da conquista do Egito.

Também conhecemos a lei islâmica, que aparece o tempo todo nos documentos históricos e que dizia que aos coptas foram dadas 3 opções como cristãos, como “Povo do Livro”, os judeus e os cristãos. Eles são, na verdade, considerados um degrau acima dos pagãos propriamente ditos, então têm, de fato, uma escolha.

“Você pode se converter, tornar-se um de nós, ou pode manter sua religião e pagar um imposto especial, a Jizya, e ser o que se chama, na jurisprudência islâmica, de Dhimmi”

O que, em nosso entendimento, seria basicamente, na melhor das hipóteses, um cidadão de segunda, talvez de terceira classe, que sofre todo tipo de restrições e não é, de forma alguma, igual a um súdito muçulmano. Não podem construir igrejas, não podem construir sinagogas. Até hoje isso ainda é assim, porque nos ensinamentos existe algo chamado “Estipulações de Omar” e elas regulam o que cristãos e judeus que vivem sob o Islã podem ou não fazer. E dizem que você não pode nem mesmo consertar uma igreja.

E até recentemente, no Egito, era necessário um decreto presidencial para consertar o banheiro de uma igreja. Até hoje os muçulmanos, se virem uma igreja sendo consertada, eles se revoltam e destroem a igreja.

Se eles simplesmente desconfiam que alguns cristãos estão se reunindo numa casa copta, eles atacam e destroem a casa, porque acham que os cristãos que a estão transformando numa igreja.

E tudo isso remete à lei islâmica à qual estou me referindo. Então, os cristãos e os judeus tinham 3 opções:

 – Converter-se,

– Pagar tributo “Jizya” e viver como cidadãos de segunda classe

– Lutar até a morte.

Então, era isso que governa todos esses cristãos no Norte da África e no Oriente Médio. E quando você relê as fontes, é impressionante, porque o Tucker Carlson recebeu aquele cara, o J.D. Hall, que basicamente disse que os muçulmanos “tratavam os cristãos muito bem”.

E isso, mais uma vez, é um exemplo perfeito de alguém dizendo algo que, supostamente, é um historiador, eu acho e que entra em total contradição com as evidências primárias das pessoas que viviam naquela época e escreveram sobre o que estava acontecendo com elas. Não era nada bom.

Raymond Ibrahim

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NOTA

O texto acima foi extraído de parte deste vídeo publicado no Youtube.

Luigi Benesilvi

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